CARTAXO É CONCELHO HÁ 205 ANOS

No dia em que se celebra a elevação do Cartaxo a concelho, como de há duas décadas a esta parte, o Câmara agraciou com a Medalha de Mérito Municipal, todas as entidades e personalidades que desde março se têm envolvido de forma particular na prevenção, no apoio e no socorro aos casos de covid-19. A ideia foi feliz, cá na minha opinião, e nem os cidadãos que de forma voluntária deram o seu contributo, foram esquecidos. É estimulante. Os profissionais, que fazem sempre o que devem, com estas atitudes do «Poder», sentem que o seu trabalho é reconhecido, que os sacrifícios, o afastamento das famílias, o perigo que correm, não ficou esquecido… pelo menos, sentem que alguém lhes foi sensível. Quem foram? Encontrará os seus nomes neste sítio da Tejo Rádio Jornal. Talvez fosse altura para regularizar o subsídio de risco… é que medalhas, mesmo alegrando a rapaziada, não compram prendas de Natal para os filhos, nem pagam despesas de saúde se necessárias forem… Voltemos ao interior do Centro Cultural: os homenageados levaram as suas famílias, foi bonito, eu gostei muito! À porta, os diligentes funcionários faziam cumprir de forma retilínea o Plano de Contingência: foi um bom exemplo! No palco, em todos os discursos que proferiram, os homenageados agradeceram às suas famílias, foi justo, e todos consideraram que aquela medalha e aquele diploma eram merecidos pelas equipas com quem trabalham no dia a dia, foi muito justo: ninguém é nada sozinho! E, certamente, os membros das suas equipas também estavam agradecidos. É como aquela máxima à Mosqueteiro: «um por todos, todos por um»! Mas cá para mim, a minha emoção, era assim um misto de alegria, por aquela gente tão audaz se sentir reconhecida no meio desta pandemia e de aturdimento… finalmente via o Centro Cultural aberto: revisitei aquela plateia, aquele palco, aquela entrada, aquelas galerias (até onde achei prudente); aquele aroma; aquela luz… aquelas pessoas! A memória fez o resto… Bem hajam e SAÚDE! Opinião: Mário Reis: Professor do 1º ciclo no Agrupamento D. Sancho I, Pontével Membro da Assembleia Municipal do Cartaxo Dirigente associativo dedicado ao teatro

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Opinião – Mário Reis – Um Mundo Sem Arte

Imagine um mundo sem arte, sem expressão. Um mundo triste sem cor, sem a harmonia que a música nos transmite e as emoções que o teatro nos provoca. Imagine agora o seu país assim, sem cultura. Ligamos o rádio e a música não toca, olhamos para uma tela e está em branco, vazia. Ligamos a televisão e não há imagem, queremos ir ao teatro, mas as portas estão fechadas. Como é que se sente? Imagine. Imagine agora que se limita a viver sem nada disto. Como é que se sente? Vazio? É assim que vivemos sem cultura. E enquanto isso, o cinzento preenche tudo o que não existe. O cinzento dos subsídios e dos apoios que nunca chegam… O cinzento de uma porta semiaberta, num horário mais cinzento que o próprio fumo do aparato. Apoiar os artistas, nas suas mais diferentes áreas é agora mais importante do que nunca. Porque é importante ligar os rádios, deixá-los tocar… Mas o mais importante é ir a um concerto e ver os músicos ao vivo e a cores e aplaudi-los! Olhar a pintura de frente e deixar-se levar pelas pinceladas que saíram de uma paleta de cores pela mão de um artista. Ir ao teatro e apoiar todos os que dele dependem os atores, bailarinos, figurinistas, técnicos, autores e encenadores… Uma equipa inteira de pessoas que com todo o amor, tudo faz, para que ali, naquele momento se esqueça da vida lá fora e sinta, chore, ria e sonhe. Um país sem cultura não existe, é pobre, não tem identidade, não tem alma nem memória. Mas se nós fazemos parte dele, então quem somos nós? A cultura é segura enquanto vos tivermos por perto, e asseguramos que tudo faremos para, para sempre, sermos parte da sua vida. A cultura, essa grande senhora, que anda de mãos dadas com o amor e com a esperança. E esses, certamente, serão os últimos a morrer. Fomos parceiros de uma vida, não nos deixem morrer agora. Pode contar connosco em todos os momentos, chegou a altura de sermos nós a poder contar consigo. Sem cultura, o nosso País não tem futuro. Copiei este texto do vídeo realizado por Bruno Silva, com texto de Paulo Ferreira, disponível em https://m.facebook.com/story.php?story_fbid=4207590529257550&id=100000199327226 Bem hajam e SAÚDE! Opinião – Mário Reis – Professor do 1º ciclo no Agrupamento D. Sancho I, PontévelMembro da Assembleia Municipal do Cartaxo e Dirigente associativo dedicado ao teatro

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Opinião – Mário Reis

25 de novembro é o Dia Internacional pela Eliminação da Violência Contra as Mulheres! É um assunto demasiadamente grave para nos distrairmos da realidade: Apenas em 15 anos foram assassinadas mais de 500 mulheres e mais de mil crianças e jovens ficaram órfãos. Todos os anos são apresentadas 27 mil participações às forças de segurança, o que corresponderá a 73 ocorrências por dia. Só este ano já foram assassinadas 30 mulheres e uma criança! E estas estatísticas referem apenas os casos tornados públicos: a realidade será muito pior, na medida em que este crime violento está enraizado em desigualdades civilizacionais de género que «resulta de um desequilíbrio de poder entre homens e mulheres e leva a uma grave discriminação contra elas tanto na sociedade como na família», citando o Conselho da Europa. Assobiemos para o lado… aqui, ao nosso lado, no concelho do Cartaxo os números são apenas proporcionais ao resto do país: registados, só no âmbito da Comissão de Proteção de Crianças e Jovens 29 casos, nos relatórios de 2019 a que tive acesso! E, cá para mim, não vale a pena «apontarmos o cisco no olho do vizinho», quantas vezes cada um de nós, homens, já olhamos para um ser humano do género feminino como incapaz nesta ou naquela atividade ou inferior, nesta ou naquela competência… ou emitimos uma opinião sobre os aspetos físicos, ou lançamos uma graçola sobre um qualquer pretexto… No caso português, foi precisa a «Estratégia Nacional da Igualdade e Não Discriminação – Portugal + Igual, 2030» adaptada da Convenção de Istambul em 2018 (!), para que da violência de género fosse salientada a falta de reconhecimento da “natureza de género” deste crime violento, o que leva habitualmente à desvalorização das queixas e ao facto de 85% das denúncias não resultarem em acusação. Acrescenta a necessidade de uma atuação imediata para evitar riscos de vitimização secundária das vítimas e das crianças, em consequência de uma cultura judicial muito desculpabilizante deste tipo de agressões. Aponta a necessidade de reforçar a proteção e apoio às vítimas durante os processos judiciais, com medidas de interdição urgentes “que ordenem ao autor de violência doméstica que deixe a residência da vítima por um período de tempo suficiente e proibi-lo de entrar na residência da vítima ou de a contactar”, de modo a impedir a dupla vitimização, tão comum quando as mulheres e seus filhos têm de deixar tudo para se refugiarem em casas abrigo. E ainda temos o dia 7 de março como dia de luto nacional, em homenagem às vítimas de violência doméstica e às suas famílias. A montante, tudo não passará de uma atitude paliativa: é pelo exemplo que se educa, e neste aspeto, temos muito caminho para percorrer. Bem hajam e SAÚDE!

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Congresso do PCP é contributo para descrédito do Estado de Emergência

O congresso do PCP à semelhança da festa do avante, é mais uma decisão política que desacredita o que é pedido ao povo português e sobretudo a quem vive do comércio e restauração. O povo sente que em tempo de pandemia e de estado de emergência, há valores e princípios que não são iguais para todos e que os interesses políticos se sobrepõem ao interesse colectivo dos cidadãos e do país. O governo do PS precisa do voto do PCP para viabilizar o orçamento para 2021 e dessa forma, poderá sobreviver políticamente, mais um ano. E o PCP continua igual a si próprio, desrespeitando as regras do Estado de Direito Democrático, para servir os seus próprios interesses. Este caminho é a meu ver, um contributo para o descrédito do Estado de Emergência e para PCP. Opinião: Pedro Pereira, Licenciado em Gestão Autárquica, Vereador da Câmara Municipal de Benavente e Autor do livro “Frases que podem mudar a sua vida”.

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Opinião Mário Reis – Saúde… Mental

Ou “Se não morremos da cura, morremos da doença!” A história da doença provocada pelo novo coronavírus, SARS-COV-2, a que a Organização Mundial de Saúde atribuiu o nome de Covid-19, vai ficar muito mais marcada nos nossos organismos do que a infeção respiratória grave que pode causar. Este raio deste coronavírus tem justificado uma série de procedimentos preventivos e profiláticos, na medida em que a sua propagação originou a pandemia que estamos a viver:  uma epidemia que se alastra ao mesmo tempo em vários países… atingindo em pouco mais de um ano, um número assustador de óbitos por todo o mundo: 1 314 904 (quando escrevo estas linhas)! É muito grave. E, de certeza que é bem pior do que nós sabemos. Nós, os cidadãos apenas informados pelo que os meios de comunicação social querem: é que para um governo ter a coragem de confinar um país… é porque a coisa é mesmo muito má. Se não, pensemos na Áustria: é um pequeno País alpino com 8,9 milhões de habitantes, mas um dos países mais ricos no mundo, com um PIB nominal per capita de 43 570 dólares (quase o dobro do que em Portugal) e com um alto padrão de vida, que já mereceu posição de destaque mundial no Índice de Desenvolvimento Humano. Agora, confinou! Voltemos à pandemia, ou melhor, aos seus perversos efeitos para além da infeção. Por algum motivo, de que todos desconfiamos, o Ministério da Saúde alterou as suas rotinas no que diz respeito à disponibilidade de apoio psiquiátrico. Lê-se em https://saudemental.covid19.min-saude.pt/como-cuidar-de-si/: «É normal que durante uma crise como esta possa sentir-se assustado, ansioso ou aflito. O fluxo contínuo de notícias na televisão e na internet sobre a pandemia, o vírus e todos os acontecimentos que se sucedem de forma rápida podem ser perturbadores. Com grande facilidade podemos ficar demasiado envolvidos no que se está a passar.» «Somos mais fortes do que julgamos» «Recorra a capacidades e competências que já o ajudaram no passado a lidar com situações adversas. Use-as para lidar com as suas emoções nos momentos mais desafiantes deste surto e siga as orientações das autoridades.» Disponibilizando grande número de contactos: «para que não se sinta só», lê-se! Ora eu, mero ateu e agnóstico de costela comunista, que não sou nada de «natais»: nem do natal capitalista que nos convence da necessidade de comprar… para oferecer, claro está; nem do natal religioso que pretende o nascimento de um filho de um deus, mesmo que depois afirme que somos todos filhos de deus; vou-me distraindo com a comemoração da alegria de estarmos juntos, de partilhar… e de uma bela jantarada com a família… também gosto muito de bolo rei… o que é uma chatice para o meu republicanismo… mas, à gula, compensa! Pois, inspirado na carta de Fernando de Carvalho, publicada em «O Mirante dos Leitores» de 5 do corrente, que muito agradeço, aproveito estas linhas para desafiar as Entidades públicas e privadas, os Cidadãos organizados ou individualmente, a contratarem as decorações públicas natalícias: já chega! Estamos cada vez mais confinados, por questões de saúde pública, mas que a alegria de estar vivos não seja menosprezada, em prol da alegria de não estarmos contaminados. O Município só daria uma ajuda: talvez a partir da verba adiada pela moratória do FAM, ou do saldo de gerência positivo de 2019… Para mais, os lojistas e outros empresários, e os cidadãos menos prejudicados pela crise económica instalada, como eu, funcionário público, demonstrando a nossa solidariedade faríamos um depósito conforme a nossa disponibilidade: tipo angariação de fundos, estão a ver? Sem populismos, nem protagonismos: tudo pela alegria de sermos uma comunidade viva… ainda! Bem hajam e SAÚDE! Opinião: Mário Reis:         Professor do 1º ciclo no Agrupamento D. Sancho I, Pontével Membro da Assembleia Municipal do Cartaxo Dirigente associativo dedicado ao teatro

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Opinião – Pedro Pereira

“Nova vacina da Moderna, é luz de esperança no combate ao covid”. Em plena segunda vaga e com o agravar da situação pandémica, o aparecimento de uma vacina com eficácia acima dos 90% e com temperatura de conservação entre os 3 e 8 graus, é uma excelente notícia para a humanidade. A ciência está de parabéns, pelo tempo record da descoberta e pela percentagem elevada da eficácia da vacina, justificando assim o investimento milionário que foi feito na investigação. Com a administração da vacina em 2021, já podemos prever o regresso à normalidade, ao longo do ano de 2021, o que é uma excelente notícia para a economia mundial, que poderá ver luz ao fundo do túnel e preparar a recuperação e regresso à normalidade.

Cada Cavadela, Cada Minhoca

Numa semana marcada pela guerra da contagem dos votos nos Estados (des)Unidos da América, o Governo português alarga a todo o território nacional o estado de calamidade, face ao agravamento da evolução da pandemia. Se do outro lado do oceano as urnas foram favoráveis a um homem que já concorrera duas vezes à presidência e que agora promete resolver todos os problemas do país, desde a luta pelo clima, aos conflitos externos, desde o desemprego à infeção; do lado de cá, por toda a Europa, verificamos o aumento de infetados e de óbitos pelo novo coronavírus e todos os governos a decretarem medidas que agravarão a crise global. Parece que correm (ou corremos todos?) contra o tempo… Pelo Cartaxo, com todos os caminhos para a felicidade encerrados, novo anúncio (retirado do site da CMCtx.): «A Câmara Municipal do Cartaxo encontra-se a desenvolver a sua Estratégia Local de Habitação (ELH), um documento enquadrado no 1.º Direito – Programa de Apoio ao Acesso à Habitação, um novo programa gerido pelo Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana, I.P. e que visa promover o acesso a uma habitação adequada às pessoas que vivem em situações habitacionais indignas e que não dispõem de capacidade financeira para encontrar uma solução habitacional condigna.» «Os trabalhos de elaboração da ELH encontram-se na etapa de diagnóstico, a qual deverá permitir identificar as pessoas e famílias que habitem no concelho em condições de carência habitacional e financeira. Esta identificação é indispensável para permitir que, caso cumpram os critérios previstos no Programa 1.º Direito, sejam enquadradas em soluções habitacionais no âmbito desta Estratégia Local de Habitação.» «Neste sentido, será essencial que todas as famílias que se encontrem em carência habitacional e que não disponham de meios financeiros para fazer face a esta condição, contactem a Área de Ação Social e Saúde da Câmara Municipal do Cartaxo, através dos contactos telefónicos: 243 701 260 – 961 719 359, e-mail: asocial@cm-cartaxo.pt, para comunicar a sua situação, até ao dia 15/11/2020.» Espera lá! Mas o Decreto-Lei que cria o “1º Direito“, tem o número 37 de 4 de junho de 2018… De 2018! Só agora é que chegou ao Cartaxo? Espera lá, mas a Ação Social e Saúde da Câmara Municipal do Cartaxo não tem já o diagnóstico feito… há muito tempo? E mais que feito, diria eu, que conheço muito bem aquela gente. Mais uma bandeira. Ou como diz a rapaziada: «cada cavadela, cada minhoca». Bem hajam e SAÚDE! Mário Reis – Professor do 1º ciclo no Agrupamento D. Sancho I, PontévelMembro da Assembleia Municipal do Cartaxo e Dirigente associativo dedicado ao teatro

Opinião: PS de Costa ensinou o caminho para a direita governar os Açores

O PS de António Costa está muito preocupado e indignado, com o acordo da direita para governar os Açores. Mas não terá sido o PS de António Costa a ensinar o caminho quando fez o acordo das esquerdas para governar o país? Não estará o PS de António Costa a provar de uma receita semelhante? A vida tem destas coisas, por vezes a lei do retorno tarda mas não falha e aprendemos grandes lições com aquilo que fazemos aos outros. O PSD de Passos Coelho e o CDS de Paulo Portas sofreram as consequências da geringonça do PS de Costa. Agora, entrámos no ciclo inverso, em que o PS de Costa começou a sofrer as consequências da geringonça de direita. No fundo tudo se resume a uma expressão : vale tudo para chegar ao poder! Poderemos questionar e encontrar as diferenças entre a esquerda radical e a direita radical. Sim podemos. A esquerda radical não é xenófoba. A direita radical tem uma parte xenófoba. Mas a esquerda radical, sobretudo o PCP também tem tiques anti democráticos e anti união europeia. O bloco de esquerda tem tiques anti Nato. Portanto, é caso para dizer “nenhuma das soluções governativas são exemplos imaculados”, mas como vivemos em democracia, temos o direito de não gostar, mas temos de respeitar as regras do Estado de Direito Democrático, que permitem acordos à esquerda e à direita. Opinião: Pedro Pereira, Licenciado em Gestão Autárquica, Vereador da Câmara Municipal de Benavente e Autor do livro “Frases que podem mudar a sua vida”

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O Golpe Final..

