Atualidade Sociedade A Redação Dezembro 2, 2022 (Comments off) (282)

6º aniversário da Falcoaria em Portugal como Património Cultural Imaterial da Humanidade

A Falcoaria Real de Salvaterra de Magos assinalou no dia 1 de dezembro o 6º aniversário do Reconhecimento pela UNESCO da prática da Falcoaria em Portugal como Património Cultural Imaterial da Humanidade com a inauguração das exposições “Falcoaria no Mundo” e “A Falcoaria, a minha Arte e a minha Terra” e uma homenagem ao Professor Filipe Themudo Barata.

Na iniciativa, promovida pela Câmara Municipal, o Presidente da autarquia Hélder Manuel Esménio frisou: “Recebemos visitantes de todo o país e para podermos apresentar um produto diferenciador mantemos um trabalho contínuo de investigação e estudo desta prática, não só enquanto prática do passado, mas também proporcionando e desenvolvendo atividades que promovem e permitem que se mantenha uma prática ativa no nosso país durante muitos e muitos anos, para o qual tem sido fundamental a ajuda dos falcoeiros e da Associação Portuguesa de Falcoaria”.

A Falcoaria Real, que nos últimos anos quintuplicou o número de visitantes, tem apresentado regularmente exposições temporárias de diversos temas e dinamizado múltiplas iniciativas e atividades, a que acresce um espaço dedicado à história da Falcoaria e à interpretação de aves, cujos conteúdos estão em constante atualização, o Centro de Documentação Joaquim da Silva Correia e Natália Correia Guedes e uma Loja (numa parceria com a Universidade de Évora), onde estão artesanato e produtos locais do concelho.

Para assinalar este 6º aniversário, a Câmara Municipal inaugurou a exposição “Falcoaria no Mundo”, a qual permite conhecer um pouco mais sobre a prática da Falcoaria em 11 países dos 24 que integram o grupo da UNESCO. “Com esta exposição pretendemos continuar a estabelecer contactos e parcerias para que a prática da Falcoaria se mantenha ativa e que Salvaterra de Magos e a Falcoaria Real continuem a ser uma referência e um exemplo, um local que preserva e transmite este saber ancestral, onde os falcoeiros do nosso país e do mundo se sintam em casa”, sublinhou Hélder Manuel Esménio.

A Subdiretora-Geral do Património Cultural para a área dos Museus, Monumentos e Palácios, em representação do Ministério da Cultura, Rita Jerónimo referiu este dia como “uma oportunidade para celebrarmos a longa história e tradição da falcoaria em Portugal e em particular em Salvaterra de Magos. A Direção Geral do Património Cultural (DGPC) tem acompanhado com muito interesse o trabalho que tem sido realizado em Salvaterra de Magos e no país em prol da divulgação, dinamização e renovação da falcoaria”.

António Carapuço, presidente da Associação Portuguesa de Falcoaria (APF), salientou a importância desta tradição em Portugal e o reconhecimento pela UNESCO.

Natália Correia Guedes, co-fundadora da APF, recordou a história da falcoaria no País e agradeceu à Câmara Municipal o apoio e o entusiasmo que tem dado a esta prática.

A Câmara Municipal de Salvaterra de Magos aproveitou este momento para homenagear Filipe Themudo Barata, Professor Catedrático da Universidade de Évora, jubilado em 2020, onde lecionou História, Museologia e Património, responsável pela Cátedra UNESCO, agora responsável emérito, foi membro do grupo de trabalho para o Património Cultural e Imaterial que apoia a Comissão Nacional da UNESCO, emitindo pareceres sobre as candidaturas.

O Presidente Hélder Manuel Esménio sublinhou o importante trabalho desenvolvido pelo Professor Filipe Themudo Barata, juntamente com a Câmara Municipal e com a ajuda da Associação Portuguesa de Falcoaria e da Universidade de Évora, para a classificação da Falcoaria em Portugal como Património da Humanidade e, mais recentemente, os novos projetos e desafios que surgiram com a classificação dos Bordados da Glória do Ribatejo como Património Cultural Imaterial Nacional.

Filipe Themudo Barata deixou o agradecimento à Câmara Municipal e aproveitou para fazer um breve historial sobre a candidatura aprovada há SEIS anos, concluindo: “Hoje somos 24 países e somos de longe o maior grupo coletivo, sobre a mesma prática, da Unesco, o que mostra que a falcoaria é uma prática global”.

Na Galeria de Exposições foi inaugurada a exposição “A Falcoaria, a minha Arte e a minha Terra”, de Ana Teresa Pontífice. Natural de Salvaterra de Magos, engenheira de profissão, Ana Teresa Pontífice dedica muito do seu tempo à pintura e ilustração e foi ilustradora do mais recente livro infantojuvenil editado pela Câmara Municipal, “O Principezinho em Salvaterra”, da autoria de Helena Sacadura Cabral. Nesta exposição é possível ver algumas das ilustrações do livro e conhecer outros trabalhos realizados pela ilustradora.