Opinião: Mário Reis – Do Fake ao Orçamento de Estado

Fomos assistir à peça produzida pela Formiga Atómica e que estreou no Centro Cultural do Cartaxo, no âmbito do projeto «Rede Eunice Ageas», para a difusão de produções do Teatro Nacional D. Maria II: «Fake». Gostei!… e o espetáculo provocou em mim aquilo por que gosto tanto de teatro: fez-me pensar… E como o pensamento ainda é uma gigantesca bola de neve, em processo de aceleração constante, comecei a passar em revista o último e mais marcante acontecimento político local: o pretenso resgate da concessão da distribuição das águas à Cartágua. Esta novidade, o resgate da concessão, tem origem, pelos vistos, no artigo 87º da Proposta de Lei do Orçamento de Estado para 2021, na próxima semana coloco-a aqui. Porém, começo por realçar que esta Proposta de Orçamento apenas deu entrada na Assembleia da República, será votada na generalidade no próximo dia 28, depois, ficará sujeita a debates, alterações e contrapropostas na especialidade, e prevê-se a sua votação final para o dia 26 de novembro e a respetiva promulgação pelo Presidente da República, na segunda quinzena de dezembro… Só para que fiquemos esclarecidos, a Lei do Orçamento de Estado do corrente ano (2020) foi publicada em março! Bem, o que interessa agora, é que os “Grupos Parlamentares” da Assembleia Municipal foram informados do convite feito pelo Presidente da Câmara Municipal ao Presidente da Direção Executiva do Fundo de Apoio Municipal, para a «avaliação das condições para resgate do contrato de concessão de distribuição de água e saneamento celebrado entre o Município do Cartaxo e a empresa Cartágua, SA.» (citando, do respetivo ofício a que tive acesso). Entretanto, temos de nos deter no Artigo 422º do Código dos Contratos Públicos, o Decreto-Lei n.º 18/2008, que está sob o título exatamente de «Resgate», dispõe assim: 1 – O concedente pode resgatar a concessão, por razões de interesse público, após o decurso do prazo fixado no contrato ou, na sua falta, decorrido um terço do prazo de vigência do contrato. 5 – Em caso de resgate, o concessionário tem direito a uma indemnização correspondente aos danos emergentes e aos lucros cessantes, devendo, quanto a estes, deduzir-se o benefício que resulte da antecipação dos ganhos previstos. 7 – O resgate determina a reversão dos bens do concedente afetos à concessão, bem como a obrigação de o concessionário entregar àquele os bens abrangidos, nos termos do contrato, por cláusula de transferência. A linguagem muda… há uns meses, Pedro Ribeiro afirmava que as situações detetadas pela ERSAR, a entidade reguladora, “poderão incorrer em ilícitos criminais e irregularidades procedimentais em todo o processo de concessão”, o que fazia adivinhar um procedimento na âmbito da justiça, mesmo que o tenhamos ouvido dizer, em recente visita às estações de tratamento, que a qualidade o serviço da Cartágua é excelente e que o Município não tem a capacidade de investimento da empresa… Em que é que ficamos? Foi desta maneira que «Fake» inspirou esta reflexão: viveremos “realmente” entre dois mundos? Continuaremos na próxima semana, Bem hajam e SAÚDE!  Opinião – Mário Reis:         Professor do 1º ciclo no Agrupamento D. Sancho I, Pontével Membro da Assembleia Municipal do Cartaxo Dirigente associativo dedicado ao teatro

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Opinião: Pedro Pereira – Orçamento das esquerdas

PS e António Costa dramatizam e diabolizam, hipotético, mas pouco provável, chumbo do orçamento, porque querem continuar a governar o país, que na verdade não precisa de uma crise política neste momento. Bloco de esquerda pressiona e exprime o governo socialista até onde pode, para ver um conjunto de propostas e medidas incluídas e reivindicar louros perante o povo. E neste jogo de negociação, Costa e o governo PS vão ver o orçamento aprovado como se o país fosse governado por uma coligação das esquerdas. Por isso, este orçamento será um orçamento das esquerdas, mas não será um orçamento do partido socialista. Opinião: Pedro Pereira Licenciado em Gestão Autárquica, Vereador da Câmara Municipal de Benavente e Autor do livro “Frases que podem mudar a sua vida”.