No tempo da guerra fria, o mundo estava bipolarizado entre Estados Unidos e União Soviética, sendo que os Estados Unidos, representavam alem de outras coisas, o capitalismo, e os soviéticos, entre outras coisas também, o comunismo. Ideologias completamente opostas, onde era clara e notória a diferença entre ambas. O Comunismo era considerado de Esquerda e o Capitalismo a Direita.Entretanto cai o muro de Berlim, a União Soviética passou a ser Rússia, e os Estados Unidos tornaram se a potencia dominante no mundo, a Europa numa fase reconstrução e unificação, não era chamada para esta disputa ideologica entre grandes potencias mundiais, não foi no tempo da guerra fria, também não seria depois…  A Europa era simplesmente o campo de batalha na disputa entre as ideologias…  umas vezes mais esquerda, outras vezes mais à direita…Mas essa dualidade de ideologias sempre existiu, dentro dos proprios paises, tanto na ex-União Soviética, assim como nos Estados Unidos, na altura com uma clara maioria em cada país, no tempo da guerra fria para com essa ideologia.. Os americanos eram na sua grande maioria, capitalistas ferrenhos e anti comunistas e os Soviéticos eram Comunistas ferrenhos também e anti capitalistas…  Quando se deu a queda da união soviética e o domínio americano acentuou, a Rússia foi deixando de ser Comunista e os Estados Unidos menos Capitalista..Com isto outra potencia Comunista emerge..  O aparecimento da China não vem por acaso, o Associativismo Laboral, em outros tempos fortemente apoiado pelo Comunismo, era a sua principal “arma” de propaganda e estava a desaparecer, o associativismo ligado ao trabalho e ao sindicalismo laboral.. estava a perder força, e peso na sociedade ocidental.. e o “Gigante” estava adormecido..A China cresce assim no seu modo quase serventil, admitindo a exploração do seu povo, assim como todo o mundo admitia, com as grandes empresas mundiais a colocarem lá as suas fabricas.. e o resto do mundo a comprar os seus produtos vendidos, a preços muito mais baixos..  A ideologia comunista mantinha se no país, sem respeitarem a liberdade das pessoas, seja física ou verbal, sem respeitarem as regras de ambiente, sem respeitarem direitos de trabalho ou individuais..O comunismo Chinês cresceu, e enriqueceu-se com os países que dantes combatiam esse mesmo comunismo.. cresceu e cresceu mais que esses próprios países, passando a comprar-lhes serviços, e património.. ao mesmo tempo que lhes ia emprestando dinheiro, muitas vezes sabendo que não podiam pagar, muitas outras preferindo quem sabiam que não ia conseguir pagar.. e fez isso um pouco por todo o mundo..A China e o Comunismo, descobriram que a maneira de acabar com o Capitalismo, é através do próprio Capitalismo, mantendo a sua ideologia interna, acabando com a ideologia (rival) no seu próprio seio.. Com isto surgem os movimentos, e associações anti capitalismo,  financiadas por “donativos digitais”, as empresas de media geridas por grupos económicos, que cedem à lei do economicamente mais forte..As consequências da guerra fria para os estados unidos foram excelentes, cresceram economicamente, tornaram se na maior potencia do mundo, dominaram os destinos do mundo durante vários anos, resolvendo diversos conflitos um pouco por todo o lado, uns militarmente, outros pela força da sua economia.. Para a União Soviética foi o oposto, destruí-se internamente, perdendo uma grande parte da sua área geográfica,e populacional, restou a Rússia, com graves problemas financeiros, de corrupção, fome, e desemprego..   Nesta nova guerra “Quente” entre Estados Unidos e China, temos novamente um confronto de ideologias, a China mantém os seus princípios do regime comunista e os seus cidadãos, são privados das suas liberdades e direitos.. mantendo o desrespeito pela vida humana e pelo ambiente..Só existe 1 Partido, não existe Democracia. Não existe Liberdade.Os Estados Unidos, perderam a sua posição de defensores da liberdade e da democracia para a Europa, ainda sendo um país capitalista pela sua natureza, deixou de ser um país anti-comunista..  aliás isso há não muitos anos, era impensável para qualquer americano (ser comunista)…Os Europeus agora como defensores da liberdade e democracia, cedo se foram apercebendo, que não tinham coesão suficiente para proteger seja o que for, alias nem exercito tem.. pouco depois começaram as divisórias, ao ponto de haver um Brexit, a União Europeia não se consegue proteger a si própria..O Comunismo Chinês, agora a potencia mais forte economicamente do mundo, equipara-se militarmente e tecnologicamente aos americanos, conseguindo mesmo superar os Estados Unidos em alguns campos.O Comunismo Chinês tem conhecimento dos factos da guerra fria, da “guerra” anterior entre as duas ideologias, e parece ter apreendido com os erros dos outros comunistas (perdedores) na ultima disputa..Sem os Estados Unidos  a fazer lhes frente.. ninguém o terá capacidade para o fazer.. Com os Estados Unidos enfraquecidos ideologicamente, a China preparou-se para lhes darem um Golpe Final, como antes os americanos haviam feito com os sovieticos.. Como se tivesse aguardado que as feridas americanas se tornassem suficientemente grandes, para que qualquer golpe nesta altura se torna-se fatal..E a China tornar se há, a maior potencia do mundo e pretende-se manter como tal durante vários anos, decidindo e “resolvendo” conflitos pelo mundo, conforme quiser, como o fizeram os americanos durante anos. E essa foi a promessa que o Presidente Chinês  Xi Jinping fez ao seu povo na Convenção do Partido Comunista Chinês ..  “Quando a China acordar, o mundo tremerá”Napoleão Bonaparte, 1816  Opinião: Miguel Ribeiro: Consultor de Segurança Informática Professor Voluntário na Universidade Sénior do Cartaxo Residente e Natural do Cartaxo

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Opinião – Benavente – Análise ao Orçamento e Grandes Opções de Investimento

1.º Tenho defendido desde 2013, a redução gradual e sustentada dos impostos municipais (IMI e Derrama), pelo que, concordo com a continuidade da redução da carga fiscal, quer por via destes impostos ou de outros, desde que não ponha em causa o equilíbrio financeiro da autarquia. 2.º O Orçamento apresenta uma despesa com pessoal considerável, que compreendo do ponto de vista social e do direito das pessoas ao trabalho e ao seu salário, mas deve merecer alguma ponderação e reflexão, porque limita a margem financeira, para outro tipo de investimentos com foco na qualidade de vida das populações. 3.º Existem um conjunto de obras municipais em curso e previstas, com as quais concordo em termos globais, salvo algumas exceções em que, faria outras opções, teria outras prioridades e definiria outro tipo de projetos. Mas, aceitando que estas são as opções legítimas de quem governa, é preciso fiscalizar e acompanhar essas obras municipais,  para que as mesmas sejam bem executadas e tenham utilidade para a população. 4.º Em termos ambientais e ecológicos, é preciso reforçar a instalação de ecopontos e ilhas ecológicas, sobretudo nas zonas de maior aglomerado populacional e próximo do comércio e restauração (restaurantes, cafés, bares, lojas). Melhorar a sensibilização e a recolha de resíduos sólidos urbanos. 5.º Devemos estudar a hipótese de suportar os custos do passe escolar para os alunos do secundário, em função das necessidades financeiras das famílias e do aproveitamento escolar comprovado. 6.º Devemos estudar e refletir sobre a hipótese, em 2022, de termos um orçamento participativo, mas é preciso criar as condições humanas, logísticas e financeiras, para que o mesmo tenha sucesso. Opinião: Pedro Pereira, Licenciado em Gestão Autárquica, Vereador da Câmara Municipal de Benavente e Autor do livro “Frases que podem mudar a sua vida”.

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Opinião – Mário Reis – Não morremos da doença, enlouquece-nos a Cura

Face à situação epidemiológica que se verifica no país, com mais de 240 casos por 100 mil habitantes, o Governo determinou alargar a 121 concelhos, onde o risco de contágio é mais elevado – o Cartaxo incluído – especiais medidas de restrição, só em síntese: – O dever de permanência no domicílio; – Encerramento até às 22 horas de todos os estabelecimentos de comércio a retalho e de prestação de serviços, bem como os que se encontrem em conjuntos comerciais; – Os restaurantes encerram às 22 horas e 30 minutos, limitando-se a seis o número de pessoas em cada grupo; – Proibida a realização de celebrações e de outros eventos que impliquem uma aglomeração de pessoas em número superior a cinco pessoas, salvo se pertencerem ao mesmo agregado familiar e determina-se a proibição da realização de feiras e mercados de levante, sendo permitidas as cerimónias religiosas e espetáculos de acordo com as regras da Direção Geral da Saúde; – A obrigatoriedade de adoção do regime de teletrabalho, independentemente do vínculo laboral, sempre que as funções em causa o permitam, salvo impedimento do trabalhador. É duro, mas manda o bom senso e a saúde pública que assim seja. Ainda bem, que não voltámos às restrições impostas em março! Essas medidas é que foram desastrosas! Mas impunham-se… Pelo Cartaxo… bem, por cá a coisa também está muito atrapalhada. E ainda deve ser pior do que em Felgueiras, Lousada e Paços de Ferreira: Proibiu-se a tourada, eu até não vejo nisso mal nenhum, mas esta é a minha veia animalista a falar. Não se realiza a Feira dos Santos. Não ouvi nada sobre os mercados… E encerrou-se o Centro Cultural! Lê-se numa publicação do Município: «No âmbito da avaliação da situação epidemiológica no concelho, a Proteção Civil decidiu suspender a atividade do Centro Cultural do Cartaxo, durante duas semanas. As atividades e os espetáculos serão reagendados de acordo com a evolução epidemiológica.» «A Câmara Municipal do Cartaxo informa que as atividades e os espetáculos do Centro Cultural do Cartaxo estão suspensos a partir de hoje, dia 23 de outubro e assim se manterão até dia 10 de novembro.» «A decisão de suspender a atividade decorre da avaliação da situação epidemiológica no concelho – que é efetuada diariamente nas reuniões de Coordenação de Proteção Civil.» «Na sequência das ações de desinfeção preventivas que a Câmara Municipal está a executar em espaços e equipamentos municipais, o Centro Cultural do Cartaxo vai ser higienizado e desinfetado durante o período de suspensão de atividade. As ações de desinfeção estão a ser executadas, neste e noutros equipamentos públicos, pelos Bombeiros Municipais do Cartaxo, com a coordenação do Serviço Municipal de Proteção Civil.» «A suspensão da atividade do Centro Cultural será reavaliada no final deste período, de acordo com a evolução da situação epidemiológica.» «Mais papistas que o papa», diria eu, presente que nem o Governo foi ao ponto de proibir os espetáculos… E no caso cartaxeiro, não havia norma que não fosse cumprida naquele espaço: com a gentileza que os carateriza, os funcionários do CCC tinham “mão de ferro” para as normas do plano de contingência… Depois da euforia da estreia de «Fake», resta-me apenas uma pergunta: porquê duas semanas? Nas ocasiões em que oiço tanta gente calada, lembro-me sempre do poema do pastor luterano alemão, Martin Niemoller, que Bertolt Brecht imortalizou e que foi adaptado a muitas situações onde a tirania impera(va): «Primeiro levaram os comunistas, Mas não falei, por não ser comunista. Depois, perseguiram os judeus, Nada disse então, por não ser judeu. Em seguida, castigaram os sindicalistas Decidi não falar, porque não sou sindicalista. Mais tarde, foi a vez dos católicos, Também me calei, por ser protestante. Então, um dia, vieram buscar-me. Nessa altura, já não restava nenhuma voz, Que em meu nome se fizesse ouvir.» Bem hajam e SAÚDE! Opinião: Mário Reis: Professor do 1º ciclo no Agrupamento D. Sancho I, Pontével Membro da Assembleia Municipal do Cartaxo Dirigente associativo dedicado ao teatro

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Opinião – Pedro Pereira – PS em queda gradual

PS em queda gradual. As eleições nos Açores deram o primeiro sinal de queda do partido do governo regional que vem ao encontro das sondagens do PS a nível nacional. Os partidos da direita sobem, com destaque para PSD e Chega. PCP desaparece na região autónoma dos Açores e vai ao encontro do que se prevê ser um ciclo decrescente que começou nas autárquicas de 2017. Não obstante o esforço do PS e do governo, estamos perante um cenário difícil, com um orçamento de Estado fragilizado politicamente, com uma crise sanitária, social e económica, o que irá atirar o PS para umas eleições autárquicas em 2021, aquém do que aconteceu em 2017 e umas próximas legislativas, onde a direita poderá governar o país. Opinião: Pedro Pereira, Licenciado em Gestão Autárquica, Vereador da Câmara Municipal de Benavente e Autor do livro “Frases que podem mudar a sua vida”.

