Campeonato Nacional de Barcos decide-se em Valada

(Last Updated On: 13 Novembro, 2018)

A prova que marcou o encerramento da época competitiva da Federação Portuguesa de Motonáutica realizou-se em Valada, concelho do Cartaxo, no passado dia 4 de novembro.

Regressado após mais de 2 anos de paragem, Luís Miguel Ribeiro foi imperial entre os F4 e arrecadou mais um título, enquanto o jovem Bernardo Mira chegou a campeão entre os T-850.

Nesta final do Campeonato Nacional de Barcos 2018, à chuva intermitente, juntou-se um vento forte que provocou uma ondulação a condizer, condições que exigiram mais dos pilotos.

No final, o novo campeão nacional de F4 declarou ter-se “divertido imenso”, destacando “esta vitória e mais este título nacional, que foram alcançados em Valada, a terra natal, num regresso após dois anos de paragem e um ano anterior feito a meio gás, devido aos compromissos profissionais”.

O vencedor da prova e novo campeão nacional formulou ainda o desejo de que “esta prova tenha sido mais um momento para a união na motonáutica e mais um passo da Federação no bom sentido”, prometendo ainda que “tudo fará para disputar todo o campeonato em 2019”.

Mesmo que a uma distância considerável do novo titular nacional, Luís Vilaverde tem todas as razões para sair de Valada com um sorriso. Terceiro nos treinos, saltou para a segunda posição e aí permaneceu até ao final, assegurando assim o vice-campeonato.

A terceira posição entre os F4 foi para Rui Xavier. O piloto foi sempre muito regular ao longo de toda a competição, conservando uma posição final no pódio da sua classe.

O piloto Pedro Fortuna foi o que mais perto rodou de Luís Miguel Cintra nos treinos cronometrados, mas uma avaria mecânica forçou-o a abandonar a corrida, ainda nas primeiras voltas, afastando-o assim de um previsível pódio final.

A poucos dias de fazer 70 anos, Arnaldo Magalhães revelou grande vitalidade e garra. O piloto nortenho debateu-se com problemas estruturais no seu F4 e, quer nos treinos, quer na corrida, viu-se impedido de fazer voltas limpas, sendo também forçado a abandonar a prova.

Bernardo Mira, campeão entre os T-850, no final, não escondeu a felicidade que sentiu com a mais uma vitória.“Foi uma boa corrida, passar da água picada e das condições muito difíceis, mas andei sempre a fundo e foi uma vitória muito saborosa. Estou muito feliz com este título nacional e agora espero ter feito tudo em 2018, para poder merecer integrar o projeto fórmula GT30 da Federação em 2019”, declarou Mira.

No rescaldo da prova, Paulo Ferreira, Presidente da Federação Portuguesa de Motonáutica, elogiou “a excelente prova que os pilotos proporcionaram, nestas condições meteorológicas agressivas, transformando o evento numa excelente promoção da modalidade”.

O líder da Federação destacou ainda “o entusiasmo para a época de 2019”, ano em que a instituição quer “consolidar a evolução e a modernização da motonáutica, num trabalho conjunto, com todos e em prol do sucesso das modalidades que a Federação Portuguesa de Motonáutica tutela, cumprindo assim da melhor forma o mandato”.

Paulo Ferreira agradeceu ainda “aos bombeiros voluntários de Benavente e do Cartaxo, à Junta de Freguesia de Valada e à Câmara Municipal do Cartaxo, bem como ao staff da Federação, aos pilotos, às suas famílias e às suas equipas, no fundo, à família da motonáutica que deu um testemunho de união, sendo importante manter esta boa relação no futuro”.