Obras no posto da GNR estão atrasadas dois anos e profissionais contestam

(Publicado em: 2 Abril, 2019)

As obras de requalificação do posto da GNR de Coruche estão atrasadas dois anos e prevê-se que continuem sem arrancar em 2019.

A denúncia é feita pela Associação dos Profissionais da Guarda – APG/GNR, que considera ser “uma afronta a demora no início das obras consideradas de primeira prioridade, conforme o estipulado na Lei de programação de infraestruturas e equipamentos das forças e serviços de segurança do Ministério da Administração Interna, Lei essa aprovada pelo Governo em funções”.

Depois de uma reunião com o Presidente da Câmara Municipal de Coruche, Francisco Oliveira, a falta de informação sobre o atraso da empreitada, que deveria ter começado no ano de 2017, causou “estranheza” aos profissionais da Guarda, que consideram “obsoletas” as instalações onde os militares de Coruche trabalham.

A APG/GNR “exige que o início dos trabalhos tenha lugar o quanto antes e que, aquando das mesmas, estejam garantidas as condições de segurança dos profissionais que lá prestam serviço, bem como dos cidadãos que recorrem a estas instalações”.

Para a Associação, “dois anos foram mais que suficientes para a elaboração de projetos, concurso público, adjudicação da empreitada e inícios dos trabalhos que há décadas se anseiam”.

A Associação defende que “os objetivos orçamentais e financeiros não se podem sobrepor aos direitos dos profissionais e dos cidadãos, sendo cumpridos à custa do desinvestimento em infraestruturas e meios materiais e humanos, contrariamente ao que é apregoado pelo Senhor Ministro que tutela o MAI”.

Ainda no concelho de Coruche, a Associação considera que o Posto Territorial do Couço deverá ser dotado de meios humanos e materiais suficientes, por forma a garantir o seu funcionamento durante 24horas e assim dar uso à infraestrutura que foi melhorada através do Município de Coruche.