EDP vai ser Chamada ao parlamento em causa o Rio Tejo

O presidente da comissão parlamentar de Ambiente disse esta quarta-feira em Salvaterra de Magos, que, concluída a visita de trabalho ao longo do rio Tejo, iniciada no domingo, uma das primeiras iniciativas desta comissão será requerer a presença da EDP no parlamento.

O presidente da Comissão de Ambiente, Ordenamento do Território, Descentralização, Poder Local e Habitação da Assembleia da República, Pedro Soares, disse que os muitos contactos desenvolvidos desde o início da visita, no domingo, em Vila Velha de Ródão, permitiram perceber que um dos principais problemas do Tejo são os caudais e que existe “uma relação conflitual entre os interesses dos operadores dos equipamentos hidroeléctricos e todo o resto do rio”.

“São matérias que vão ter que ser enfrentadas, debatidas, com serenidade mas com muita firmeza, porque o Tejo não pode estar dependente dos interesses de apenas uma entidade com relevância para a actividade económica e o rio, mas que não é única”, afirmou. Por isso, será requerida a presença da EDP na Assembleia da República “para começar o debate”.

Num balanço “parcial” da visita, que termina na quarta-feira na foz do Tejo, Pedro Soares afirmou que até ao momento foram recolhidos “contributos fundamentais para a capacidade de intervenção da comissão”, havendo a “percepção muito clara de que há problemas que têm que ser tratados a nível do Governo”.

Para o deputado do Bloco de Esquerda, a informação recolhida nesta deslocação revela, entre outros aspectos, que é necessária uma “mudança de paradigma em matéria de ambiente”, por haver falta de cultura em matéria ambiental.

Por isso, uma das iniciativas que a comissão poderá tomar será a defesa da criação de um tribunal próprio para as questões ambientais.

Duarte Marques, deputado do PSD eleito pelo círculo de Santarém, disse que tem procurado discutir no seio do seu partido esta questão e a possibilidade de criação de um provedor do Ambiente, a ser financiado pelas multas aplicadas pela Agência Portuguesa do Ambiente e pela Direcção Geral do Ambiente e Ordenamento do Território.

Pedro Soares apontou o risco da central nuclear espanhola de Almaraz, que peritos espanhóis voltaram a classificar como obsoleta.

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