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Apps Obrigatórias…

Vivemos tempos no mínimo complicados, onde a palavra Obrigatório surge de uma forma cada vez mais frequente, para o bem comum…Mais que isso, as repercussões de não obedecer a essas novas regras são também elas cada vez mais severas.. StayAwayCovid A App que o governo quer tornar de uso obrigatório, é em primeiro lugar a primeira aplicação a ser obrigatória para todas pessoas.. Nunca antes na historia de Portugal isso tinha acontecido, que o cidadão tenha que ter consigo, algo mais que os seus documentos oficias de identificação… Em segundo lugar, ao contrario dos restantes documentos de identificação, ela requer que o cidadão tenha um outro objeto, nomeadamente um smartphone… o que é algo que pode, não ser possível, para todos os cidadãos e o estado não pode supostamente obrigar a que todos os cidadãos tenham de comprar um telemóvel, sobre pena de serem multados ao circularem num espaço publico… Em terceiro lugar, a questão da privacidade.. É uma realidade que temos cada vez menos privacidade, as grandes empresas tecnológicas sabem mais sobre nós, que nós próprios…Cada vemos temos mais camaras de segurança e vigilância, tudo é filmado, temos mais telemóveis, apps, relógios inteligentes, drones, satélites… Tudo é filmado/fotografado…Todas as comunicações digitais são vigiadas, ou passiveis serem “recolhidas”… Dito isto, devemos ter consciência que não vamos voltar para trás, não vamos voltar para a idade da pedra, e a evolução tecnológica é irreversível…Quer dizer com isto que já perdemos ou vamos perder a nossa privacidade? Em parte, sim… Já perdemos uma grande parte da nossa privacidade, mas podemos evitar perder o controlo sobre a mesma… Com a Lei de proteção de Dados as empresas e instituições, foram obrigadas a dar o poder de escolha aos utilizadores/clientes/funcionários, isso permitiu que fossem as próprias pessoas a tomarem essa decisão, dando o controlo sobre a sua privacidade às mesmas…  A Obrigatoriedade não deveria recair sobre as pessoas, mas sobre o Estado que deveria dar o poder de escolha às mesmas. Este é o princípio que devia ser seguido…Estes são para mim os pontos principais sobre a questão da aplicação… Sobre a utilidade da mesma, e se é realmente um elemento fulcral na luta contra o covid e na prevenção do alastramento do mesmo, ao ponto de ser tornar obrigatória e punida com multa no valor de 500€ em caso de infração (Não ter a app instalada) deixo isso para as Perguntas Frequentes do Site da Aplicação (https://stayawaycovid.pt/perguntas-frequentes/) “ Precisamos de uma aplicação para deteção de potenciais exposições a pessoa com COVID-19?Uma vez que não há ainda uma experiência consolidada com este tipo de aplicações, não existe uma resposta definitiva a esta questão. ” Opinião: Miguel Ribeiro: Consultor de Segurança Informática Professor Voluntário na Universidade Sénior do Cartaxo Residente e Natural do Cartaxo

Opinião: Mário Reis – Direitos de Passagem

Vamos, primeiro, tentar explicar este tema: todas as empresas que usufruem de espaço dos municípios para fazerem passar os seus cabos elétricos ou implantar os seus equipamentos e sistemas, são obrigadas ao pagamento de uma taxa denominada Taxa Municipal de Direitos de Passagem e, quando essas empresas têm necessidade de usufruir do solo para atravessarem os municípios com os seus canos de água, de gás, etc., da Taxa Municipal de Ocupação do Subsolo. No caso das empresas de telecomunicações, para além dos “alugueres” dos espaços do domínio autárquico para, por exemplo, as suas “antenas”, esta taxa calcula-se com base na aplicação de um percentual sobre o total da faturação mensal emitida pelas referidas empresas, para todos os clientes finais do respetivo município. Sem qualquer despudor, as empresas cobra(va)m aos seus clientes (finais) esta taxa de passagem: vinha mesmo assim designado nas faturas! Apesar de tudo, o Decreto-Lei n.º 25 de 2017, define que as taxas municipais de direitos de passagem e de ocupação do subsolo não podem ser imputadas ao consumidor. E também obriga as empresas titulares de infraestruturas a comunicarem aos municípios o cadastro das suas redes nesses territórios para efeitos de liquidação da Taxa Municipal de Direitos de Passagem e da Taxa Municipal de Ocupação do Subsolo. Está bem, mas o número 5 do artigo nº 70 daquele Decreto-Lei, reza assim: Tendo em conta a avaliação referida no número anterior, o Governo procede à alteração do quadro legal em vigor, nomeadamente em matéria de repercussão das taxas na fatura dos consumidores. O que equivale a dizer que, quando eu, que nunca joguei, achar uma lotaria com a taluda, a coisa está definida. O irónico de tudo isto, é que este imposto continua a ser pago por mim, pelo leitor destas linhas e por todos aqueles que nem sequer sabem que eu aqui escrevo: 0,25% do valor das nossas despesas de chamadas realizadas do serviço telefónico fixo, a internet fixa – de banda larga, ADSL e fibra – a mensalidade de serviço de televisão por assinatura, e o serviço de distribuição do gás natural… Para o Município do Cartaxo, isto equivale a cerca de seis mil euros por ano… Como se o remendão não se fizesse cobrar da energia elétrica e da renda de casa no preço das meias-solas! Só que no caso aqui em debate, o Município podia aliviar a carga fiscal dos cidadãos: prescindindo da taxa de passagem, esta não seria cobrável aos munícipes. Assim não entendeu a maioria na última reunião da Assembleia Municipal… E nós: paga! Bem hajam e SAÚDE! Opinião: Mário Reis Professor do 1º ciclo no Agrupamento D. Sancho I, PontévelMembro da Assembleia Municipal do Cartaxo e Dirigente associativo dedicado ao teatro