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Opinião: A peça que estreou no Centro Cultural do Cartaxo

DO FAKE AO ORÇAMENTO DE ESTADO A peça que estreou no Centro Cultural do Cartaxo, «Fake», representa, se assim se pode dizer, três momentos diferentes: um drama doméstico, a vida ficcionada de uma escritora que relata aquele drama doméstico numa obra de grande sucesso, ao que tudo indica, baseando-se na sua própria experiência de vida e as audições para a série que lhe dará corpo no écran. Enfim, não fiquei a saber se a vida real é verdadeira, se a série está mesmo em trabalhos de produção… mas saí com a certeza de que as audições se realizaram. Gostei!… como já escrevi, o espetáculo provocou em mim aquilo por que gosto tanto de teatro: fez-me pensar… Entretanto, tenho andado mais atento ao correio: espero o relatório possível da reunião do dia 19. Até ao momento, nada. Tanto quanto me parece, nem dela se fez menção na última reunião de Câmara!! O possível resgate do contrato de concessão de distribuição de água e saneamento celebrado entre o Município do Cartaxo e a empresa Cartágua, tem origem, pelos vistos, no artigo 87º da Proposta de Lei do Orçamento de Estado para 2021. Do artigo 87º seguem as linhas mais relevantes para este espaço (o leitor tem sempre oportunidade de consultar toda a proposta de lei no site do Governo ou do Parlamento): 1 – Em 2021, o FAM pode conceder empréstimos para pagamento a concessionários decorrente de resgate de contrato de concessão de exploração e gestão de serviços municipais de abastecimento público de água, de saneamento de águas residuais ou de gestão de resíduos urbanos, desde que se verifiquem as seguintes condições: c) A verba destinada ao pagamento do resgate esteja refletida, por um valor igual ou superior, na conta do município relativa ao exercício de 2020; d) A exploração e gestão dos serviços municipais pelo município, em consequência do resgate, assegure o cumprimento do serviço da dívida do contrato de empréstimo; e) Fique demonstrada, de forma clara e inequívoca, a necessidade e/ou vantagem no resgate do contrato de concessão em apreço, de forma a que da operação resultem benefícios quantificáveis para o município e para o Estado. 3 – O prazo de vencimento dos empréstimos tem o limite máximo de 35 anos. Para os leitores menos atentos a estas coisas das finanças locais, explico que o tal FAM, Fundo de Apoio Municipal, foi criado para a recuperação financeira dos municípios portugueses em situação de desequilíbrio financeiro, mediante a implementação de medidas de reequilíbrio orçamental, de reestruturação da dívida e de assistência financeira através da implementação de programas de ajustamento municipal. Bem, o Município do Cartaxo beneficiou, através do FAM, do empréstimo de uma verba de 52 milhões de euros que deverá pagar até ao ano de 2047… Por outro lado, a Cartágua criou as suas instalações, dotou-se do seu quadro de pessoal, adquiriu equipamento, investiu na reparação de (não sabemos quantas) condutas, construiu estações de tratamento, substituiu estruturas deterioradas (não sabemos quantas), instalou outras estruturas (continuamos sem saber quantas), logo no início do contrato entregou ao Município mais de sete milhões de euros… De quanto é que estamos a falar? Bem, ainda sem valores que me façam entender em que barco navegamos (no mundo real), pedi aos deputados da República com quem mais convivo, para estarem atentos à redação final daquele artigo 87. Do espetáculo «Fake» saí com a certeza de que as audições se realizaram: eu avisei! Bem hajam e SAÚDE! Opinião: Mário Reis – Professor do 1º ciclo no Agrupamento D. Sancho I, PontévelMembro da Assembleia Municipal do Cartaxo e Dirigente associativo dedicado ao teatro

Opiniã: Orçamento de Estado frágil politicamente

Após o anúncio de voto contra do bloco de esquerda, a abstenção do PCP e o voto contra do PSD, o orçamento de Estado fica fragilizado politicamente, porque tem apenas os votos favoráveis de um grande partido que é o PS e um “nim” com a abstenção de forças políticas minoritárias e alguns deputados isoladamente. Mas, é melhor a aprovação do que o chumbo do orçamento, porque o país pode avançar com as medidas essenciais ao reequilíbrio económico e social em tempo de pandemia e crise económica e social. Contudo, politicamente o orçamento fica fragilizado e antevê-se em 2021, uma crise política, pois as forças políticas da oposição irão exercer uma forte oposição e contestação ao governo.  Opinião: Pedro Pereira, Licenciado em Gestão Autárquica, Vereador da Câmara Municipal de Benavente e Autor do livro “Frases que podem mudar a sua vida”.

Opinião: Como estamos de Covid-19?

Estamos mal, muito mal. Os números de novas infeções dispararam e os números de irresponsáveis também, os especialistas em Saúde Pública são virtualmente atropelados pelos pseudo-especialistas na disseminação de teorias da conspiração que combatem as estratégias de controlo da pandemia e as pessoas estão cansadas. O cansaço leva a que (quase) todos se sintam cheios de direitos e sem nenhuns deveres, conduz ao desafio às regras e leva aos maus exemplos. E se o cansaço do lado da população leva à irresponsabilidade coletiva, o cansaço do pessoal de saúde leva ao desespero e à desorientação perante realidades que mudam e que são incontroláveis. É verdade que há uma preocupante contabilidade diária que, mais que não seja, deverá servir para fazer soar algumas campainhas. Mas mais importante é o que não se contabiliza: as regras quebradas, o desleixo com a higiene das mãos, as máscaras velhas de dias e dias abaixo do nariz, os supermercados que não controlam entradas na ganância do negócio, as conversas despreocupadas à porta do café, ou noutro lugar qualquer, as escolas que não têm condições para cumprir regras, os transportes públicos à pinha, as festas em que não se pode deixar de aparecer… E os exemplos poderiam multiplicar-se, como se não estivéssemos numa situação muitíssimo mais grave do que aquela que vivemos no início da pandemia e que, na altura, levou ao confinamento geral do país. Se naquele momento soubemos cumprir, com consciência de que a pancada económica seria enorme, por que razão não sabemos cumprir agora os “mínimos olímpicos” para evitar um novo confinamento? Por que motivo acharão as pessoas que a Covid-19 “não aquece nem arrefece”, é só mais uma doença?… Seria bom recordar que é uma doença que continua a matar: provoca sintomas dolorosos, deixa sequelas ainda pouco conhecidas, não tem tratamento nem vacina e atinge todos. É verdade que há quem passe por esta doença de forma assintomática, e que essa informação leve a que muitas pessoas que se sentem saudáveis não se preocupem. Mas saberão os aparentemente assintomáticos com que eventuais sequelas terão de se debater no futuro? Eu posso partilhar informação sobre algumas sequelas: enxaquecas, perda do olfato e do paladar por muito tempo, mesmo muito tempo, zumbidos nos ouvidos que vão ficar para o resto da vida, insónias intensas, vertigens, desequilíbrio a andar, cansaço extremo, fibromialgia e as correspondentes dores musculares, artrite e as correspondentes dores articulares, tendinites e contraturas altamente condicionantes, perda de massa muscular, dificuldade de concentração, lapsos de memória. São só algumas das sequelas. Durante a doença, os sintomas podem ser tremendos: dias e dias de febre intensa, dores excruciantes em todo o corpo, vómitos, perda de consciência, diarreia, tonturas, perda de olfato e paladar, enxaquecas, perda de mobilidade, tosse dolorosa, dores de garganta, mucosas feridas, confusão, perda de apetite… Mas recupera-se. Quando finalmente se começa a melhorar, sentem-se melhoras por dois dias, por exemplo, mas ao terceiro sente-se uma queda a pique, da qual se demora a recuperar outra vez. E pode ser assim, por semanas. Como é que eu sei disto tudo? Porque passei por lá, entre março, abril e maio. Agora só restam as tais sequelas, muitas delas já ultrapassadas graças ao apoio de um extraordinário médico e a uma vontade férrea de ultrapassar isto, que me levou à fisioterapia, a vários hospitais e clínicas para exames sem fim, e caros, que determinaram tratamentos. E sabem que mais? Não quero passar por isto outra vez, porque nem sequer sei se fiquei imune. Por isso, ponham as máscaras se tiverem de casa. Se puderem não sair, não saiam. E desinfetem muito as mãos. Obrigada. Por mim e por todos os que eu não quero que passem por isto. Opinião: La Salette Marques La Salette Marques, Consultora de Comunicação.Autarca na Assembleia Municipal do Cartaxo.

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Opinião: Mário Reis – Do Fake ao Orçamento de Estado

Fomos assistir à peça produzida pela Formiga Atómica e que estreou no Centro Cultural do Cartaxo, no âmbito do projeto «Rede Eunice Ageas», para a difusão de produções do Teatro Nacional D. Maria II: «Fake». Gostei!… e o espetáculo provocou em mim aquilo por que gosto tanto de teatro: fez-me pensar… E como o pensamento ainda é uma gigantesca bola de neve, em processo de aceleração constante, comecei a passar em revista o último e mais marcante acontecimento político local: o pretenso resgate da concessão da distribuição das águas à Cartágua. Esta novidade, o resgate da concessão, tem origem, pelos vistos, no artigo 87º da Proposta de Lei do Orçamento de Estado para 2021, na próxima semana coloco-a aqui. Porém, começo por realçar que esta Proposta de Orçamento apenas deu entrada na Assembleia da República, será votada na generalidade no próximo dia 28, depois, ficará sujeita a debates, alterações e contrapropostas na especialidade, e prevê-se a sua votação final para o dia 26 de novembro e a respetiva promulgação pelo Presidente da República, na segunda quinzena de dezembro… Só para que fiquemos esclarecidos, a Lei do Orçamento de Estado do corrente ano (2020) foi publicada em março! Bem, o que interessa agora, é que os “Grupos Parlamentares” da Assembleia Municipal foram informados do convite feito pelo Presidente da Câmara Municipal ao Presidente da Direção Executiva do Fundo de Apoio Municipal, para a «avaliação das condições para resgate do contrato de concessão de distribuição de água e saneamento celebrado entre o Município do Cartaxo e a empresa Cartágua, SA.» (citando, do respetivo ofício a que tive acesso). Entretanto, temos de nos deter no Artigo 422º do Código dos Contratos Públicos, o Decreto-Lei n.º 18/2008, que está sob o título exatamente de «Resgate», dispõe assim: 1 – O concedente pode resgatar a concessão, por razões de interesse público, após o decurso do prazo fixado no contrato ou, na sua falta, decorrido um terço do prazo de vigência do contrato. 5 – Em caso de resgate, o concessionário tem direito a uma indemnização correspondente aos danos emergentes e aos lucros cessantes, devendo, quanto a estes, deduzir-se o benefício que resulte da antecipação dos ganhos previstos. 7 – O resgate determina a reversão dos bens do concedente afetos à concessão, bem como a obrigação de o concessionário entregar àquele os bens abrangidos, nos termos do contrato, por cláusula de transferência. A linguagem muda… há uns meses, Pedro Ribeiro afirmava que as situações detetadas pela ERSAR, a entidade reguladora, “poderão incorrer em ilícitos criminais e irregularidades procedimentais em todo o processo de concessão”, o que fazia adivinhar um procedimento na âmbito da justiça, mesmo que o tenhamos ouvido dizer, em recente visita às estações de tratamento, que a qualidade o serviço da Cartágua é excelente e que o Município não tem a capacidade de investimento da empresa… Em que é que ficamos? Foi desta maneira que «Fake» inspirou esta reflexão: viveremos “realmente” entre dois mundos? Continuaremos na próxima semana, Bem hajam e SAÚDE!  Opinião – Mário Reis:         Professor do 1º ciclo no Agrupamento D. Sancho I, Pontével Membro da Assembleia Municipal do Cartaxo Dirigente associativo dedicado ao teatro

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Opinião: Pedro Pereira – Orçamento das esquerdas

PS e António Costa dramatizam e diabolizam, hipotético, mas pouco provável, chumbo do orçamento, porque querem continuar a governar o país, que na verdade não precisa de uma crise política neste momento. Bloco de esquerda pressiona e exprime o governo socialista até onde pode, para ver um conjunto de propostas e medidas incluídas e reivindicar louros perante o povo. E neste jogo de negociação, Costa e o governo PS vão ver o orçamento aprovado como se o país fosse governado por uma coligação das esquerdas. Por isso, este orçamento será um orçamento das esquerdas, mas não será um orçamento do partido socialista. Opinião: Pedro Pereira Licenciado em Gestão Autárquica, Vereador da Câmara Municipal de Benavente e Autor do livro “Frases que podem mudar a sua vida”.

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Apps Obrigatórias…

Vivemos tempos no mínimo complicados, onde a palavra Obrigatório surge de uma forma cada vez mais frequente, para o bem comum…Mais que isso, as repercussões de não obedecer a essas novas regras são também elas cada vez mais severas.. StayAwayCovid A App que o governo quer tornar de uso obrigatório, é em primeiro lugar a primeira aplicação a ser obrigatória para todas pessoas.. Nunca antes na historia de Portugal isso tinha acontecido, que o cidadão tenha que ter consigo, algo mais que os seus documentos oficias de identificação… Em segundo lugar, ao contrario dos restantes documentos de identificação, ela requer que o cidadão tenha um outro objeto, nomeadamente um smartphone… o que é algo que pode, não ser possível, para todos os cidadãos e o estado não pode supostamente obrigar a que todos os cidadãos tenham de comprar um telemóvel, sobre pena de serem multados ao circularem num espaço publico… Em terceiro lugar, a questão da privacidade.. É uma realidade que temos cada vez menos privacidade, as grandes empresas tecnológicas sabem mais sobre nós, que nós próprios…Cada vemos temos mais camaras de segurança e vigilância, tudo é filmado, temos mais telemóveis, apps, relógios inteligentes, drones, satélites… Tudo é filmado/fotografado…Todas as comunicações digitais são vigiadas, ou passiveis serem “recolhidas”… Dito isto, devemos ter consciência que não vamos voltar para trás, não vamos voltar para a idade da pedra, e a evolução tecnológica é irreversível…Quer dizer com isto que já perdemos ou vamos perder a nossa privacidade? Em parte, sim… Já perdemos uma grande parte da nossa privacidade, mas podemos evitar perder o controlo sobre a mesma… Com a Lei de proteção de Dados as empresas e instituições, foram obrigadas a dar o poder de escolha aos utilizadores/clientes/funcionários, isso permitiu que fossem as próprias pessoas a tomarem essa decisão, dando o controlo sobre a sua privacidade às mesmas…  A Obrigatoriedade não deveria recair sobre as pessoas, mas sobre o Estado que deveria dar o poder de escolha às mesmas. Este é o princípio que devia ser seguido…Estes são para mim os pontos principais sobre a questão da aplicação… Sobre a utilidade da mesma, e se é realmente um elemento fulcral na luta contra o covid e na prevenção do alastramento do mesmo, ao ponto de ser tornar obrigatória e punida com multa no valor de 500€ em caso de infração (Não ter a app instalada) deixo isso para as Perguntas Frequentes do Site da Aplicação (https://stayawaycovid.pt/perguntas-frequentes/) “ Precisamos de uma aplicação para deteção de potenciais exposições a pessoa com COVID-19?Uma vez que não há ainda uma experiência consolidada com este tipo de aplicações, não existe uma resposta definitiva a esta questão. ” Opinião: Miguel Ribeiro: Consultor de Segurança Informática Professor Voluntário na Universidade Sénior do Cartaxo Residente e Natural do Cartaxo

Opinião: Mário Reis – Direitos de Passagem

Vamos, primeiro, tentar explicar este tema: todas as empresas que usufruem de espaço dos municípios para fazerem passar os seus cabos elétricos ou implantar os seus equipamentos e sistemas, são obrigadas ao pagamento de uma taxa denominada Taxa Municipal de Direitos de Passagem e, quando essas empresas têm necessidade de usufruir do solo para atravessarem os municípios com os seus canos de água, de gás, etc., da Taxa Municipal de Ocupação do Subsolo. No caso das empresas de telecomunicações, para além dos “alugueres” dos espaços do domínio autárquico para, por exemplo, as suas “antenas”, esta taxa calcula-se com base na aplicação de um percentual sobre o total da faturação mensal emitida pelas referidas empresas, para todos os clientes finais do respetivo município. Sem qualquer despudor, as empresas cobra(va)m aos seus clientes (finais) esta taxa de passagem: vinha mesmo assim designado nas faturas! Apesar de tudo, o Decreto-Lei n.º 25 de 2017, define que as taxas municipais de direitos de passagem e de ocupação do subsolo não podem ser imputadas ao consumidor. E também obriga as empresas titulares de infraestruturas a comunicarem aos municípios o cadastro das suas redes nesses territórios para efeitos de liquidação da Taxa Municipal de Direitos de Passagem e da Taxa Municipal de Ocupação do Subsolo. Está bem, mas o número 5 do artigo nº 70 daquele Decreto-Lei, reza assim: Tendo em conta a avaliação referida no número anterior, o Governo procede à alteração do quadro legal em vigor, nomeadamente em matéria de repercussão das taxas na fatura dos consumidores. O que equivale a dizer que, quando eu, que nunca joguei, achar uma lotaria com a taluda, a coisa está definida. O irónico de tudo isto, é que este imposto continua a ser pago por mim, pelo leitor destas linhas e por todos aqueles que nem sequer sabem que eu aqui escrevo: 0,25% do valor das nossas despesas de chamadas realizadas do serviço telefónico fixo, a internet fixa – de banda larga, ADSL e fibra – a mensalidade de serviço de televisão por assinatura, e o serviço de distribuição do gás natural… Para o Município do Cartaxo, isto equivale a cerca de seis mil euros por ano… Como se o remendão não se fizesse cobrar da energia elétrica e da renda de casa no preço das meias-solas! Só que no caso aqui em debate, o Município podia aliviar a carga fiscal dos cidadãos: prescindindo da taxa de passagem, esta não seria cobrável aos munícipes. Assim não entendeu a maioria na última reunião da Assembleia Municipal… E nós: paga! Bem hajam e SAÚDE! Opinião: Mário Reis Professor do 1º ciclo no Agrupamento D. Sancho I, PontévelMembro da Assembleia Municipal do Cartaxo e Dirigente associativo dedicado ao teatro

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Opinião: Pedro Pereira – Orçamento de Estado será tirado a ferros

“Orçamento de Estado será tirado a ferros” O primeiro ministro diaboliza para ter o orçamento aprovado a ferros e não fosse a pandemia e o prejuízo nacional, estou convencido que o mesmo seria chumbado. António Costa, conhecido como “o bom negociador”, verá o orçamento aprovado e a garantia que será primeiro ministro, pelo menos, mais um ano. Mais difícil será o orçamento para 2022, que coincide com um presidente da República reeleito, que já não precisa do apoio de António Costa nem do PS. E os partidos políticos da oposição ao governo, poderão ver aí uma oportunidade política para fazer cair o governo.

