Dia Mundial da DPOC: RESPIRA lança movimento “Juntos para melhorAR”

No âmbito do Dia Mundial da Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica (DPOC,) que se assinala a 18 de novembro, a RESPIRA – Associação Portuguesa de Pessoas com DPOC e Outras Doenças Respiratórias Crónicas, com o apoio da Sanofi, promove uma campanha informativa para aumentar o diagnóstico precoce desta doença e sensibilizar para os sintomas.

A Campanha “Juntos para MelhorAR”, que marca também a celebração dos 13 anos da Associação, tem como principal objetivo colocar a população a refletir sobre um ato tão simples, como respirar.

A nossa missão com esta campanha informativa é de facto sensibilizar a população para as vantagens de adotar hábitos e estilos de vida saudáveis, capacitá-la para a identificação precoce dos sinais de insuficiência respiratória, desmistificar a espirometria e apoiar a pessoa com DPOC” explica a Dra. isabel Saraiva, Presidente da RESPIRA.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que a doença atinja 210 milhões de pessoas em todo o mundo, com cerca de 64 milhões de casos sintomáticos.

Em Portugal os estudos mais recentes apontam para uma prevalência de 14,2% na população com mais de 45 anos, o que sugere a existência provável de 800 mil portugueses com DPOC, nos seus diversos estadios.

O principal fator desencadeante da DPOC é o fumo de tabaco, tanto para fumadores ativos, como para os que a ele estão expostos passivamente. No entanto, esta não é a única causa da DPOC, a exposição à poluição do ar exterior está ligada à diminuição da função pulmonar e a um risco aumentado de desenvolvimento desta doença. A poluição atmosférica é o assassino silencioso responsável por mais de 7 milhões de mortes por ano, em todo o mundo. A atividade profissional e o ambiente laboral podem também provocar doenças respiratórias graves pela exposição a poeiras, produtos químicos e/ou gazes. A inalação constante e diária de partículas tóxicas pode provocar o desenvolvimento de doenças respiratórias como a DPOC.

Os principais sintomas da DPOC e que devem ser entendidos como um sinal de alerta para consultar o pneumologista e/ou médico de família são:

os sintomas respiratórios crónicos e progressivos, como a tosse, expetoração, falta de ar, cansaço com atividade física, mas principalmente em ações simples do dia a dia e pieira;

exposição a fatores de risco, como o tabaco, poeiras e gases inalados;

obstrução ao fluxo aéreo, demonstrado por alterações espirométricas (FEV1/FVC – relação entre a fração de ar exalado no 1º segundo e o volume total de ar expirado – inferior a 70% após broncodilatação).

“Um diagnóstico precoce, através da realização de um exame simples como a Espirometria, pode efetivamente significar o aumento da qualidade de vida, ao reduzir de forma significativa o índice de mortalidade e morbilidade associado à doença”, conclui a Dra, Isabel Saraiva.

O movimento #JuntosParaMelhorAR pode ser acompanhado na página de Facebook da RESPIRA, durante o mês de sensibilização para a DPOC.

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