Política Ana Mesquita Junho 29, 2022 (Comments off) (256)

Autarcas de Salvaterra de Magos e governo reúnem por causa da Barragem de Magos

Os presidentes da câmara de Salvaterra de Magos, Hélder Esménio e da União de Freguesias de Salvaterra de Magos e Foros de Salvaterra, Manuel Bolieiro, reuniram com o Secretário de Estado da Agricultura e com a Direção-Geral de Agricultura e Desenvolvimento Rural (DGADR), na sequência da aprovação de uma candidatura da Associação de Regantes e Beneficiários do Vale do Sorraia, no valor de 4,1 milhões de euros, financiada a 100 por cento, para a Barragem de Magos.

Os autarcas tiveram oportunidade de “chamar a atenção da tutela para o problema ambiental – morte de muitos peixes no verão – pedindo-lhes ajuda, porque o Ministério da Agricultura é o proprietário do espaço, para sensibilizar o Ministério do Ambiente para uma intervenção que pudesse incluir – se tecnicamente aconselhável – a dragagem do seu leito”, relatou Hélder Esménio. A solução poderia passar pela “colocação de equipamentos que pudessem fazer recircular as águas, na expectativa de que isso pudesse melhorar o oxigénio dissolvido nas águas, mitigando o problema da eutrofização da albufeira”.

Numa visita ao local dos trabalhos, o o Diretor Geral da DGADR informou que “não é elegível, no âmbito da candidatura ao PDR (Medida de “Segurança das Barragens”) a integração de bombas de recirculação da água, por ser matéria de foro ambiental e não agrícola”, explicou o presidente da câmara.

Em comunicado, a câmara de Salvaterra de Magos explica que “o pontão será feito de novo e alargado para a dimensão transversal que a via municipal tem e que, ao longo desta, serão colocados rails de proteção que melhorem a segurança da circulação automóvel”. Os autarcas, adianta o comunicado, pediram para ser estudada a possibilidade de a regulação do trânsito se processar por controlo semafórico, solução cuja viabilidade financeira vai ser analisada pela Associação de Regantes e pelo PDR.

Também vai ser totalmente reabilitado o edifício existente, posto de observação e comando, tendo o presidente da câmara “solicitado que pudesse ser considerada a hipótese de numa das salas deste edifício ser criado um Núcleo Museológico que contasse a história desta obra de rega, a mais antiga (1938) do País, e que, ao mesmo tempo, fizesse uma breve descrição do modo de operação, ajudando os alunos das escolas que ali se deslocassem em visitas de estudo.