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Opinião: La Salette Marques – Campanha não chegou para apresentar os eleitos ao eleitorado

Mais de 10 mil autarcas de todo o país vão hoje a votos, para eleger as lideranças das CCDR, as Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional. Envoltas em controvérsia, desde a sua marcação que estas eleições suscitam as reações mais contraditórias, sem que a opinião perceba ao certo o que vai mudar. Na realidade, não muda muita coisa, mas é um passo em frente que nos coloca mais próximos do verdadeiro debate sobre a regionalização do país. Consagrada na Constituição, a regionalização foi travada em referendo em 1998, depois de um acordo de revisão Constitucional entre PS e PSD terem tornada obrigatória a consulta popular sobre a matéria. Regionalizar Portugal significa descentralizar e dotar de autonomia administrativa e financeira novas entidades territoriais, geridas por estruturas democraticamente eleitas, por sufrágio direto e universal. Mas não há bela sem senão. Se é verdade que a regionalização aproxima o poder das pessoas, não falta quem diga que se trata de criar mais patamares de cargos políticos para satisfazer clientelas. E é nesta dicotomia que a classe política vai embalando os portugueses, travando a saída desta importante reforma do papel. Encontrou este Governo uma fórmula que nos leva a um compromisso interessante: a eleição indireta das lideranças das CCDR, conferindo-lhes legitimidade democrática, associada ao pacote de descentralização, criando algum espaço para que as Comissões intervenham no território, em nome do seu grande objetivo: melhorar a coesão social e territorial do país. Para lá dos aspetos mais técnicos relacionados com estas eleições, e que são a duração do mandato, os poderes dos eleitos, etc, há uma aspeto fundamental que devia ter sido salvaguardado e não foi: as pessoas, os cidadãos comuns, os munícipes que elegeram os autarcas que agora, por sua vez, vão eleger estas lideranças, não sabem, não conhecem quem vai a votos. Atarefados nos Gabinetes, em linha entre autarcas e Governo para resolver questões de gestão de programas operacionais, estratégias plurianuais de âmbito regional, etc, estas personalidades não são dadas ao contacto com as pessoas. Eram, até aqui, nomeados pelo Governo. Pretende-se agora que tenham legitimidade democrática indireta, sendo eleitos por autarcas. Mas a verdade é que as campanhas eleitorais que fizeram não os aproximaram sequer de grande parte do seu eleitorado, que são os autarcas de freguesia e os deputados municipais. É, de facto, um pequeno passo. Opinião: La Salette Marques, Consultora de Comunicação.Autarca na Assembleia Municipal do Cartaxo.

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Opinião: Miguel Ribeiro – Reclamar nas Redes Sociais?

É uma questão que se coloca, e que geralmente é alvo de controvérsia e grande discórdia pela população em geral, nas redes sociais.Devemos ou não reclamar nas redes sociais? Seja por maus serviços de entidades privadas, ou públicas, seja por motivos pessoais ou de interesse publico.. O primeiro ponto que devemos refletir, é que a maneira como o ser humano, comunica entre si, está em constante evolução..  O ser humano, já comunicou por desenhos, por sinais de fumo, por sons, por bandeiras, por reflexos de luz, por gestos, por cartas, por telefones, pela televisão, por telemóveis, por satélites, pela internet.. etc..  Nós, estamos a mudar constantemente, a forma como comunicamos e adaptamo-nos a esse facto, adaptaram-se as pessoas, adaptaram-se as empresas e adaptaram-se os serviços públicos.. pelo menos parte deles.. adaptou-se a sociedade.. Nos tempos atuais, a reputação das empresas e serviços públicos, é agora avaliada pelos seus próprios “consumidores” no espaço virtual, seja nas redes sociais, nas paginas virtuais das empresas, em fóruns virtuais, em questionários de satisfação online, em ratings online, em reclamações online.. etc..   Podemos dizer que o espaço virtual, tornou se o meio de comunicação mais utilizado entre humanos, mas não só isso, tornou-se imprescindível para o funcionamento da economia e da sociedade, e dentro desse espaço virtual temos varias vertentes, a social, a de comercio e serviços, a informativa, etc.. Sendo a que mais impacto, teve na nossa sociedade e na forma como nos relacionamos uns com os outros foi a social, através das Redes Sociais, o Facebook por exemplo tem mais de 2 Biliões de utilizadores.. Não existe outra empresa/entidade no mundo, publica ou privada, com tantos utilizadores ou interacção/actividade entre os mesmos..Neste espaço virtual, as pessoas, foram ao longo desta ultima década, apreendendo a lidar com o mesmo, apercebendo-se do seu impacto, alcance e as suas inúmeras vantagens e desvantagens.. Com isto, surgiram novos negócios, novas maneiras de fazer negócios, novas fontes de informação, novas maneiras de vender informação, novas empresas, novas maneiras de contactar as empresas e novas maneiras de contactar entidades publicas.. Surgiram inclusive novas maneiras de fazer Politica e de fazer campanha politica, de angariar fundos, e ajudar em causas sociais.. etc.. Com tantas novas possibilidades que as redes sociais e o espaço virtual nos trouxe e as novas maneiras de podermos utilizar o mesmo,  não pode ser estranho, terem surgido também novas maneiras das pessoas reclamarem..  Se não devia ser estranho, porque é que as pessoas, que reclamam nas redes sociais, são por vezes alvo de contestação, por parte de outras pessoas?   Uma reclamação é uma avaliação a algo, neste caso, uma avaliação negativa. A concordância ou não com uma avaliação, pode ser gerada por interesses mútuos ou opostos, seja como for, ela deve ser sempre vista como um factor de informação, em que as pessoas podem considerar essa informação como útil ou não, dependente dos seus critérios e interesses.. A recusa da disponibilidade da informação, nunca pode desse modo, ser considerada inocente, seja essa mesma recusa, porque motivos for.. Opinião: Miguel Ribeiro: Consultor de Segurança Informática Professor Voluntário na Universidade Sénior do Cartaxo Residente e Natural do Cartaxo

Opinião: Mário Reis – Vamos a Votos

Se perguntássemos ao mais comum cidadão se sabe que no próximo dia 13 há eleições, ouviríamos de muita gente uma resposta negativa: no meu círculo profissional e junto de alguns amigos, foi o que ouvi. Trata-se pois de «eleições indiretas», quer dizer, o Povo elegeu os membros das Assembleias Municipais, os Presidentes das Juntas de Freguesia e os Presidentes e Vereadores das Câmaras Municipais… e estes, agora, elegem o Presidente e um Vice-Presidente das Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional, que muita gente apenas conhece por CCDR’s! Democracia! Mais pior (foi isto mesmo que eu escrevi, não é gralha, nem erro): estas eleições ficam marcadas pela nomeação (!) dos candidatos pelo Governo e pelo maior partido da oposição… Democracia? E onde está a regionalização consagrada na Constituição da República Portuguesa? Numa história de acordos e desacordos, de propostas e contrapropostas, de acalorados debates e até do referendo de novembro de 1998, que mereceu a abstenção de 51,71% dos Cidadãos recenseados, a regionalização foi sendo remetida para as calendas… E até o referendo acabou por não ser vinculativo, já que para tal era necessário que pelo menos 50% dos eleitores se expressassem num determinado sentido. Entretanto em 2012 o Governo de Passos Coelho aprova a Lei 228 que define as comissões de coordenação e desenvolvimento regional como serviços periféricos da administração direta do Estado, dotados de autonomia administrativa e financeira. E mais, que a definição das orientações estratégicas e a fixação de objetivos para as CCDR, nos domínios do ambiente, ordenamento do território, conservação da natureza, cidades, e o acompanhamento da sua execução, bem como a designação dos respetivos cargos de direção superior, são articulados entre os membros do Governo responsáveis pelas áreas do desenvolvimento regional e do ambiente e ordenamento do território, sem prejuízo de competir ao membro do Governo responsável pelas áreas do ambiente e ordenamento do território decidir sobre as matérias relativas ao ambiente, ordenamento do território, conservação da natureza e cidades, bem como as relativas à «Paisagem Cultural Evolutiva e Viva do Alto Douro Vinhateiro». É triste! De regionalização, nada! E vamos a votos: nós por cá para a CCDR Alentejo, a que pertencemos com os onze municípios da Lezíria do Tejo, o que a muita gente parece um absurdo, mas que não tem merecido qualquer iniciativa que a altere. Curiosamente, a única CCDR a que se apresentam mais do que um candidato… deve ser bom, deve! E eu… lá vou cumprir uma obrigação para a qual não fui mandatado pelo «meu» eleitorado, mas tão somente pelas Leis da República… Bem hajam e SAÚDE! Opinião Mário Reis: Professor do 1º ciclo no Agrupamento D. Sancho I, Pontével Membro da Assembleia Municipal do Cartaxo Dirigente associativo dedicado ao teatro

Opinião: “António Costa, um politico habil no pisca pisca”

Quando olhamos para o percurso do atual primeiro ministro e secretário geral do PS vemos que tem sido um politico hábil no “pisca pisca” para atingir os seus objetivos pessoais e políticos. Perdeu as eleições legislativas e ficou com a corda no pescoço. Agarrou-se à esquerda radical para ser primeiro ministro, retirando a corda do pescoço e colocando-a em Passos Coelho e Paulo Portas, enfraquecendo PSD e CDS. Agora precisa do Presidente da República para continuar primeiro ministro e decidiu unilateralmente apoiar Marcelo Rebelo de Sousa, atando as mãos do PS que fica condicionado e menos livre para apoiar Ana Gomes. Podemos chamar-lhe o politico hábil do pisca, pisca, porque ora pisca à esquerda (PCP e BE) ora pisca à direita (Marcelo Rebelo de Sousa), para continuar primeiro ministro. Opinião Pedro Pereira, Licenciado em Gestão Autárquica, Vereador da Câmara Municipal de Benavente e Autor do livro “Frases que podem mudar a sua vida”.

Opinião: Velhos e novos Partidos Políticos no Cartaxo

A resistência à mudança é algo natural no ser humano, a diferença está na adaptabilidade, na capacidade de cada um de nós, nos adaptarmos a novas realidades..

Opinião: Cancro da mama metastático: uma doença para a vida

Cancro da mama metastático é um termo utilizado para caracterizar uma fase avançada da doença, altura em que o cancro se espalhou para outros órgãos e tecidos do corpo. Trata-se de uma doença crónica, isto é, com a qual a pessoa terá de lidar para toda a sua vida.  O cancro da mama metastático tem origem na mama e dissemina-se para outras partes do corpo, como os pulmões, o fígado, os ossos, a pele, o cérebro, entre outros. Tal como em outros países desenvolvidos, em Portugal apenas 5 a 10 por cento dos novos casos de cancro da mama avançado correspondem a um primeiro diagnóstico. Na maioria dos casos, a doença reaparece em pessoas com diagnóstico de cancro da mama, no decorrer do tratamento ou após a sua conclusão. Apesar de se tratar de doentes que se encontraram em permanente vigilância, quando as queixas deixam de ser habituais, é importante que procurem o médico para realizar os exames necessários. Os novos casos de doença avançada atingem, frequentemente, mulheres entre os 45 e os 55 anos de idade, uma altura em que, habitualmente, têm uma vida ativa e pretendem continuar a participar no mercado de trabalho e na sua vida familiar durante e após o tratamento. Para muitas doentes, regressar ao trabalho com sucesso significa levar uma vida normal. Porém, esta é uma situação que nem sempre é simples. Neste contexto, as pessoas deparam-se com novos desafios, como a falta de segurança no emprego ou a dificuldade em cumprir compromissos contratuais, uma vez que o portador de uma doença crónica está em tratamento contínuo e oscila na forma como se sente. Idealmente, deveria haver a oportunidade de criação de horários e de condições de trabalho adaptadas, como por exemplo trabalhar alguns dias a partir de casa. Nesta fase de pandemia, estas questões são ainda mais prementes. Também na doença avançada, é importante a promoção de estilos de vida saudáveis, como uma dieta equilibrada, uma vida física e cognitivamente ativa e, ainda, a prática regular de exercício físico. Além dos benefícios conhecidos, esta é uma forma de relativizar a preocupação com a doença oncológica. As tendências atuais apresentam progressos no desenvolvimento de novas opções de tratamento e apontam para um futuro onde cada vez mais sobreviventes com cancro da mama metastático tenham uma vida mais longa e com melhor qualidade. No âmbito do Dia Mundial do Cancro da Mama Metastático, vai ser lançado um guia, com mais de 120 páginas, que dá respostas às perguntas mais urgentes relacionadas com o diagnóstico, o tratamento, as emoções, a saúde, os relacionamentos e o trabalho. O guia tem ainda a possibilidade de, ao longo de várias páginas, registar as principais perguntas e sentimentos, funcionando como um diário. Pode ser consultado em: www.eueocancrodamama.pt  Opinião de Drª Ana Joaquim Oncologista do Centro Hospitalar de Vila Nova de Gaia/Espinho e coordenadora do programa ONCOMOVE® da Associação de Investigação e Cuidados de Suporte em Oncologia.

