PSD Cartaxo considera preocupantes números da gestão municipal

(Publicado em: 6 Maio, 2019)

Os eleitos do PSD na Assembleia Municipal do Cartaxo votaram contra as “Demonstrações Financeiras e Relatório de Gestão do Ano de 2018” e a “Aplicação do Resultado Líquido do exercício do ano de 2018”.

Segundo os sociais-democratas, “se analisarmos as Demonstrações Financeiras e o Relatório de Gestão podemos concluir, de imediato, que continuamos a ter uma gestão deficitária”.

“A Câmara do Cartaxo não tem dinheiro. Esta é a realidade. A gestão socialista não consegue inverter a situação e, ano após ano, agrava-se” , pode ler-se no comunicado emitido pela estrutura.

Para os eleitos do PSD, “a gestão municipal socialista não consegue gerar resultados positivos que nos permitam almejar melhores condições de vida para as nossas populações”.

“O exercício normal das atribuições da Câmara dá prejuízo. Gastamos mais do que o que recebemos”, afirmam os eleitos.

Os autarcas não estão de acordo com os “resultados operacionais negativos em perto de 600 mil euros, o que traduz um aumento em relação ao ano anterior de mais de 4100%” e com os “resultados correntes negativos em mais de 650 mil euros, o que perfaz um aumento de 23% em relação ao exercício do ano de 2017”.

Os eleitos do PSD consideram “estes resultados mais dramáticos, porque Câmara Municipal obteve, em 2018, receitas de impostos muito acima do esperado, perto de 25%”.

À gestão da Câmara Municipal do Cartaxo, o PSD acrescenta “a execução da despesa, que se situa nos 72%, abaixo da execução do ano anterior que tinha sido de 85%”, valor que para os sociais-democratas “está abaixo dos referenciais de boa gestão da administração pública”.

A estrutura laranja na Assembleia Municipal do Cartaxo acusa ainda o executivo de falta de investimento.

Para os sociais-democratas, “o saldo de gerência do qual o executivo socialista se gaba, tem outra face, a face daquilo que não se fez, das promessas que não foram cumpridas, do orçamento que não se executou, do investimento mais uma vez adiado”.

“A Execução Anual do Plano Plurianual de Investimentos ficou situada nos 40% do esperado”, afirmam.

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