A seca em debate no concelho do Cartaxo e na Região

Reunião de trabalho que juntou executivo, presidentes de junta de freguesia, representantes das forças políticas no concelho, presidente da Assembleia Municipal, técnicos e trabalhadores do município do Cartaxo e da Cartágua, representantes de associações de defesa do ambiente ou de agricultores e forças de segurança, surgiu “na sequência das questões colocadas pela coligação Juntos pela Mudança, em reunião de câmara municipal”, afirmou Pedro Magalhães Ribeiro.

O presidente da Câmara Municipal do Cartaxo considerou que, “as questões colocadas, embora mais centradas na empresa concessionária e na ação do município, pareceram-me merecer a criação de um espaço de troca de conhecimentos e de debate, que nos permitisse tomar decisões esclarecidas”, afirmou defendendo que “quanto mais preocupante é a realidade, maior ponderação se exige aos responsáveis das instituições públicas.

Jorge Gaspar, vereador da Coligação Juntos pela Mudança

Destacou a importância da reunião “marcada na sequência das questões colocadas” porque “temos que poupar os recursos hídricos do concelho”, referindo que “a nossa questão é muito simples, já aqui se falou mais de geopolítica da água, mais do que propriamente da água no Cartaxo”, referindo a convicção de que “também não vamos mudar culturas nem mentalidades, não temos esse poder, podemos é mudar políticas e modos de gestão”, afirmou.

Cartágua assegura que não está em causa o abastecimento de água à população

Júlio Bento, administrador da Cartágua, acompanhado por técnicos da empresa, deu explicações sobre o trabalho “que temos feito desde o primeiro dia para reduzir as perdas de água no sistema”, referindo que nos dois primeiros anos de concessão as perdas passaram de “45% para 22%, a intervenção nas roturas que surgem é também muito rápida”. Para o administrador “qualquer perda tem um custo para a empresa, é uma realidade, e também por isso a nossa atenção e rapidez de intervenção é necessária e o uso racional da água é um cuidado constante”, tal como “estamos muito atentos a consumos excessivos ou picos de consumo por parte os utilizadores”, alertando para situações que possam ser melhoradas.

Pedro Magalhães Ribeiro

Terminou a reunião, reconhecendo que “há muito por fazer”, pelo que “nas Grandes Opções do Plano para 2018, já incluímos valores que dedicaremos a uma campanha de educação ambiental. Estou convicto que será também ao nível da educação que devemos atuar”.

(Visitas 45 , 1 visitas hoje)
  •  
  •  
  •  
  •  
  •  
  •  
  •