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Opinião: Mário Reis – Freguesias

A questão das Uniões de Freguesias continua na ordem do dia das forças políticas que entendem que o destino dos territórios deve ser decisão das suas populações. Ocultar o processo, continua na ordem do dia das forças políticas que pretendem impor às populações um destino sobre o qual não se puderam expressar. Pela parte que me toca, «dá-me igual»: ser “administrado” pelo Fernando ou pelo Paulo, é-me indiferente, se qualquer deles proceder em favor da freguesia, procurando o melhor para o conforto, saúde, educação e desenvolvimento da população. O problema está na origem, isto é, na forma como foi feita a «agregação» das freguesias: cozinhadas nos corredores do poder, respondendo a interesses de que pessoalmente duvido, com base em argumentos falaciosos e/ou sem qualquer fundamento e, sobretudo, sem a auscultação dos principais visados. Com efeito, os territórios estão lá: as pessoas continuam a viver nas suas casas, a passear nas suas ruas, a ir aos seus cafés, a frequentar as suas associações… mas numa freguesia, agora designada de «União», que não escolheram e em relação à qual nada as liga: nem a história, nem os costumes, nem as perspetivas. As freguesias só não perderam identidade, para quem não vive o quotidiano das suas gentes, das suas organizações e iniciativas. Para mim, algumas freguesias foram realmente extintas! No que ao Cartaxo interessa, trata-se de Vale da Pinta e da Ereira. Como disse antes, para mim é igual, porém não consigo apagar da memória a sujeição do Governo da Nação a uma “Troica estrangeira” que impôs aos portugueses condições no mínimo originais para salvar o país da bancarrota, sem o apuramento das responsabilidades, penalizando-nos a todos com impostos e com decisões, como esta, que supostamente visavam a poupança de recursos financeiros, não pensando que mais do que o bolso cheio, mais interessam a cultura, os afetos e as redes. (- Em que concelho é que eu já vi um procedimento parecido?) Pretendeu a CDU, numa estratégia de pressão nacional, claro, na última reunião da Assembleia Municipal do Cartaxo «reclamar do Governo e da Assembleia da República, as medidas legislativas necessárias para reposição das freguesias extintas contra a vontade das populações e dos respetivos órgãos autárquicos». Porém, com os votos contra do Partido Socialista, salvo uma exceção, não colheu a maioria dos votos necessários para ser aprovada esta moção porque não expressava a auscultação das populações (por isso o meu sublinhado)… Quando o clubismo está acima da razão, o responsável pela derrota é sempre o árbitro! Sem oportunismos e, muito menos, sem “hipocrisias políticas”, pela parte que me toca, quando as populações das duas freguesias do concelho, Ereira e Vale da Pinta, tiverem oportunidade de expressar em referendo a sua vontade, e esta vontade tenha força de lei, este caso fica para mim encerrado. É apenas como diz o ditado popular: «água mole em pedra dura… tanto bate até que fura». Bem hajam e SAÚDE! Opinião Mário Reis Professor do 1º ciclo no Agrupamento D. Sancho I, PontévelMembro da Assembleia Municipal do Cartaxo e Dirigente associativo dedicado ao teatro

Opinião: “Se queres conhecer uma pessoa, é dar – lhe poder”

“Se queres conhecer uma pessoa, é dar – lhe poder” A política é um meio competitivo onde as pessoas lutam pelo poder. E quando o conseguem mostram toda a sua personalidade. Uns exercem o poder de forma diplomática e em diálogo, procurando consensos e unidade. Outros procuram exercer o poder pela prepotência, pelo uso da força e do “quero, posso e mando”. Querem dar nas vistas pelas piores razões e pela via da retaliação, esquecendo que todos são necessários e deveriam ser chamados para contribuir para o bem comum e objectivo colectivo. Mostram o seu lado pior, o lado negro da personalidade. Vale tudo para terem poder. Servem-se, em vez de servirem. Optam pela via do oportunismo, em vez de construírem trabalho que os leve a ser reconhecidos pelo povo. Por isso digo, se queres conhecer uma pessoa é dar-lhe poder. Opinião: Pedro Pereira, Licenciado em Gestão Autárquica, Vereador da Câmara Municipal de Benavente e Autor do livro “Frases que podem mudar a sua vida”.

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Opinião – Dia Mundial da Retina assinala-se a 29 de setembro

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), existem pelo menos 2.2 biliões de pessoas cegas parcialmente ou na sua totalidade, sendo que, 1 bilião poderia ter sido evitado ou ainda não foi resolvido. Doenças da retina como a degenerescência macular relacionada com a idade (DMRI), a retinopatia diabética e a retinose pigmentar têm um grande impacto na acuidade visual e podem inclusive levar à cegueira. A retina consiste em uma camada fina de células que reveste a parte interna do olho, e tem como função transformar o estímulo luminoso em neurológico. Este estímulo é conduzido ao nervo ótico que irá levar as informações até ao cérebro para serem processadas, permitindo-nos ver. Algumas das causas destas doenças da retina residem na falta de controlo dos níveis de glicemia no sangue, na idade, na predisposição genética, no tabaco e até na exposição excessiva à luz solar. É importante estar atento a todos os sinais de modo a detetar atempadamente alterações oculares. O diagnóstico precoce de doenças da retina pode ser fundamental, ainda que, apesar da retina não poder ser transplantada, existem algumas doenças que podem ser tratadas ou mesmo evitadas. Alguns dos sintomas passam pela distorção da imagem, visualização de pontos flutuantes, diminuição da visão ou mesmo perda, quer da central, quer da periférica. Com a finalidade de evitar e prevenir este flagelo é crucial consultar regularmente um Optometrista para fazer rastreios oculares; ter uma alimentação saudável; praticar atividade física; não fumar; usar óculos de sol; controlar os níveis de açúcar no sangue, a tensão arterial e o colesterol. Caso detete algum dos sintomas de doenças da retina deve marcar uma consulta com um Optometrista, para um diagnóstico e terapêutica adequados. De acordo com a Organização Mundial da Saúde o Optometrista é um profissional central nos cuidados para a saúde da visão.   Sobre a APLO A Associação de Profissionais Licenciados de Optometria (APLO) representa os Optometristas, a maior classe profissional de prestadores de cuidados para a saúde da visão, em Portugal. Atualmente conta com cerca de 1.210 membros. A APLO é membro Fundador da Academia Europeia de Optometria e Ótica, membro do Conselho Europeu de Optometria e Ótica e membro do Conselho Mundial de Optometria. Para mais informações, consulte: www.aplo. Opinião de: Raúl Sousa, Presidente da Associação de Profissionais Licenciados de Optometria (APLO)

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Opinião: O buraco da fechadura do comboio

Dizem que a curiosidade matou o gato. É por isso que a Humanidade se limita a espreitar pelo buraco da fechadura, protegendo-se, sem coragem de saltar para a frente do assunto e assumir uma posição. A Humanidade prefere espreitar e, mais tarde, refastelar-se com a exposição do assunto que espiou, sem ter tido a coragem de se revelar. Espreitar pelo buraco da fechadura é uma especialidade da Humanidade, menos sincera e corajosa do que qualquer vulgar bichaneco. Vem esta prosa a propósito da cena pouco edificante que um trio de jovens protagonizou no comboio da Azambuja. Sobre a cena, já correu alguma tinta nos jornais, mas, mais interessante do que isso, já foram descarregados triliões de bytes em vídeos do ato, de todos os ângulos possíveis!  Diz a lei portuguesa que voyeurismo e exibicionismo a mais são crime. Mas os passageiros do comboio da Azambuja quiseram lá saber disso! O que interessa agora é que, não estando em causa o comportamento sexual dos rapazes e da rapariga entre si, porque eles e ela lá sabem o que fazem das suas vidas íntimas, está em causa o local que escolheram para se entreterem: um comboio com alguns passageiros, além dos próprios. E o que fizeram os passageiros? Interromperam os jovens, porque um comboio é um local público e como tal não pode ser usado para práticas sexuais explícitas? Acabaram com o ato? Não! Fizeram melhor do que isso: gravaram com os telemóveis! E foram às autoridades apresentar queixa e entregar a prova do ato, os vídeos que gravaram? Não, fizeram melhor do que isso: publicaram tudo nas redes sociais! E uma vez difundidas imagens, aproveitaram para censurar o comportamento dos três jovens? Não, fizeram muito melhor do que isso: censuraram a rapariga, uma promíscua qualquer que deu o corpo ao manifesto comportamento macho dos garbosos jovens. Não vou dissertar sobre promiscuidade porque, como disse, cada qual faz o que entende da sua vida íntima, mas impõe-se uma palavra de censura ao machismo coletivo que se apoderou de quem criticou a rapariga. E para quem a criticou a, aqui fica uma pequena “recordatória”: ela não estava exposta sozinha. Além dela, estavam mais dois, entretidos com telemóveis e com ela… Estavam ali três cérebros e, ao que parece, a funcionarem pouco e mal. O que é que isto tudo tem a ver com gato, com a curiosidade e com o buraco da fechadura? Nenhum dos cidadãos viajantes teve a coragem de confrontar os jovens com a prática indevida de atos sexuais em público. Ficaram em silêncio. E como quem cala consente, os jovens lá continuaram, percebendo perfeitamente que estavam a ser filmados. Quanto aos passageiros, ficaram com a sua preciosa relíquia, sabe-se lá para que mais, além de a publicarem nas redes sociais. Esses recatados cidadãos, lá da sua zona de conforto, escondidos atrás de um teclado qualquer, divulgaram à vez as suas obras primas de realização cinematográfica. Portanto, além devoyeurs, violaram a privacidade do grupo de jovens. E tudo isto serve para dizer que, naquela viagem, ninguém soube comportar-se de forma civilizada naquela carruagem. Nem os mais novos, que perderam completamente a noção da decência; nem os mais velhos não conseguiram responder ao momento com um simples ato de cidadania. E para diante, veremos ainda as autoridades a não conseguirem dar andamento ao processo. Ora a falta de noções básicas de decência só veio provar que todos os passageiros que participaram neste fait-divers têm mais andamento do que os próprios comboios da CP, que lá veio dizer que sim, que foi num comboio da CP. Pois foi. E a fechadura do comboio tinha um buraco enorme! Chamo-lhe fait-divers, mas na realidade, tudo isto é reflexo de uma sociedade em transição, encantada com as novas tecnologias e com as suas mil possibilidades, mas completamente alheia à educação dos seus filhos, designadamente para lidarem com o que vai saindo da caixa de Pandora chama telemóvel! Opinião: La Salette Marques, Consultora de Comunicação.Autarca na Assembleia Municipal do Cartaxo.

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Opinião: Mário Reis – De Eira, Frigideira… A Espaço de Jogo

A construção do estacionamento subterrâneo, que levou ao abatimento de árvores que alguns avós de muita gente viram plantar e que descaraterizou o centro da cidade, tem sido, naturalmente, objeto de muitas críticas e pertence ao anedotário cartaxeiro como a “eira”, a “frigideira” … Porém, a necessidade infanto-juvenil transformou aquele espaço, plano e desprovido de obstáculos, num autêntico campo para patins, skates, bicicletas, trotinetas e afins. Por ali rolam piruetas mais ou menos elaboradas e sei de algumas crianças que ali circularam pela primeira vez sem as “rodinhas” das suas bicicletas. Não está mal, não: enquanto as escadas de acesso ao edifício da Câmara Municipal e os bancos de pedra se vão degradando, assistimos a um “assobiar para o lado” da parte de toda a gente, autoridades incluídas, enquanto jovens e crianças circulam pelo ladrilhado, desafiando as leis da gravidade (nem sempre) e converteram a «eira» no seu espaço de reunião, de confraternização, de desporto. Até tenho visto alguns curiosos a apreciar as manobras mais radicais… Viajando por aí, de visita à cidade algarvia de Lagos, estacionei o meu carro num parque de estacionamento quase subterrâneo. Igual a todos os parques de estacionamento subterrâneos. Mas quando subo à superfície, deparo-me com um espaço de jogo estupendo: um campo de minigolfe! Claro que ali reina o inglês e os promotores trataram logo de o designar «Pro Putting Garden», queira isso dizer lá o que quiser… que «foi desenvolvido para promover a competição e também a diversão». De facto, do seu interior vinham risos, expressões de júbilo e de contrariedade… as coisas próprias de quem compete, nem que seja a feijões! E o espaço, decorado a primor com ajardinados diversos, sebes, arruamentos empedrados, pavimentos de pedrinhas coloridas, árvores, outras sombras e estátuas ao estilo de Botero… e ainda uma pequena esplanada com serviço de bar. Estava cheio de gente… e, na verdade, nem todos cumprindo o devido distanciamento social… Era uma ideia: a nossa «eira», que jovens e crianças transformaram num espaço de treino e de demonstração de habilidades sobre rodinhas, podia ter alguns equipamentos que desafiassem a criatividade (ou, mais propriamente, a gravidade). Equipamentos que fossem amovíveis para permitir outras utilizações do espaço. Bem hajam e fiquem com SAÚDE! Opinião Mário Reis – Professor do 1º ciclo no Agrupamento D. Sancho I, PontévelMembro da Assembleia Municipal do Cartaxo e Dirigente associativo dedicado ao teatro

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Opinião: Os mandatos são para cumprir, por respeito ao povo que nos elege …

Os mandatos são para cumprir, por respeito ao povo que nos elege e ao partido que representamos! A um ano de terminar o mandato de Vereador na CM de Benavente, estou em condições de dizer que irei até ao fim respeitando a vontade dos 2500 eleitores que votaram no PS e me deram esse voto de confiança para os 4 anos de exercício do cargo de Vereador. Enquanto fui Presidente da Comissão Política do PS no concelho de Benavente, nunca retirei a confiança política a nenhum eleito, porque sempre achei que isso seria prejudicial para a imagem do PS aos olhos do povo que vota e para a imagem dos envolvidos neste processo, que deixa marcas políticas e pessoais, por vezes irreparáveis ou que perduram durante muitos anos, com sérios prejuízos eleitorais.   A retirada da confiança política, a meu ver, é uma espécie de bomba atómica que estilhaça tudo em redor, destruindo o partido e as pessoas envolvidas neste processo, devendo ser evitada para bem de todos. O povo que vota não quer saber das razões que os responsáveis dos partidos e eleitos têm, porque vão olhar para essas decisões como guerras internas, luta pelo poder, ambição pessoal e política, luta de “galos” pelos lugares, “saco de gatos”, entre outros adjetivos e metáforas, que nada abonam a favor da confiança e credibilidade, que é preciso transmitirmos à população. A imagem de um partido estilhaçado, desunido e em guerra, que demonstra não estar em condições de governar, por muito que dentro do partido achem que isso é o melhor para clarificar posições de liderança e hierarquias. Não se pode ver a liderança como um exercício de poder e de força, mas sim como um exercício de agregar vontades e de unir esforços para atingir objetivos coletivos comuns, em prole de um território seja ele local ou nacional. Termino dizendo, tenho orgulho por nunca ter usado nenhuma bomba atômica enquanto fui Presidente de Concelhia, mesmo quando poderia ter razões que o justificavam, como por exemplo, ver um eleito do PS a votar repetidas vezes ao lado da CDU na Assembleia Municipal, na sua qualidade de Presidente de Junta. Compreendia as razões do “medo” que esse eleito tinha de ver a sua população prejudicada se votasse contra o poder instituído em Benavente, mas não acho correta a atitude para com o partido que ajudou a eleger, sobretudo por não ter o mínimo de solidariedade com o PS. Faltou coragem a meu ver, para ter uma posição mais equilibrada que servisse a sua freguesia e população e o partido que representava. Também nunca retirámos a confiança política a eleitos que divergiam entre si internamente, mesmo quando fui visado em críticas publicadas nas redes sociais e imprensa. Podem acusar-me de muitas coisas, mas na verdade sempre tomei decisões em prol do coletivo, pensando no bem do PS, do concelho de Benavente e da sua população. Ainda tenho esperança que o PS no Concelho de Benavente consiga dar continuidade aos resultados crescentes e positivos que trilhou desde 2013 até hoje e que possa dar o exemplo da capacidade de se unir em prol de objetivos coletivos, capazes de dar ao concelho de Benavente e população, o melhor projeto e candidatos, para bem da população. Desejo que tudo corra pelo melhor, independentemente de estar ou não nas listas em 2021. O futuro a Deus pertence! Opinião Pedro Pereira, Licenciado em Gestão Autárquica, Vereador da Câmara Municipal de Benavente e Autor do livro “Frases que podem mudar a sua vida”.