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Opinião: Pedro Pereira – Orçamento de Estado será tirado a ferros

“Orçamento de Estado será tirado a ferros” O primeiro ministro diaboliza para ter o orçamento aprovado a ferros e não fosse a pandemia e o prejuízo nacional, estou convencido que o mesmo seria chumbado. António Costa, conhecido como “o bom negociador”, verá o orçamento aprovado e a garantia que será primeiro ministro, pelo menos, mais um ano. Mais difícil será o orçamento para 2022, que coincide com um presidente da República reeleito, que já não precisa do apoio de António Costa nem do PS. E os partidos políticos da oposição ao governo, poderão ver aí uma oportunidade política para fazer cair o governo.

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Opinião: La Salette Marques – Campanha não chegou para apresentar os eleitos ao eleitorado

Mais de 10 mil autarcas de todo o país vão hoje a votos, para eleger as lideranças das CCDR, as Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional. Envoltas em controvérsia, desde a sua marcação que estas eleições suscitam as reações mais contraditórias, sem que a opinião perceba ao certo o que vai mudar. Na realidade, não muda muita coisa, mas é um passo em frente que nos coloca mais próximos do verdadeiro debate sobre a regionalização do país. Consagrada na Constituição, a regionalização foi travada em referendo em 1998, depois de um acordo de revisão Constitucional entre PS e PSD terem tornada obrigatória a consulta popular sobre a matéria. Regionalizar Portugal significa descentralizar e dotar de autonomia administrativa e financeira novas entidades territoriais, geridas por estruturas democraticamente eleitas, por sufrágio direto e universal. Mas não há bela sem senão. Se é verdade que a regionalização aproxima o poder das pessoas, não falta quem diga que se trata de criar mais patamares de cargos políticos para satisfazer clientelas. E é nesta dicotomia que a classe política vai embalando os portugueses, travando a saída desta importante reforma do papel. Encontrou este Governo uma fórmula que nos leva a um compromisso interessante: a eleição indireta das lideranças das CCDR, conferindo-lhes legitimidade democrática, associada ao pacote de descentralização, criando algum espaço para que as Comissões intervenham no território, em nome do seu grande objetivo: melhorar a coesão social e territorial do país. Para lá dos aspetos mais técnicos relacionados com estas eleições, e que são a duração do mandato, os poderes dos eleitos, etc, há uma aspeto fundamental que devia ter sido salvaguardado e não foi: as pessoas, os cidadãos comuns, os munícipes que elegeram os autarcas que agora, por sua vez, vão eleger estas lideranças, não sabem, não conhecem quem vai a votos. Atarefados nos Gabinetes, em linha entre autarcas e Governo para resolver questões de gestão de programas operacionais, estratégias plurianuais de âmbito regional, etc, estas personalidades não são dadas ao contacto com as pessoas. Eram, até aqui, nomeados pelo Governo. Pretende-se agora que tenham legitimidade democrática indireta, sendo eleitos por autarcas. Mas a verdade é que as campanhas eleitorais que fizeram não os aproximaram sequer de grande parte do seu eleitorado, que são os autarcas de freguesia e os deputados municipais. É, de facto, um pequeno passo. Opinião: La Salette Marques, Consultora de Comunicação.Autarca na Assembleia Municipal do Cartaxo.

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Opinião: Miguel Ribeiro – Reclamar nas Redes Sociais?

