Destaque Economia Ana Mesquita Maio 8, 2022 (Comments off) (315)

Australiano investe milhões em Vila Chã de Ourique

Os eleitos na câmara do Cartaxo aprovaram por unanimidade a declaração de interesse público municipal de um projeto, a instalar em Vila Chã de Ourique, em Vale d’Algares.

“Estamos a falar de um investimento de largas dezenas de milhões de euros, que pretende empregar à volta de 300 pessoas”, disse Pedro Reis, vice-presidente e responsável pelo Urbanismo. Trata-se de um projeto turístico na área do vinho e do alojamento para cem pessoas, “que vai reabilitar aquela zona do Vale d’Algares, que é uma quinta com 96 hectares que esteve, durante alguns anos, por força da insolvência da empresa que era detentora daquele espaço, por valorizar. Existe um investimento estrangeiro, de uma empresa australiana, que se propõe investir nesta área do enoturismo”, acrescentou.

A necessidade da declaração de interesse público municipal prende-se com algumas condicionantes existentes naquele território, “nomeadamente da RAN (Reserva Agrícola Nacional) e da REN (Reserva Ecológica Nacional)”, explicou Pedro Reis. Só com esta declaração é possível “haver uma forma legal, alguns argumentos abonatórios para a construção”.

Esta é, considera Pedro Reis, “uma janela de oportunidade de resolvermos aquela questão, de trazermos emprego e investimento”.

Pelo PS, o vereador Fernando Amorim felicitou este investidor por “ter escolhido o Cartaxo, para o bem de todos nós. É um projeto a que temos de dar todo o apoio e disponibilizar todos os nossos recursos, porque não é todos os dias que surge uma pessoa com esta capacidade de investimento, ao que parece, com fundos próprios, e com vontade e gosto pelo projeto que vai realizar ali”.

O projeto contempla a criação de 300 postos de trabalho diretos e cerca de 100 temporários. Para já, ou seja, em 2022, o objetivo é criar 39 postos de trabalho. Em 2023 serão já 157 os postos de trabalho criados. Os cerca de 300 postos de trabalho serão atingidos em 2026.

Consiste num complexo turístico local com a criação de um hotel/resort com 40 vilas de tipologia T4, e 20 tendas (“glamping”), distribuídas pela herdade. A complementar esta oferta, o projeto prevê um centro de bem-estar e restaurantes contemporâneos com cozinha moderna portuguesa, com produtos produzidos na herdade.

A empresa já começou com a limpeza dos terrenos da quinta. Para já, adiantou Pedro Reis, “e a fazer um processo de recuperação das vinhas que já estavam, algumas, sem produção”.