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Opinião: Mário Reis – “Fora de Mão” Rua Luís Camões Cartaxo

Há muito que, entre o receio e o «não-sei-que-lhe-diga», que me tem feito alguma confusão o estacionamento “fora de mão” na rua Luís de Camões. Tanto quanto me informaram as autoridades, não tem havido grande número de acidentes, pelo menos que provoquem danos significativos ou que molestem fisicamente os cidadãos. Uma moradora desta rua disse-me ainda que, para além de travagens forçadas, de uns impropérios em voz alta e de algumas buzinadelas, nunca assistiu a nada de mais grave, que não uns sustos, saltos e umas correrias, até na primeira pessoa. Ainda bem. Porém, manda a boa prática governativa que as situações se evitem, em vez de se remediarem… E o que eu mais espero, é que o “diabo” seja cego e surdo, e que esteja a dormir! Tudo porque o estacionamento automóvel, na rua Luís de Camões, também se pode fazer «em espinha» no lado esquerdo da faixa de rodagem. Ora, como desse lado não existe passeio e apenas um lugar tem escapatória, pela escada de acesso ao edifício da Câmara, todos os ocupantes dos veículos que ali estacionem têm de atravessar a rua… sem passadeiras, sem sinais de perigo que informem os condutores e com pouca visibilidade na maior parte dos casos. Consultemos a este propósito o Código da Estrada: o número 4 do seu artigo 48 estipula: «Dentro das localidades, a paragem e o estacionamento devem fazer-se nos locais especialmente destinados a esse efeito e pela forma indicada ou na faixa de rodagem, o mais próximo possível do respetivo limite direito, paralelamente a este e no sentido da marcha.» Então?! Não encontrei exceções: venha de lá quem entende de leis para nos esclarecer… É verdade que o artigo 99 daquele Código, quando se refere aos lugares em que os peões podem transitar, estipula: «1 – Os peões devem transitar pelos passeios, pistas ou passagens a eles destinados ou, na sua falta, pelas bermas. 2 – Os peões podem, no entanto, transitar pela faixa de rodagem, com prudência e por forma a não prejudicar o trânsito de veículos, nos seguintes casos: a) Quando efetuem o seu atravessamento; b) Na falta dos locais referidos no n.º 1 ou na impossibilidade de os utilizar.» Nada! Mas como «não há bela sem senão» (duas coisas em que apenas acredito no sentido figurado do ditado) mais adiante, o artigo 101, atravessamento da faixa de rodagem, deita abaixo os argumentos legais: «1 – Os peões não podem atravessar a faixa de rodagem sem previamente se certificarem de que, tendo em conta a distância que os separa dos veículos que nela transitam e a respetiva velocidade, o podem fazer sem perigo de acidente. 2 – O atravessamento da faixa de rodagem deve fazer-se o mais rapidamente possível. 3 – Os peões só podem atravessar a faixa de rodagem nas passagens especialmente sinalizadas para esse efeito ou, quando nenhuma exista a uma distância inferior a 50 m, perpendicularmente ao eixo da faixa de rodagem.» Não há prevenção que aguente! E a este propósito, eu cá nunca estaciono naquele local e redobro a atenção quando circulo na rua Luís de Camões… é que «o seguro morreu de velho»! Bem hajam e fiquem com SAÚDE! Opinião Mário Reis: Professor do 1º ciclo no Agrupamento D. Sancho I, Pontével Membro da Assembleia Municipal do Cartaxo Dirigente associativo dedicado ao teatro

Opinião – O “último Adeus” a um amigo!

É difícil perdermos um amigo ou alguém de quem simpatizamos ou gostamos ou que temos empatia. Esta semana fui surpreendido com a notícia do falecimento de um amigo “Jorge Ganhão”, filho do ex Presidente da Câmara Municipal de Benavente. Apesar de, por vezes, ter divergido politica e profissionalmente com o seu pai, conseguimos ter uma relação de amizade. Penso que isso demonstra a abertura e separação que deve existir entre politica e amizade ou até mesmo entre a relação que temos com pessoas diferentes, mesmo que sejam da mesma família. O Jorge tinha um espirito critico e aberto relativamente aos partidos políticos e aos políticos. Tínhamos a nossa própria visão, que nem sempre coincidia, mas havia respeito mútuo. Isso diz muito, a meu ver, do que são as pessoas e torna-as grandes na sua dimensão pessoal, enquanto seres humanos. Fica uma certa frustração de que poderia ter feito algo mais para que o Jorge continuasse a lutar pela vida, mas fui apanhado de surpresa, porque semanas antes tínhamos trocado mensagens e nada me faria pensar que tal pudesse ter acontecido. Deixo um apelo a todos para darem o vosso melhor a vossa atenção para com os que os rodeiam e vos são queridos, porque ao vosso lado pode estar alguém que precise de vós, da vossa amizade, de um abraço, de uma boa e profunda conversa. Algo que dê sentido à vida e que a torne afetivamente mais rica e preenchida. No meu livro “Frases que podem mudar a sua vida” digo: O amor é a coisa mais importante na vida e não há maior pobreza do que a falta de amor. Por isso, cultivemos o Amor! Termino deixando um forte solidário abraço, aos pais, familiares e amigos. Opinião: Pedro Pereira, Licenciado em Gestão Autárquica, Vereador da Câmara Municipal de Benavente e Autor do livro “Frases que podem mudar a sua vida”.

Opinião – Agroglobal em grande segurança

Num tempo em que a Covid-19 obriga ao cancelamento de eventos por razões sanitárias, Portugal assiste a um bocadinho de tudo: Festas privadas a desafiar a doença, comícios e manifestações em formato estranho, conferências substituídas por videoconferências, festas que ninguém entende como é possível que se realizem, jogos de futebol de bancadas vazias, touradas com público… Enfim, há de tudo um pouco, para todos os gostos e desgostos. De tudo isto sobressai um exemplo extraordinário, no Concelho do Cartaxo, num setor fundamental: a agricultura. É internacionalmente conhecida, pela qualidade e pela dimensão, a Feira do Milho e das Grandes Culturas que se chama Agroglobal e que é das maiores do mundo. Realiza-se apenas de 2 em 2 anos na Lezíria Ribatejana, em cima daquelas que são as terras mais produtivas do país, juntinho ao Tejo. Em Porto de Muge, freguesia de Valada, ciclicamente, ali se ergue uma cidade de enormes tendas, com exposições de maquinaria de topo, com as novidades no campo da inovação tecnológica e dos fatores de produção. Ali se organizam conferências, encontros e debates onde se discute o futuro da agricultura com os protagonistas que interessam aos agricultores. É para eles esta grande feira, onde podem experimentar maquinaria nos campos de ensaios que, em 2018, ocuparam, em conjunto com a área de exposição, uns módicos 90 hectares. Por ali passam, nos 3 dias de semana que dura a Agroglobal, dezenas de milhares de agricultores e empresários agrícolas dos 4 cantos do mundo. Por ali se habituaram a passar os dirigentes das grandes empresas, sejam de equipamentos ou de consultoria, além dos dirigentes do setor financeiros e do setor público. Em 2020 não vamos ter Agroglobal nem as ceifeiras debulhadoras ou os tratores a levantar poeira no campo. Mas quem organiza este evento internacional não quis deixar de oferecer uma iniciativa aos agricultores. Joaquim Pedro Torres e Manuel Paim, empresários agrícolas, são os homens da Valinveste que inventaram a Agroglobal e que, ano após ano, recebem os visitantes com quem recebe amigos em casa. E entenderam que este ano o espírito que marca a Agroglobal não iria esmorecer. E se bem pensaram, melhor fizeram: Organizaram nada mais, nada menos do eu a grande cimeira da agricultura do ano 2020. Terá lugar no próximo dia 11, nos campos de Porto de Muge, concelho do Cartaxo, não uma feira mas uma grande Conferência: “Portugal no Futuro, uma visão estratégica para a Agricultura, a Alimentação e o Território”. Entre muitos convidados e oradores de topo, estará a Ministra da Agricultura de Portugal, o Ministro da Agricultura de Espanha e o Comissário Europeu da Agricultura. O espaço é enorme e os convidados são poucos, para garantir a segurança sanitária. Mas, on-line, poderemos ser tantos quantos quisermos a acompanhar esta conferência. Um exemplo, sem dúvida. Uma forma de substituir em grande uma grande iniciativa. Assim soubessem todos fazer… Opinião La Salette Marques, Consultora de Comunicação.Autarca na Assembleia Municipal do Cartaxo.

Opinião – Debates na Assembleia da República

A semana fica marcada por uma decisão parcialmente estranha. O maior partido de oposição, fez uma proposta para a diminuição do único momento que tem, para de forma mais visível e por vezes mais esclarecedora para os portugueses, escrutinar e fiscalizar a ação do governo que é liderado e sob a responsabilidade máxima do Primeiro Ministro. É verdade, terminaram os conhecidos debates quinzenais com o Primeiro Ministro. A parte estranha é esta. A parte não estranha é que o partido que está no poder e o Primeiro Ministro concordaram.  Outra coisa não era de esperar. Argumentos como, os debates são puros momentos de espetáculo, os debates não são esclarecedores e são uma perda de tempo, os debates retiram tempo de trabalho ao governo, foram alguns dos argumentos invocados pelo proponente da proposta e pelo maior interessado na mesma.  Não só, a maioria dos portugueses discordou desta proposta, como aqueles, com poder para a votar e decidir, os deputados, pelos vistos, também não concordaram.  O Partido Socialista maior interessado, a que o exercício do Primeiro Ministro e do Governo tivesse o seu escrutínio atenuado, deu liberdade de voto à sua bancada. O Partido Social Democrata, partido de oposição, maior interessado em fazer esse escrutínio, não só foi o proponente da proposta, como determinou a disciplina de voto aos seus deputados, não fossem eles discordar de algo que propunham mas que discordam.  Sim é esquisito e confuso eu sei. Mas foi isto que aconteceu. Após a votação, assistimos a um chorrilho de justificações e declarações de voto, em discordância com a proposta apresentada, sobre o fim dos debates quinzenais com o Primeiro Ministro, justificando o voto favorável pela imposição da disciplina de voto.  Em democracia quando o escrutínio é fraco ou inexistente por parte das oposições, o poder torna-se absoluto, autocrático e livre de qualquer fiscalização.  O escrutínio ativo e efetivo é condição necessária para uma democracia plena. O exercício da democracia representativa deve ser levada, por aqueles que nos representam, de forma séria, leal e transparente, despida de qualquer acordo bilateral entre dois homens com funções distintas, que não se devem misturar. Um deve governar e outro deve fiscalizar.  Quando assim não é, dá-se o romper do contrato entre os eleitos e eleitores, cavando ainda mais uma confiança e o descrédito que existe, naqueles que nos deviam representar. As taxas de abstenção, não são o resultado apenas da falta de interesse das pessoas na causa pública, mas também na falta de responsabilidade, trabalho e credibilidade daqueles que elegemos e que nos devem representar em juízo na casa onde são feitas as leis e onde é feito o escrutínio necessário é imperativo é um pilar no nosso estado de direito democrático. Mas não foi isso que aconteceu. Já dizia o poeta, tudo isto existe, tudo isto é triste tudo isto é fado. É caso para dizer, o escrutínio confinou de vez. O alerta está enviado. 

Opinião “O Sol quando nasce deve ser para todos

Na última reunião de Câmara Municipal, na qualidade de Vereador propus que os campos de ténis públicos estejam abertos nas manhãs de Sábado e Domingo ou na pior das hipóteses numa dessas manhãs. Questionei ainda o executivo CDU se pensa abrir as piscinas municipais em Setembro. Não se compreende como é possível equipamentos desportivos estarem fechados ao fim de semana, quando as pessoas têm mais tempo livre, para deles usufruir. Também não se pode aceitar que exista determinado eleito da CDU que seja visto várias vezes a jogar ténis ao fim de semana, quando mais nenhum outro cidadão o faz. Outro tema que abordei é a isenção de pagamento da utilização dos cortes de ténis com luz incluída, para uma escola de ténis que cobra mensalidades. Não pode haver regimes de exceção, pois a utilização das piscinas por exemplo, é paga pelas coletividades do concelho. Dualidade de critérios e regimes de exceção, que fazem parte dos abusos do sistema que tem vícios de muitos anos, os quais só serão possíveis de acabar com uma mudança na gestão da autarquia, protagonizada por pessoas com coragem, princípios e valores de igualdade e imparcialidade. A política deve ser feita para defender os interesses coletivos e não os individuais. O Sol quando nasce deve ser para todos, mas gestão CDU em Benavente é discriminatória! Opinião Pedro Pereira, Licenciado em Gestão Autárquica, Vereador da Câmara Municipal de Benavente e Autor do livro “Frases que podem mudar a sua vida”.

Opinião Mário Reis – O Planeta não nos merece (?)

Andei por aí, escolhi o centro montanhoso do país para “lavar a cabeça” e pôr umas quantas contas em ordem: umas caminhadas junto de rios, umas terras antigas, uns costumes ancestrais e, o melhor, uns Amigos. Por toda a parte cicatrizes negras deixadas pelos fogos de há anos, e deste ano… Onde antes os pinhais não nos deixavam ver a paisagem, surgem agora vistas a perder até ao horizonte das altas serranias. Mimosas e eucaliptos ocupam agora muitos espaços onde arderam outras árvores mais ou menos autóctones. E o ciclo da história põe-se a jeito para se repetir: umas quantas replantações de pinheiros, muitos eucaliptais novos… Que raio: que o monarca chamado Afonso III e o seu sucessor, Dinis, que algum historiador resolveu cognominar de «Lavrador» não percebessem nada de ecologia, eu até desculpo: os homens viveram há 700 anos… A sua responsabilidade sobre o início da monocultura do pinheiro no nosso país, desculpa-se por muitos motivos, até pela natureza dos solos, mas no século 21 já não há desculpas para se cair nos erros que o tempo nos ensinou serem desastrosos, sobretudo se nos lembrarmos do que aconteceu em outubro de 2017… Bem, alegadamente a «Máfia do Pinhal» terá tido muito a ver com este tenebroso acontecimento, porém o ordenamento e a continuidade da espécie foi o rastilho para que ardessem nove mil e quinhentos hectares (86%) do Pinhal de Leiria! Todos ouvimos falar nas causas naturais, nos descuidos, nos acidentes e na má intenção que “responsabilizam” a origem dos fogos, a que se acrescenta sempre o ordenamento do território, o tipo de plantas, etc. etc. Mas nunca mais aprendemos! Bastava consultarmos «A árvore em Portugal», do arquiteto paisagista e ecologista Gonçalo Ribeiro Telles (por diversas vezes ministro), os seus muitos artigos e a legislação que deixou para percebermos que: «A limpeza da floresta é um mito. O que se limpa na floresta, a matéria orgânica? E o que se faz à matéria orgânica, deita-se fora, queima-se? Dantes era com essa matéria que se ia mantendo a agricultura em boas condições e melhorando a qualidade dos solos. E, ao mesmo tempo, era mantida a quantidade suficiente na mata para que houvesse uma maior capacidade de retenção da água. Com a limpeza exaustiva transformámos a mata num espelho e a água corre mais velozmente e menos se retém na mata, portanto mais seco fica o ambiente. A limpeza tem que ser entendida como uma operação agrícola. Mas esta floresta monocultural de resinosas e eucaliptos, limpa ou não limpa, não serve para mais nada senão para arder. Aquela floresta vive para não ter gente.» Acho que há muito que sabemos tudo, bastará que se ponha em prática… nem que seja a fugir do Reinaldo (lembram-se os mais velhos?) quando arrancávamos os eucaliptos que nos retiraram o Ripilau… E a este propósito, lembro-me de um provérbio atribuído ao povo Aborígene: «Somos todos visitantes deste tempo, deste lugar. Estamos só de passagem. O nosso objetivo é observar, crescer e amar… E depois, vamos para casa!» Bem hajam e fiquem com SAÚDE! Opinão: Mário Reis – Professor do 1º ciclo no Agrupamento D. Sancho I, Pontével Membro da Assembleia Municipal do Cartaxo Dirigente associativo dedicado ao teatro