É uma questão que se coloca, e que geralmente é alvo de controvérsia e grande discórdia pela população em geral, nas redes sociais.Devemos ou não reclamar nas redes sociais? Seja por maus serviços de entidades privadas, ou públicas, seja por motivos pessoais ou de interesse publico.. O primeiro ponto que devemos refletir, é que a maneira como o ser humano, comunica entre si, está em constante evolução..  O ser humano, já comunicou por desenhos, por sinais de fumo, por sons, por bandeiras, por reflexos de luz, por gestos, por cartas, por telefones, pela televisão, por telemóveis, por satélites, pela internet.. etc..  Nós, estamos a mudar constantemente, a forma como comunicamos e adaptamo-nos a esse facto, adaptaram-se as pessoas, adaptaram-se as empresas e adaptaram-se os serviços públicos.. pelo menos parte deles.. adaptou-se a sociedade.. Nos tempos atuais, a reputação das empresas e serviços públicos, é agora avaliada pelos seus próprios “consumidores” no espaço virtual, seja nas redes sociais, nas paginas virtuais das empresas, em fóruns virtuais, em questionários de satisfação online, em ratings online, em reclamações online.. etc..   Podemos dizer que o espaço virtual, tornou se o meio de comunicação mais utilizado entre humanos, mas não só isso, tornou-se imprescindível para o funcionamento da economia e da sociedade, e dentro desse espaço virtual temos varias vertentes, a social, a de comercio e serviços, a informativa, etc.. Sendo a que mais impacto, teve na nossa sociedade e na forma como nos relacionamos uns com os outros foi a social, através das Redes Sociais, o Facebook por exemplo tem mais de 2 Biliões de utilizadores.. Não existe outra empresa/entidade no mundo, publica ou privada, com tantos utilizadores ou interacção/actividade entre os mesmos..Neste espaço virtual, as pessoas, foram ao longo desta ultima década, apreendendo a lidar com o mesmo, apercebendo-se do seu impacto, alcance e as suas inúmeras vantagens e desvantagens.. Com isto, surgiram novos negócios, novas maneiras de fazer negócios, novas fontes de informação, novas maneiras de vender informação, novas empresas, novas maneiras de contactar as empresas e novas maneiras de contactar entidades publicas.. Surgiram inclusive novas maneiras de fazer Politica e de fazer campanha politica, de angariar fundos, e ajudar em causas sociais.. etc.. Com tantas novas possibilidades que as redes sociais e o espaço virtual nos trouxe e as novas maneiras de podermos utilizar o mesmo,  não pode ser estranho, terem surgido também novas maneiras das pessoas reclamarem..  Se não devia ser estranho, porque é que as pessoas, que reclamam nas redes sociais, são por vezes alvo de contestação, por parte de outras pessoas?   Uma reclamação é uma avaliação a algo, neste caso, uma avaliação negativa. A concordância ou não com uma avaliação, pode ser gerada por interesses mútuos ou opostos, seja como for, ela deve ser sempre vista como um factor de informação, em que as pessoas podem considerar essa informação como útil ou não, dependente dos seus critérios e interesses.. A recusa da disponibilidade da informação, nunca pode desse modo, ser considerada inocente, seja essa mesma recusa, porque motivos for.. Opinião: Miguel Ribeiro: Consultor de Segurança Informática Professor Voluntário na Universidade Sénior do Cartaxo Residente e Natural do Cartaxo

