Dispensa de medicamentos hospitalares e vacinas em Farmácias pode estar comprometida

A linha telefónica gratuita 1400, através da qual é feito o atendimento das farmácias para a encomenda de medicamentos, começou a difundir esta Segunda-Feira uma mensagem onde esclarece que as farmácias serão, em breve, “forçadas a suspender” três serviços: dispensa de medicamentos hospitalares, vacinação contra a gripe e vigilância a doentes crónicos.

Com o aparecimento do novo coronavírus, as farmácias comunitárias estão a dispensar medicamentos a milhares de doentes com cancro, sida, esclerose múltipla e outras doenças que, antes, eram obtidos nos hospitais. A primeira experiência em que foi dada a liberdade aos doentes de escolherem a sua farmácia abrange 150 doentes com VIH-Sida e começou há quatro anos. Desde então, as associações que representam o sector garantem que o “Estado não investiu um único cêntimo no serviço, apesar da satisfação manifestada pelos utentes”.

Para esta Quarta-Feira está agendado o debate, no Parlamento, da petição “Salvar as Farmácias, Cumprir o SNS”. Como forma de protesto, as 160 farmácias filiadas na Associação Portuguesa de Farmácias (APF) e as 2.750 da Associação Nacional de Farmácias (ANF) irão suspender a utilização, durante 23 minutos, tempo agendado pela Assembleia da República para a discussão da petição, da plataforma de dispensa de receitas médicas electrónicas.

Noticias relacionadas