Opinião – “Ser oposição em Benavente

Ao longo de 40 anos, a CDU tem governado a Câmara Municipal de Benavente com maioria absoluta, apenas interrompida na Assembleia Municipal, neste mandato 2017-2021, graças ao PS e PSD, que capitalizaram o voto dos descontentes. O PS que lidero neste mandato, conseguiu um dos melhores resultados de sempre desde 1976, que nos poderia ter dado a presidência da Assembleia Municipal de Benavente, caso um dos eleitos do PS ou PSD não tivesse votado na eleita da CDU, por voto secreto. E por aqui começo a descrever o que é ser oposição neste concelho ? É dedicares vários anos de vida a uma causa, em nome de convicções políticas, princípios e valores de justiça social e fiscal, de igualdade, imparcialidade, isenção, desenvolvimento e progresso do Concelho de Benavente. é lutar contra uma rede de poder instituído com fortes ligações ao movimento associativo e instituições de solidariedade social, que merecem todo o respeito e consideração, pelo trabalho comunitário que desenvolvem, mas que ao ser subsidiado pela Câmara Municipal, fica muitas vezes comprometido eleitoralmente com essa força política, na hora de votar. É lutar contra certa comunicação social subsidiada pela Câmara Municipal, que faz oposição ao PS e principal adversário do Presidente da Câmara Municipal, para que os subsídios pagos com o dinheiro dos impostos do povo, não lhes falte e se possível sejam aumentados. É lutar contra os favores e interesses individuais instalados, dos que comem à mesma mesa do anexo ilegal da casa do Presidente da autarquia. É observar na praça pública, por vezes, alguns militantes do próprio partido, a fazerem oposição aos seus eleitos. É ouvires o Presidente da Câmara Municipal, gabar-se de receber no seu gabinete, alguns dos militantes do PS, que vão fazer queixas dos eleitos do partido. É assistires nas redes sociais, alguns que fazem parte do sistema e da rede de poder instituído ou que dela beneficiam, a tentar denegrir e descredibilizar a tua imagem, umas vezes com perfis falsos, outras com perfis verdadeiros. É assistires, por vezes, à incompreensão de alguns, que não entendem que estás na política para servir o bem coletivo, em vez dos interesses individuais. É teres de pagar do teu bolso para fazer política. É perderes anos de vida por uma causa e missão pública. É uma luta de David contra Golias, onde os meios que tens são escassos para o desafio hercúleo que tens e que só o fazes porque acreditas e confias nos teus princípios, valores e capacidade, os quais achas necessários para o bem da democracia e do desenvolvimento e progresso do concelho de Benavente. Por tudo isto e muito mais que não me é possível descrever, digo ” ser oposição em Benavente, é uma luta de David contra Golias”. Opinião Pedro Pereira, Licenciado em Gestão Autárquica, Vereador da Câmara Municipal de Benavente e Autor do livro “Frases que podem mudar a sua vida”.

OPINIÃO: MÁRIO REIS – A MEMÓRIA

Nas duas décadas em que venho acompanhando mais proximamente a atividade autárquica, constato que a preservação da memória do Concelho tem sido utilizada por todas as forças políticas como promessa eleitoral, sob a forma de um «Arquivo Municipal». Parece que este é um assunto de grande peso para convencer o eleitorado. Começou com a Coligação Democrática Unitária, ideia nascida do historiador Dr. Rogério Coito com o patrocínio do candidato Eng. Carlos Santos… «Compreende-se!» Depois, popularizou-se, a ideia, porque no concreto, nada! Avanços e recuos, sempre foi a «ovelha ranhosa» das promessas eleitorais, malgrado até ter tido obras prometidas… Mas nestas andanças, eu gosto muito do trabalho arejado dos mais novos e, por isso, fui ler a Dissertação de Mestrado em Política Cultural Autárquica de Ricardo Moreira, de 2014: «Na perspetiva de uma autarquia, o arquivo é compreendido como a unidade de serviço administrativo especializado cuja missão consiste em receber, organizar, guardar, tratar e preservar a documentação relativa à memória do município. Deve também promover a gestão integrada dos documentos produzidos pela autarquia, desenvolvendo produtos e serviços de informação com o objetivo de satisfazer todas as necessidades das diversas partes interessadas.» Pronto, não precisava de mais nada. E à minha memória veio a exposição «200 anos de Teatro», onde a Área de Serviço reuniu, pela mão do seu presidente, Frederico Corado, as paredes do Centro Cultural cheias de informação sobre o que foi esta arte no nosso concelho… depois: caixotes! (literalmente) Pensei no trabalho do Telmo Monteiro e do Rui: o projeto «Memórias Fotográficas» do Cartaxo… agora, onde está? E do «Arquivo de Imagem do Cartaxo» que chegou a ser concretizado ao nível da organização, mas que se ficou pelas reuniões… E lembrei-me ainda das minhas muitas caixas cheias de trinta anos de recortes de jornais sobre o Concelho: nos primeiros cinco ou seis anos, ainda fui arquivando… agora, vou amontoando! Algum dia, «lá para o ano três mil e tal». Mas, voltemos ao Mestre Ricardo (desculpe lá o abuso de confiança): «Na sociedade atual, deverá esquecer-se a ideia do arquivo como simples depósito ou coleção de documentos. Uma mudança de paradigma é fundamental, e a evolução conhecida nos últimos tempos remete-nos para uma visão do arquivo municipal como um serviço altamente especializado, procurando implementar as melhores práticas de gestão integrada da documentação e informação, orientadas para o cidadão, num esforço de melhoria contínua, com vista à satisfação e mesmo superação das suas expetativas de qualidade, com objetivos de eficácia e eficiência.» Quando me caíram-me os olhos na última citação deste capítulo: «Note-se que o arquivo espelha a instituição no seu funcionamento, na sua estrutura organizativa e nas atividades que desenvolve.» Ah! Eu sabia que a ausência de esforço para concretizar o Arquivo Municipal, tinha qualquer coisa a ver com a realidade… E , ale uma aposta? Nos programas eleitorais que os partidos farão sair lá mais para o ano, lá voltaremos à promessa do Arquivo Municipal. Mas, vêm mesmo a propósito os versos de António Gedeão, no Poema do Alegre Desespero: «Compreende-se que lá para o ano três mil e tal ninguém se lembre de certo Fernão barbudo que plantava couves em Oliveira do Hospital, ou da minha virtuosa tia-avó Maria das Dores que tirou um retrato toda vestida de veludo sentada num canapé junto de um vaso de flores. Compreende-se. (…) Compreende-se Lá para o ano três mil e tal. E o nosso sofrimento para que serviu afinal?» Bem hajam e fiquem com SAÚDE! Opinião Mário Reis: Professor do 1º ciclo no Agrupamento D. Sancho I, Pontével Membro da Assembleia Municipal do Cartaxo Dirigente associativo dedicado ao teatro

Opinião: Pedro Pereira – População de Benavente dá exemplo democrático!

População de Benavente dá exemplo democrático! A crescente participação da população de Benavente nas reuniões de Câmara Municipal e Assembleia Municipal, são uma das maiores conquistas deste mandato autárquico 2017-2021. A população perdeu o medo de participar nos locais de decisão e de confrontar o executivo CDU sobre os problemas da terra e comunidade. Na última assembleia municipal, a problemática da insegurança da população para com a comunidade cigana, levou cerca de 100 pessoas a participar. Na última reunião de Câmara Municipal, cerca de 15 pessoas, confrontaram o executivo sobre vários assuntos, um dos quais “a falta de dinâmica da vila de Benavente”. Parece que a população acordou e percebeu que tem uma palavra a dizer no desenvolvimento da sua terra, fruto da incapacidade do executivo cdu em dar resposta aos anseios da população. A população inconformada tem contribuído positivamente para o debate democrático no município de Benavente. Opinião Pedro Pereira, Licenciado em Gestão Autárquica, Vereador da Câmara Municipal de Benavente e Autor do livro “Frases que podem mudar a sua vida”

Opinião – ECONOMIA PORTUGUESA VAI RECEBER CHOQUE VITAMÍNICO

Vem aí o Next Generation, o super-mecanismo financeiro da União Europeia criado especificamente para apoiar os Estados-Membros a saírem da crise provocada pela pandemia de Covid-19. A ideia é aplicar este dinheiro até 2026, dando à economia europeia uma espécie de choque vitamínico, que a dinamize e que a recoloque numa trajetória de crescimento. Dentro do Next Generation estão diversos instrumentos, sendo o Instrumento de Recuperação e Resiliência (IRR) o mais falado: são 12 974 milhões de euros de subsídios a fundo perdido para Portugal, a que acresce a possibilidade de o país aceder a mais 13 196 milhões de euros em empréstimos. Chamam-lhe bazuca, tiro de canhão, pipa de massa e até orgia (não sei onde Durão Barroso foi buscar a ideia…), para logo de seguida surgirem os problemas e os medos de não conseguirmos gastar tudo. Em linguagem mais técnica, há o receio de não se conseguir executar todo este dinheiro. Para ser executado – e estou só a referir-me à componente de subsídio (os tais “grants”) – este dinheiro precisa de uma tutela, de um modelo de governação e de um bom Plano de Recuperação e Resiliência, aprovado pela Comissão Europeia. É nessa tarefa que anda concentrado o Ministro do Planeamento por esta altura. E o que é “executar” este fundo? É ter o tal “bom Plano”, um plano consistente devidamente aprovado, ter uma Autoridade de Gestão, e ter bem noção dos timings. Entre 2020 e 2026, a economia nacional tem muito que fazer: até 2023 estará a executar os projetos aprovados no âmbito do Portugal 2020, cuja dotação é para aproveitar até ao último cêntimo; de 2021 para a frente é tempo de preparar os projetos que vão ser enquadrados pelo próximo Quadro Financeiro Plurianual, os fundos comunitários a que Portugal tem direito entre 2021 e 2027; e entre 2021 e 2026 haverá um instrumento financeiro excecional ao serviço de reformas estruturais que devem constituir a alavanca para que Portugal ultrapasse definitivamente as suas debilidades e vícios de funcionamento. São reformas em muitas áreas, que vão exigir capacidade de resposta ao desafio, que tanto é um desafio do setor público, como do setor privado. É certo que o Plano tem de ser bom e a metodologia adotada para o materializar tem sido adequada. Mas também é certo que vamos ter de estar todos a remar para o mesmo lado, sem ideias cristalizadas num tempo que já não existe. É aqui que contamos com o contributo das novas gerações, porque acreditamos que temos nas mãos a oportunidade de fazer um país melhor para os nossos filhos e para os filhos dos nossos filhos. Contamos com a vossa participação num processo de construção: precisamos de novos paradigmas sociais, urbanos e económicos, precisamos de novos postos de trabalho que absorvam as novas qualificações e precisamos que a requalificação profissional seja uma realidade, para que ninguém fique para trás num mercado de trabalho que está a modernizar-se de dia para dia. Precisamos de preencher o nosso território com projetos válidos e sustentáveis. Opinião La Salette Marques, Consultora de Comunicação.Autarca na Assembleia Municipal do Cartaxo.

Opinião: Mário Reis – NÃO PASSOU NA INSPEÇÃO…

Há uns dias, aí pelo Facebook ou outra rede qualquer, tivemos a notícia do encerramento da rua do Quintino para obras. Exultámos de alegria, finalmente! Não voltaríamos a ver as portas envidraçadas do Centro Cultural todas sujas, malgrado as diligências das funcionárias, não voltaríamos a pisar poças lamacentas, não voltaríamos a tropeçar… Ingénuos! Em cinco dias, com um fim de semana de permeio, querias um piso novo! Vai lá, vai! «Mas ficou muito melhor!» Dirão os “amigos do peito”. «São só remendos.» Dirão os outros… E o meu carro… não passou na inspeção periódica: que tinha não sei que folga nos rolamentos não sei de onde e mais os foles de não sei quê, cheios de uma coisa qualquer esquisita! Bolas! – Ó vizinho, disse eu com aquele ar de condenado à forca, mas isso é só assim um barulhinho… mais quando viro para a direita (raios me partam!). – Pois é, responde um jovem sorriso de “já me deram essa desculpa quinhentas vezes”, você vive no Cartaxo, não é? E está lá na Câmara, não é? Olhe, mande arranjar as ruas! – Isto é que o gajo é parvo (esta parte fui eu só a pensar antes que o tipo me encontrasse mais uma data de folgas): não são as ruas é o PAVIMENTO!! Lembro-me bem de o Município indemnizar cidadãos pelos estragos provocados nas suas viaturas por causa do mau estado das estradas, ruas e demais artérias: isto é, o problema é «pandémico», como se diz agora, ou será «congénito» (politicamente falando), como dizíamos há uns anitos? O mau estado das ruas do Cartaxo, já não é digno sequer de comentários nas “redes sociais”, porém, foi merecedor de uma verba (geral) de cerca de 410 mil euros, em sede do Orçamento para 2020, englobando obras diversas com «passagens hidráulicas» (são pequenas pontes), beneficiação do acesso à ponte Rainha D. Amélia… ficando com 190 mil euros para a beneficiação da rede viária. Não sei se é muito, se chega, ou se é pouco dinheiro. O que sei é que, até à data, quase nada! Só falta saber o significado político disto tudo: os buracos da rua do Quintino, estão tapados! É verdade: ninguém publicou fotografias e vídeos no Facebook… está tudo na praia… Para o “poder”, 2,15% do orçamento para benefício das estruturas públicas rodoviárias, foi a parte cheia do copo, para o cidadão comum, trata-se de uma despesa adicional, no seu próprio orçamento familiar, de contas com as oficinas de reparação automóvel. Para a segurança, em geral: o copo está seco! Lembrei-me do poeta popular mais conhecido entre nós, António Aleixo: «Vós que lá do vosso império Prometeis um mundo novo. Calai-vos, que pode o povo Querer um mundo novo, a sério!» Bem hajam e fiquem com SAÚDE! Opinião Mário Reis: Professor do 1º ciclo no Agrupamento D. Sancho I, Pontével Membro da Assembleia Municipal do Cartaxo Dirigente associativo dedicado ao teatro

Opinião: As promessas de um Oásis no município de Benavente!

Nas últimas semanas, no município de Benavente, a um ano das eleições autárquicas, um conjunto de “projetos”, que estavam na gaveta há mais de um mandato, que já oiço falar há mais de 4 anos, parecem inundar certa comunicação social regional e redes sociais. Espero que não sejam apenas mais promessas eleitorais para enganar o povo. O presidente está em plena campanha eleitoral, utilizando certa comunicação social subsidiada pela Câmara Municipal de Benavente, ou seja, com o dinheiro dos impostos de todos os concidadãos. São milhares e milhares de euros todos os anos para propaganda, grande parte dela enganosa, ora para tentar atacar e descredibilizar a oposição socialista, ora para tentar promover o presidente. Nada disto é novo, é apenas a continuidade da propaganda publicitária com pouca obra feita, promovida por certa imprensa que teima em fazer assessoria de imprensa à Câmara Municipal de Benavente, em vez de fazer jornalismo com isenção, imparcialidade e verdade. A novidade é que as promessas e publicidade, coincidem com uma previsível crise económica e social sem precedentes em Portugal e na Europa, o que torna as coisas mais descaradas. Em plena crise, o Presidente Coutinho promete o Oásis no município de Benavente e perdeu a noção da realidade, tudo para se auto promover e dar balanço à sua recandidatura. Opinião – Pedro Pereira, Licenciado em Gestão Autárquica, Vereador da Câmara Municipal de Benavente e Autor do livro “Frases que podem mudar a sua vida”.

Opinião: INFELIZMENTE, NÃO FICAMOS TODOS BEM… Más notícias: A FLEXIMOL VAI ENCERRAR!