Opinião: Mário Reis – Vamos a Votos

Se perguntássemos ao mais comum cidadão se sabe que no próximo dia 13 há eleições, ouviríamos de muita gente uma resposta negativa: no meu círculo profissional e junto de alguns amigos, foi o que ouvi. Trata-se pois de «eleições indiretas», quer dizer, o Povo elegeu os membros das Assembleias Municipais, os Presidentes das Juntas de Freguesia e os Presidentes e Vereadores das Câmaras Municipais… e estes, agora, elegem o Presidente e um Vice-Presidente das Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional, que muita gente apenas conhece por CCDR’s! Democracia! Mais pior (foi isto mesmo que eu escrevi, não é gralha, nem erro): estas eleições ficam marcadas pela nomeação (!) dos candidatos pelo Governo e pelo maior partido da oposição… Democracia? E onde está a regionalização consagrada na Constituição da República Portuguesa? Numa história de acordos e desacordos, de propostas e contrapropostas, de acalorados debates e até do referendo de novembro de 1998, que mereceu a abstenção de 51,71% dos Cidadãos recenseados, a regionalização foi sendo remetida para as calendas… E até o referendo acabou por não ser vinculativo, já que para tal era necessário que pelo menos 50% dos eleitores se expressassem num determinado sentido. Entretanto em 2012 o Governo de Passos Coelho aprova a Lei 228 que define as comissões de coordenação e desenvolvimento regional como serviços periféricos da administração direta do Estado, dotados de autonomia administrativa e financeira. E mais, que a definição das orientações estratégicas e a fixação de objetivos para as CCDR, nos domínios do ambiente, ordenamento do território, conservação da natureza, cidades, e o acompanhamento da sua execução, bem como a designação dos respetivos cargos de direção superior, são articulados entre os membros do Governo responsáveis pelas áreas do desenvolvimento regional e do ambiente e ordenamento do território, sem prejuízo de competir ao membro do Governo responsável pelas áreas do ambiente e ordenamento do território decidir sobre as matérias relativas ao ambiente, ordenamento do território, conservação da natureza e cidades, bem como as relativas à «Paisagem Cultural Evolutiva e Viva do Alto Douro Vinhateiro». É triste! De regionalização, nada! E vamos a votos: nós por cá para a CCDR Alentejo, a que pertencemos com os onze municípios da Lezíria do Tejo, o que a muita gente parece um absurdo, mas que não tem merecido qualquer iniciativa que a altere. Curiosamente, a única CCDR a que se apresentam mais do que um candidato… deve ser bom, deve! E eu… lá vou cumprir uma obrigação para a qual não fui mandatado pelo «meu» eleitorado, mas tão somente pelas Leis da República… Bem hajam e SAÚDE! Opinião Mário Reis: Professor do 1º ciclo no Agrupamento D. Sancho I, Pontével Membro da Assembleia Municipal do Cartaxo Dirigente associativo dedicado ao teatro

Opinião: “António Costa, um politico habil no pisca pisca”

Quando olhamos para o percurso do atual primeiro ministro e secretário geral do PS vemos que tem sido um politico hábil no “pisca pisca” para atingir os seus objetivos pessoais e políticos. Perdeu as eleições legislativas e ficou com a corda no pescoço. Agarrou-se à esquerda radical para ser primeiro ministro, retirando a corda do pescoço e colocando-a em Passos Coelho e Paulo Portas, enfraquecendo PSD e CDS. Agora precisa do Presidente da República para continuar primeiro ministro e decidiu unilateralmente apoiar Marcelo Rebelo de Sousa, atando as mãos do PS que fica condicionado e menos livre para apoiar Ana Gomes. Podemos chamar-lhe o politico hábil do pisca, pisca, porque ora pisca à esquerda (PCP e BE) ora pisca à direita (Marcelo Rebelo de Sousa), para continuar primeiro ministro. Opinião Pedro Pereira, Licenciado em Gestão Autárquica, Vereador da Câmara Municipal de Benavente e Autor do livro “Frases que podem mudar a sua vida”.

Opinião: Velhos e novos Partidos Políticos no Cartaxo

A resistência à mudança é algo natural no ser humano, a diferença está na adaptabilidade, na capacidade de cada um de nós, nos adaptarmos a novas realidades..

