Os três grandes problemas do rio Tejo

O assoreamento, a redução de caudal e a poluição são os três grandes problemas do rio Tejo. A sistematização é do presidente da Agência Portuguesa do Ambiente (APA) Nuno Lacasta, que esteve esta terça-feira, 26 de janeiro na Assembleia da República, onde foi questionado por vários deputados sobre os problemas que afetam o maior rio português.

Após apontar os 26% de redução do caudal que chega de Espanha, Nuno Lacasta centrou-se nos problemas da poluição, onde considerou ser necessário um aumento da fiscalização e da articulação da mesma entre várias entidades. “É necessário ir para o terreno com mais intensidade. (…) Não basta fiscalizar, é preciso relacionar”, referiu o responsável, apontando o Serviço Especial Proteção da natureza e do Ambiente (SEPNA) da GNR como “o braço armado” de todo este sistema.

Questionado sobre os focos de poluição do rio, o presidente da APA referiu que a maior parte das situações está identificada e que estão definidas novas medidas de acompanhamento das principais empresas poluidoras, exemplificando com os casos da Centroliva e da Celtejo, em Vila Velha de Ródão.

No que se refere a esta última empresa, o responsável salientou os cerca de 80 milhões de euros em investimentos nos últimos anos e revelou que foi estabelecido um novo regime de monitorização, em que a medição de alguns parâmetros passa de mensal para semanal ou mesmo diária.

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