Em bom abono da verdade, foi declarada insolvente pelo Tribunal. No próximo dia nove de setembro, realizar-se-á uma Assembleia de Credores e podem decidir celebrar um acordo para a empresa continuar a funcionar…

Opinião: Pedro Pereira – República das Bananas

A manutenção do cargo do coordenador da proteção civil municipal de Benavente, por parte do Presidente da Câmara Municipal, é um caso de República das Bananas. Porquê ? O cargo de coordenador municipal da proteção Civil, é de confiança pessoal e política. O Presidente da Câmara Municipal é o responsável máximo pela proteção civil e pela nomeação do coordenador. Este, por sua vez, com atos e factos, quebrou a confiança e lealdade, que são exigíveis ao exercício do cargo. Mas, o Presidente da Câmara Municipal de Benavente, continua a mantê-lo no cargo. Um sinal de falta de autoridade e de liderança, por parte do Presidente, só possível num município com um caso típico de uma República das Bananas.

Opinião: La Salette Marques – Chega – PSD

A política portuguesa viveu um episódio complicado nos últimos dias, episódio esse que carece de clarificação, sob pena de virmos muito em breve a assistir à morte de um dos partidos fundadores da nossa democracia, o PSD. O líder do PSD, Rui Rio, tem vindo a assumir uma postura de Estado, mostrando que o seu partido quer ser parte da solução para Portugal, muito especialmente no momento de pandemia que o Mundo está a atravessar. Rui Rio tem explicitamente recusado a demagogia, mesmo quando fala apenas para dentro do seu partido, como tantas vezes tem acontecido. Alcançou um estatuto que lhe valeu elogios internacionais. Foi por isso que se ouviram com enorme espanto as suas palavras de disponibilidade do PSD para se aliar ao Chega: “se o Chega evoluir, apesar de estar muito à direita, para uma posição mais moderada, eu penso que as coisas se podem entender”. É verdade que o PSD foi a incubadora política de André Ventura. O líder do Chega é a criatura e o PSD o seu criador. Mas esta não é forma de o criador lidar com a criatura, que degenerou, indo para a extrema direita do espectro político! O Chega representa em Portugal as políticas extremistas, xenófobas e racistas que proliferam pela Europa e pelo resto do Mundo, assentes numa cultura de falsos nacionalismos, de ignorância e de superficialidade no debate, fazendo uso da manipulação da realidade e da informação, desinformando e assustando. André Ventura personifica tudo isto, ora vitimizando-se, ora apresentando-se como o messias. Mas que projeto tem para o país? O que conhece do país? O que fez pelo país? Talvez André Ventura conheça bem certas realidades, já que tão bem incorpora no seu discurso as reivindicações populares de mesa de café. E também sabe falar de futebol! E sabe usar a oratória, a retórica e gesticula como se estivesse na barra do tribunal. Portanto, não tem dificuldades na articulação das palavras, nem nas articulações dos ombros ou dos braços, mas é portador de ideias desarticuladas, incompatíveis com o Estado de Direito, com a Constituição e com a Democracia. É esta a força política com que Rui Rio está disponível para se entender, desde que evolua “para uma posição mais moderada”. Mas de que espécie de moderação fala o líder social democrata? É que nós já temos um partido da direita moderada, o CDS, aliado tradicional do PSD, que Rui Rio poderia ter considerado na resposta à pergunta que o jornalista lhe colocou, sobre uma eventual parceria com o Chega. Em vez disso, o presidente do PSD preferiu colocar ao Chega condições inaceitáveis, como deixar a demagogia e o populismo, que são precisamente as ferramentas que esta força política usa para atrair o seu eleitorado. Para termos uma ideia de como esta disponibilidade do PSD para um eventual entendimento com o Chega pode ter um resultado catastrófico para os social democratas, e certamente muito mau para Portugal, a resposta de André Ventura foi elucidativa: “ou o PSD muda ou o Chega, que já é a terceira força política nas sondagens, será a segunda e acabará com o PSD”. Esta é a relação que existe neste momento entre o criador e a criatura, que degenerou e que está disposta a canibalizar o eleitorado laranja à custa sabe-se lá de que argumentação ou de que projeto. Rui Rio, depois da resposta que deu, tem agora que dar muitas outras respostas e clarificar muito bem o espaço político que pretende ocupar. Como está bem de ver, os portugueses que habitam a área da social democracia não vão querer envolver-se com um partido que está disposto a ser uma ponte para o Chega.  Opinião: La Salette Marques, Consultora de Comunicação.Autarca na Assembleia Municipal do Cartaxo.

Opinião: Mário Reis – Como vamos ficar de Vinhos?

Na semana passada terminei a minha reflexão, publicada neste «lugar», com uma pergunta: Com os toneis, pipas e armazéns cheios. Com uma vindima à porta… que soluções? Escrevia sobre o setor vitivinícola, porque tinha saído muito apreensivo de uma “Audição Pública” promovida pelo Partido Comunista Português, sobre o tema «O impacto da pandemia nos pequenos produtores de vinho», que contou com a presença de alguns curiosos, de pequenos produtores locais e do deputado à Assembleia da República, Dr. António Filipe. E o mais curioso é que não faltaram críticas e elogios ao setor, apoios e sugestões, soluções radicais e todas as certezas do mundo… «É um fenómeno curioso: O país ergue-se indignado, Moureja o dia inteiro indignado, come, bebe e diverte-se indignado, mas não passa disto. Falta-lhe o romantismo cívico da agressão. Somos socialmente, uma coletividade pacífica de revoltados.» Miguel Torga, Diário XIV Desde o fechar das fronteiras à importação de vinhos e uvas (como se os franceses não estivessem também com graves problemas), até à obrigação de as adegas cooperativas e os grandes armazenistas e produtores serem obrigados a receber a produção nacional possível (como se fosse um ato democrático a imposição de posturas públicas a entidades privadas), houve um pouco de tudo: Apoiar o armazenamento, revitalizando as estruturas do Instituto do Vinho e da Vinha; Apoiar o preço de venda; Valorizar o preço do «pé» para a destilaria; Legalizar a venda de vinho a copo, com petiscos, nas adegas dos pequenos produtores; Ou, em último caso, melhorar o subsídio de 40 cêntimos por litro para transformação em álcool gel. O Deputado do Círculo de Santarém, Dr. António Filipe, levou uma mão cheia de recados, esperemos que façam sentido e que os pequenos produtores de vinho consigam “arribar” desta situação. Bem hajam e fiquem com SAÚDE! Opinião; Mário Reis: Professor do 1º ciclo no Agrupamento D. Sancho I, Pontével Membro da Assembleia Municipal do Cartaxo Dirigente associativo dedicado ao teatro

Opinião: Pedro Pereira – “Bruno de Carvalho, volta estás perdoado”

Sempre assumi ser defensor do presidente Bruno de Carvalho, apesar de alguns excessos e erros cometidos. Nunca fui atrás da onda mediática que o dava como autor moral ou culpado do ataque à academia. Sempre disse que Frederico Varandas não tinha perfil para presidir um clube de futebol como o Sporting, tendo em conta a realidade do sistema de poder que gere o futebol português. E pelos vistos tenho razão. O Sporting ficou afastado das competições europeias e cava ainda mais o fosso que o separa dos dois rivais. O Sporting perde receitas importantes e gastou 10 milhões de euros num treinador inexperiente e sem provas dadas, que não conseguiu os objetivos mínimos. São dois falhanços: desportivo e financeiro. Com Bruno de Carvalho, o Sporting lutava, taco a taco, com os dois rivais. E ganhava títulos nas restantes modalidades. O Sporting tinha devolvido a esperança aos adeptos de poder conquistar títulos no futebol a qualquer momento. Agora estamos condenados a lutar pelo 3.° lugar com o Sporting de Braga. Esta é a realidade dos factos. Por isso digo, “volta Bruno de Carvalho, estás perdoado”.

Opinião: Mário Reis – Como estamos de Vinhos?

O setor vitivinícola, não é propriamente a área onde estou mais à vontade, por duas razões: não gosto de bebidas alcoólicas (como não gosto de sushi, nem de couve flor) e, para além do que vou lendo na comunicação social

Opinião: Diz o provérbio que o copo está meio cheio ou meio vazio, conforme o ponto de vista.

Ora vejamos: deu motivo de grandes parangonas em toda a comunicação social local, o facto de a Câmara do Cartaxo ter reduzido o «passivo em mais de dois milhões de euros em 2019» (sic).

Opinião: La Salette Marques – A Politica Europeia também tem Bastidores

Uma Europa mais próxima dos cidadãos, fomentando um desenvolvimento sustentável e integrado das zonas urbanas, rurais e costeiras, e as iniciativas locais.

Opinião: Gonçalo Ferreira Gaspar – Em política o que parece é.

Um órgão político, comunicou a retirada de pelouros de uma vereadora de um órgão autárquico. Tudo isto até podia ter uma réstia de normalidade discutível, se ambos os órgãos fossem liderados pela mesma pessoa, o que não são.

Espaço de Opinião – Sexta-feira com Miguel Ribeiro

Toda esta pandemia, fez de facto uma mudança enorme na vida de cada um nós.. O Teletrabalho, as compras e vendas online, os serviços públicos, as actividades desportivas e culturais.

Uma coisa é bater palmas à varanda, outra é pretender uma iniciativa legislativa

Aconteceu na última Assembleia Municipal: uma moção da CDU, sobre o Serviço Nacional de Saúde, mereceu um tom exaltado de crítica da bancada do PS, por «vir do partido».

Opinião: Pedro Pereira – “Heróis só nos filmes”

Em Portugal, uma parte da população tem o hábito de chamar de heróis, a humanos dedicados e que cumprem a sua missão.

Opinião: La Salette Marques – Teletrabalho : porque sim e porque não

O conceito não é novo, embora para os portugueses seja uma novidade que se concretizou com a pandemia. E veio para ficar, naquele que é chamado o “novo normal”.

Gonçalo Ferreira Gaspar – Opinião: Cartaxo – Capital do Confinamento

A promoção turística do concelho do Cartaxo tem de obrigatoriamente passar pelo vinho, pela gastronomia, pelo touro e pelo cavalo, pelo folclore, pela Palhota e pelo Tejo.

Espaço de Opinião – Sexta-feira com Miguel Ribeiro

Uma das primeiras coisas que a internet nos trouxe foi a partilha de informação, de uma forma fácil, eficaz e acessível a praticamente toda a população mundial no seu geral.

A Conversa nas Redes Sociais sobre a Limpeza do Espaço Público no Cartaxo

Sem poder retornar a essa «conversa», por falta de domínio das redes, ditas, “sociais”, acompanhei há uns dias uma troca de opiniões, por sinal muito educada e sem qualquer exaltação, contrariando o que normalmente oiço.

Opinião: Pedro Pereira -” Governo e o país, entre a espada e a parede”

O governo, começou bem na prevenção do covid 19, pedindo recolhimento às pessoas, dando prioridade à saúde da população e prejudicando a economia.

Opinião: La Salette Marques – Trabalho Igual, Portugal Desigual

A semana começou com notícias sobre o nosso Portugal desigual em matéria de rendimentos: as mulheres ganham 16% menos do que os homens; os gestores das empresas cotadas em bolsa ganham, em média, 30 vezes mais.

Opinião: Gonçalo Gaspar – Há oportunidades com o Covid-19

O Cartaxo não é exceção, logo terá que criar uma estratégia que absorva algumas das suas necessidades mas também alguns dos anseios do país que cada vez estará mais virado para si.

Miguel Ribeiro

Opinião – Sexta-feira com Miguel Ribeiro, Consultor de Cibersegurança

Cidades Inteligentes e outras menos..

Há muito tempo que o Cartaxo podia ter apostado em automatizar e rentabilizar os processos de limpeza e manutenção dos espaços públicos e das vias publicas…

Opinião: Mário Reis-Irresponsáveis! Idiotas! Egoístas!

Estão fartos de estarem fechados? Fartos de não irem passear? Fartos de andarem de máscara? Fartos de não estarem com as pessoas de quem gostam?

Opinião: Pedro Pereira A maior luta que travas é contigo próprio!

A morte do ator Pedro Lima, remete-me para uma frase do meu livro “a maior luta que travas, é contigo próprio”. E todos os dias, tens de lutar para sobreviver e viver.

Opinião: La Salette Marques O FUTURO É AGORA

Mesmo que ainda em luta contra a Covid, Portugal dá passos no sentido da prevenção de uma crise anunciada, cuja extensão de danos não é conhecida, mas que se prevê grande.

Espaço de Opinião – Sexta-feira com Miguel Ribeiro, Consultor de Cibersegurança

Se há uns anos atrás o grupo de amigos de uma criança eram os seus vizinhos com quem jogava há bola na rua, hoje em dia eles podem ser um pouco de toda a parte do mundo..

Opinião: praça de touros (assim mesmo: Mercado Municipal com letra maiúscula

Pelas constatações, se dúvidas havia, cai por terra desamparado o argumento de que não havia ali espaço para os feirantes do mercado semanal como estes exigiam, apoiados em grande maioria pelos vendedores da Praça e lojas das redondezas.

Opinião: Pedro Pereira Passados 13 anos, o mistério continua, sobre desaparecimento de Maddie

Passados 13 anos, o mistério continua, mas esta hipótese parece ter caído por terra. A ser verdade que os pais são inocentes, são 13 anos de sofrimento, culpa e injustiça. Sofrimento pelo desaparecimento da sua filha.

Opinião – La Salette Marques, Vivemos tempos inesperados, angustiantes e tristes

Um ano letivo atípico, com alunos em casa e ensino à distância; famílias com quebras de rendimento que as colocam no limiar da pobreza; desemprego aumentado; empresas em rutura financeira…

Opinião – As associações culturais e desportivas são um sector que vive do voluntariado dos seus dirigentes

O poder político tem o dever de informar e apoiar o movimento associativo, através da transferência de algumas competências e no apoio técnico e administrativo, no acesso a fundos e a financiamento que permita garantir as condições necessárias…

Miguel Ribeiro

Espaço de Opinião – Sexta-feira com Miguel Ribeiro, Consultor de Cibersegurança

Informática em tempos de Covid-19..

Nos dias que correm , com o ensino à distancia, trabalho à distancia e aumento exponencial de compras online, nunca a nossa preocupação em Segurança Informática foi tão grande..

Espaço de Opinião – Mário Reis – “O PAI TIRANO”

O Governo da Nação é o pior exemplo de PAI que se pode utilizar nos anais da educação parental: perante uma grave necessidade dos seus FILHOS, reforça-lhes a semanada.

Espaço de Opinião – Pedro Pereira – “De vilão a inocente”

Quando um inocente é acusado na praça pública e o transformam em vilão e quando um tribunal o absolve dos crimes de que foi acusado e o transforma em inocente, o mínimo que devemos pedir é desculpas.

Espaço de Opinião – Quinta-feira com Mário Reis, Professor do 1ºciclo

AFETADOS, ESTAMOS TODOS!

Pertenço ao grupo de privilegiados que, face à epidemia Covid-19, sofreu apenas os efeitos da ausência: ausência de convívio, ausência de contacto, ausência

Espaço de opinião –com – Pedro Pereira

Marcelo e Costa “Um casamento por conveniência” À beira das eleições presidenciais, que se realizam em Janeiro de 2021

Gonçalo Ferreira Gaspar – Opinião: O desconfinamento

Apanhados desprevenidos, sem perceber a verdadeira dimensão dos danos económicos e sociais, a obrigação de uma reação e de uma adaptação quase espontânea

Opinião – “O Correio do Alerta” Com Gonçalo Ferreira Gaspar – Advogado.

Gonçalo Ferreira Gaspar, Advogado. O Correio do Alerta é um espaço de opinião sobre matérias políticas de âmbito local, regional e nacional que visa transmitir um olhar critico  sobre a atualidade semanal, enviando alertas para reflexão dos ouvintes. Para ouvir na Rádio 102.9 fm Segunda-feira, 07h20 – 10h40 – 18h40 Sábado 11h40 Domingo 19h30