Opinião: Cancro da mama metastático: uma doença para a vida

Cancro da mama metastático é um termo utilizado para caracterizar uma fase avançada da doença, altura em que o cancro se espalhou para outros órgãos e tecidos do corpo. Trata-se de uma doença crónica, isto é, com a qual a pessoa terá de lidar para toda a sua vida.  O cancro da mama metastático tem origem na mama e dissemina-se para outras partes do corpo, como os pulmões, o fígado, os ossos, a pele, o cérebro, entre outros. Tal como em outros países desenvolvidos, em Portugal apenas 5 a 10 por cento dos novos casos de cancro da mama avançado correspondem a um primeiro diagnóstico. Na maioria dos casos, a doença reaparece em pessoas com diagnóstico de cancro da mama, no decorrer do tratamento ou após a sua conclusão. Apesar de se tratar de doentes que se encontraram em permanente vigilância, quando as queixas deixam de ser habituais, é importante que procurem o médico para realizar os exames necessários. Os novos casos de doença avançada atingem, frequentemente, mulheres entre os 45 e os 55 anos de idade, uma altura em que, habitualmente, têm uma vida ativa e pretendem continuar a participar no mercado de trabalho e na sua vida familiar durante e após o tratamento. Para muitas doentes, regressar ao trabalho com sucesso significa levar uma vida normal. Porém, esta é uma situação que nem sempre é simples. Neste contexto, as pessoas deparam-se com novos desafios, como a falta de segurança no emprego ou a dificuldade em cumprir compromissos contratuais, uma vez que o portador de uma doença crónica está em tratamento contínuo e oscila na forma como se sente. Idealmente, deveria haver a oportunidade de criação de horários e de condições de trabalho adaptadas, como por exemplo trabalhar alguns dias a partir de casa. Nesta fase de pandemia, estas questões são ainda mais prementes. Também na doença avançada, é importante a promoção de estilos de vida saudáveis, como uma dieta equilibrada, uma vida física e cognitivamente ativa e, ainda, a prática regular de exercício físico. Além dos benefícios conhecidos, esta é uma forma de relativizar a preocupação com a doença oncológica. As tendências atuais apresentam progressos no desenvolvimento de novas opções de tratamento e apontam para um futuro onde cada vez mais sobreviventes com cancro da mama metastático tenham uma vida mais longa e com melhor qualidade. No âmbito do Dia Mundial do Cancro da Mama Metastático, vai ser lançado um guia, com mais de 120 páginas, que dá respostas às perguntas mais urgentes relacionadas com o diagnóstico, o tratamento, as emoções, a saúde, os relacionamentos e o trabalho. O guia tem ainda a possibilidade de, ao longo de várias páginas, registar as principais perguntas e sentimentos, funcionando como um diário. Pode ser consultado em: www.eueocancrodamama.pt  Opinião de Drª Ana Joaquim Oncologista do Centro Hospitalar de Vila Nova de Gaia/Espinho e coordenadora do programa ONCOMOVE® da Associação de Investigação e Cuidados de Suporte em Oncologia.

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Opinião: Mário Reis – Freguesias

A questão das Uniões de Freguesias continua na ordem do dia das forças políticas que entendem que o destino dos territórios deve ser decisão das suas populações. Ocultar o processo, continua na ordem do dia das forças políticas que pretendem impor às populações um destino sobre o qual não se puderam expressar. Pela parte que me toca, «dá-me igual»: ser “administrado” pelo Fernando ou pelo Paulo, é-me indiferente, se qualquer deles proceder em favor da freguesia, procurando o melhor para o conforto, saúde, educação e desenvolvimento da população. O problema está na origem, isto é, na forma como foi feita a «agregação» das freguesias: cozinhadas nos corredores do poder, respondendo a interesses de que pessoalmente duvido, com base em argumentos falaciosos e/ou sem qualquer fundamento e, sobretudo, sem a auscultação dos principais visados. Com efeito, os territórios estão lá: as pessoas continuam a viver nas suas casas, a passear nas suas ruas, a ir aos seus cafés, a frequentar as suas associações… mas numa freguesia, agora designada de «União», que não escolheram e em relação à qual nada as liga: nem a história, nem os costumes, nem as perspetivas. As freguesias só não perderam identidade, para quem não vive o quotidiano das suas gentes, das suas organizações e iniciativas. Para mim, algumas freguesias foram realmente extintas! No que ao Cartaxo interessa, trata-se de Vale da Pinta e da Ereira. Como disse antes, para mim é igual, porém não consigo apagar da memória a sujeição do Governo da Nação a uma “Troica estrangeira” que impôs aos portugueses condições no mínimo originais para salvar o país da bancarrota, sem o apuramento das responsabilidades, penalizando-nos a todos com impostos e com decisões, como esta, que supostamente visavam a poupança de recursos financeiros, não pensando que mais do que o bolso cheio, mais interessam a cultura, os afetos e as redes. (- Em que concelho é que eu já vi um procedimento parecido?) Pretendeu a CDU, numa estratégia de pressão nacional, claro, na última reunião da Assembleia Municipal do Cartaxo «reclamar do Governo e da Assembleia da República, as medidas legislativas necessárias para reposição das freguesias extintas contra a vontade das populações e dos respetivos órgãos autárquicos». Porém, com os votos contra do Partido Socialista, salvo uma exceção, não colheu a maioria dos votos necessários para ser aprovada esta moção porque não expressava a auscultação das populações (por isso o meu sublinhado)… Quando o clubismo está acima da razão, o responsável pela derrota é sempre o árbitro! Sem oportunismos e, muito menos, sem “hipocrisias políticas”, pela parte que me toca, quando as populações das duas freguesias do concelho, Ereira e Vale da Pinta, tiverem oportunidade de expressar em referendo a sua vontade, e esta vontade tenha força de lei, este caso fica para mim encerrado. É apenas como diz o ditado popular: «água mole em pedra dura… tanto bate até que fura». Bem hajam e SAÚDE! Opinião Mário Reis Professor do 1º ciclo no Agrupamento D. Sancho I, PontévelMembro da Assembleia Municipal do Cartaxo e Dirigente associativo dedicado ao teatro

