Cartaxo apresenta contas positivas

(Publicado em: 26 Abril, 2019)

A Câmara Municipal do Cartaxo aprovou por maioria, na reunião de dia 24 de abril, as contas de 2018 – Demonstrações Financeiras e Relatório de Gestão –, com os votos a favor dos vereadores do Partido Socialista (PS), do vice-presidente e do presidente da Câmara, e com dois votos contra dos vereadores eleitos pela Coligação Juntos pela Mudança (PPD/PSD – NC).

Para o Presidente da Câmara Municipal do Cartaxo, Pedro Magalhães Ribeiro, “as contas de 2018 são muito positivas e consolidam não só a sustentabilidade financeira, mas também a credibilidade do Município”.

“Estamos convictos que encontrámos o equilíbrio financeiro e estamos seguros que este se vai manter”, afirmou Pedro Magalhães Ribeiro.

No Município do Cartaxo, o passivo total exigível reduziu 512 mil euros, em comparação como o ano de 2017.

O prazo médio de pagamentos, que outubro de 2013, era de 361 dias, passou a ser de 38 dias, no final do ano de 2018.

Os pagamentos em atraso superiores a 90 dias passaram de 351 mil euros, em 2017, para 147 mil euros, em 2018.

Os resultados líquidos melhoraram 136 mil euros, em relação a 2017, fixando-se no final de 2018, em 1 milhão 138 mil euros.

A execução do Plano de Ajustamento Municipal (PAM) foi superior a 96%, com os valores da dívida municipal a ficarem abaixo do previsto – menos 3 milhões e 240 mil euros –, e o saldo orçamental a ficar 1 milhão e 200 mil euros acima do previsto.

Os fundos próprios do Município mantêm-se negativos, apesar do crescimento de 32% entre 2015 e 2018.

A recuperação do indicador endividamento municipal – agravado em 3,8 %, devido à reestruturação financeira, com a adesão obrigatória ao Fundo de Apoio Municipal –, “será visível de forma significativa a partir do primeiro semestre de 2019, quando o Município puder pagar a primeira prestação ao FAM”. Esta prestação, que encerra o período de carência de pagamento de capital e será paga em junho, terá o valor de 1 milhão e 200 mil euros e já integra 743 mil euros de pagamento de capital, o que cumprirá o estabelecido pelo PAM e permitirá, no curto prazo, a recuperação do indicador endividamento municipal.

Ainda assim, a taxa de execução da receita foi a melhor dos últimos 13 anos e o Município passou a ter fundos disponíveis acima dos 3 milhões e 300 mil euros.

Em 2013, no início do mandato anterior, transitaram 29 milhões e 170 mil euros de dívida para o ano seguinte e em 2018 apenas transitaram 367 mil euros – o que corresponde a uma redução de 28 milhões e 810 mil euros de dívida transitada em cinco anos.

O Presidente da Câmara do Cartaxo destaca que o “trabalho profundo, sério e transparente na área financeira, permitiu ao Município ultrapassar o tempo de emergência que encontrámos, mas mantemos os pés bem assentes na terra”, reconhecendo que “a situação de rutura financeira estrutural, da qual recuperámos as contas do Município, criou dificuldades que só vamos ultrapassar com persistência na verdade e com crença no trabalho diário”.

“Seremos sempre claros sobre o que é possível fazer, e daremos sempre contas sobre as lutas que travamos pelo nosso concelho, seja nas decisões diárias, seja no trabalho com a administração central, seja na negociação com parceiros públicos e privados”, afirma o Presidente do Município cartaxeiro.

Para Fernando Amorim, vice-presidente da Câmara Municipal e responsável pelo pelouro financeiro, “os indicadores positivos são resultado do caminho que percorremos, com firmeza, desde o início do mandato anterior. Contámos com a ajuda das juntas de freguesia, da comunidade escolar e das instituições de apoio social, tivemos ao nosso lado ao lado as cidadãs e os cidadãos, negociámos com a administração central, com as instituições financeiras e com os fornecedores da Câmara Municipal. Foi um caminho longo que não dá parangonas nos jornais e cujo fruto precisa de tempo para ser colhido”.