Opinião: “Se queres conhecer uma pessoa, é dar – lhe poder”

“Se queres conhecer uma pessoa, é dar – lhe poder” A política é um meio competitivo onde as pessoas lutam pelo poder. E quando o conseguem mostram toda a sua personalidade. Uns exercem o poder de forma diplomática e em diálogo, procurando consensos e unidade. Outros procuram exercer o poder pela prepotência, pelo uso da força e do “quero, posso e mando”. Querem dar nas vistas pelas piores razões e pela via da retaliação, esquecendo que todos são necessários e deveriam ser chamados para contribuir para o bem comum e objectivo colectivo. Mostram o seu lado pior, o lado negro da personalidade. Vale tudo para terem poder. Servem-se, em vez de servirem. Optam pela via do oportunismo, em vez de construírem trabalho que os leve a ser reconhecidos pelo povo. Por isso digo, se queres conhecer uma pessoa é dar-lhe poder. Opinião: Pedro Pereira, Licenciado em Gestão Autárquica, Vereador da Câmara Municipal de Benavente e Autor do livro “Frases que podem mudar a sua vida”.

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Opinião – Dia Mundial da Retina assinala-se a 29 de setembro

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), existem pelo menos 2.2 biliões de pessoas cegas parcialmente ou na sua totalidade, sendo que, 1 bilião poderia ter sido evitado ou ainda não foi resolvido. Doenças da retina como a degenerescência macular relacionada com a idade (DMRI), a retinopatia diabética e a retinose pigmentar têm um grande impacto na acuidade visual e podem inclusive levar à cegueira. A retina consiste em uma camada fina de células que reveste a parte interna do olho, e tem como função transformar o estímulo luminoso em neurológico. Este estímulo é conduzido ao nervo ótico que irá levar as informações até ao cérebro para serem processadas, permitindo-nos ver. Algumas das causas destas doenças da retina residem na falta de controlo dos níveis de glicemia no sangue, na idade, na predisposição genética, no tabaco e até na exposição excessiva à luz solar. É importante estar atento a todos os sinais de modo a detetar atempadamente alterações oculares. O diagnóstico precoce de doenças da retina pode ser fundamental, ainda que, apesar da retina não poder ser transplantada, existem algumas doenças que podem ser tratadas ou mesmo evitadas. Alguns dos sintomas passam pela distorção da imagem, visualização de pontos flutuantes, diminuição da visão ou mesmo perda, quer da central, quer da periférica. Com a finalidade de evitar e prevenir este flagelo é crucial consultar regularmente um Optometrista para fazer rastreios oculares; ter uma alimentação saudável; praticar atividade física; não fumar; usar óculos de sol; controlar os níveis de açúcar no sangue, a tensão arterial e o colesterol. Caso detete algum dos sintomas de doenças da retina deve marcar uma consulta com um Optometrista, para um diagnóstico e terapêutica adequados. De acordo com a Organização Mundial da Saúde o Optometrista é um profissional central nos cuidados para a saúde da visão.   Sobre a APLO A Associação de Profissionais Licenciados de Optometria (APLO) representa os Optometristas, a maior classe profissional de prestadores de cuidados para a saúde da visão, em Portugal. Atualmente conta com cerca de 1.210 membros. A APLO é membro Fundador da Academia Europeia de Optometria e Ótica, membro do Conselho Europeu de Optometria e Ótica e membro do Conselho Mundial de Optometria. Para mais informações, consulte: www.aplo. Opinião de: Raúl Sousa, Presidente da Associação de Profissionais Licenciados de Optometria (APLO)

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Opinião: O buraco da fechadura do comboio

Dizem que a curiosidade matou o gato. É por isso que a Humanidade se limita a espreitar pelo buraco da fechadura, protegendo-se, sem coragem de saltar para a frente do assunto e assumir uma posição. A Humanidade prefere espreitar e, mais tarde, refastelar-se com a exposição do assunto que espiou, sem ter tido a coragem de se revelar. Espreitar pelo buraco da fechadura é uma especialidade da Humanidade, menos sincera e corajosa do que qualquer vulgar bichaneco. Vem esta prosa a propósito da cena pouco edificante que um trio de jovens protagonizou no comboio da Azambuja. Sobre a cena, já correu alguma tinta nos jornais, mas, mais interessante do que isso, já foram descarregados triliões de bytes em vídeos do ato, de todos os ângulos possíveis!  Diz a lei portuguesa que voyeurismo e exibicionismo a mais são crime. Mas os passageiros do comboio da Azambuja quiseram lá saber disso! O que interessa agora é que, não estando em causa o comportamento sexual dos rapazes e da rapariga entre si, porque eles e ela lá sabem o que fazem das suas vidas íntimas, está em causa o local que escolheram para se entreterem: um comboio com alguns passageiros, além dos próprios. E o que fizeram os passageiros? Interromperam os jovens, porque um comboio é um local público e como tal não pode ser usado para práticas sexuais explícitas? Acabaram com o ato? Não! Fizeram melhor do que isso: gravaram com os telemóveis! E foram às autoridades apresentar queixa e entregar a prova do ato, os vídeos que gravaram? Não, fizeram melhor do que isso: publicaram tudo nas redes sociais! E uma vez difundidas imagens, aproveitaram para censurar o comportamento dos três jovens? Não, fizeram muito melhor do que isso: censuraram a rapariga, uma promíscua qualquer que deu o corpo ao manifesto comportamento macho dos garbosos jovens. Não vou dissertar sobre promiscuidade porque, como disse, cada qual faz o que entende da sua vida íntima, mas impõe-se uma palavra de censura ao machismo coletivo que se apoderou de quem criticou a rapariga. E para quem a criticou a, aqui fica uma pequena “recordatória”: ela não estava exposta sozinha. Além dela, estavam mais dois, entretidos com telemóveis e com ela… Estavam ali três cérebros e, ao que parece, a funcionarem pouco e mal. O que é que isto tudo tem a ver com gato, com a curiosidade e com o buraco da fechadura? Nenhum dos cidadãos viajantes teve a coragem de confrontar os jovens com a prática indevida de atos sexuais em público. Ficaram em silêncio. E como quem cala consente, os jovens lá continuaram, percebendo perfeitamente que estavam a ser filmados. Quanto aos passageiros, ficaram com a sua preciosa relíquia, sabe-se lá para que mais, além de a publicarem nas redes sociais. Esses recatados cidadãos, lá da sua zona de conforto, escondidos atrás de um teclado qualquer, divulgaram à vez as suas obras primas de realização cinematográfica. Portanto, além devoyeurs, violaram a privacidade do grupo de jovens. E tudo isto serve para dizer que, naquela viagem, ninguém soube comportar-se de forma civilizada naquela carruagem. Nem os mais novos, que perderam completamente a noção da decência; nem os mais velhos não conseguiram responder ao momento com um simples ato de cidadania. E para diante, veremos ainda as autoridades a não conseguirem dar andamento ao processo. Ora a falta de noções básicas de decência só veio provar que todos os passageiros que participaram neste fait-divers têm mais andamento do que os próprios comboios da CP, que lá veio dizer que sim, que foi num comboio da CP. Pois foi. E a fechadura do comboio tinha um buraco enorme! Chamo-lhe fait-divers, mas na realidade, tudo isto é reflexo de uma sociedade em transição, encantada com as novas tecnologias e com as suas mil possibilidades, mas completamente alheia à educação dos seus filhos, designadamente para lidarem com o que vai saindo da caixa de Pandora chama telemóvel! Opinião: La Salette Marques, Consultora de Comunicação.Autarca na Assembleia Municipal do Cartaxo.

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Opinião: Mário Reis – De Eira, Frigideira… A Espaço de Jogo

A construção do estacionamento subterrâneo, que levou ao abatimento de árvores que alguns avós de muita gente viram plantar e que descaraterizou o centro da cidade, tem sido, naturalmente, objeto de muitas críticas e pertence ao anedotário cartaxeiro como a “eira”, a “frigideira” … Porém, a necessidade infanto-juvenil transformou aquele espaço, plano e desprovido de obstáculos, num autêntico campo para patins, skates, bicicletas, trotinetas e afins. Por ali rolam piruetas mais ou menos elaboradas e sei de algumas crianças que ali circularam pela primeira vez sem as “rodinhas” das suas bicicletas. Não está mal, não: enquanto as escadas de acesso ao edifício da Câmara Municipal e os bancos de pedra se vão degradando, assistimos a um “assobiar para o lado” da parte de toda a gente, autoridades incluídas, enquanto jovens e crianças circulam pelo ladrilhado, desafiando as leis da gravidade (nem sempre) e converteram a «eira» no seu espaço de reunião, de confraternização, de desporto. Até tenho visto alguns curiosos a apreciar as manobras mais radicais… Viajando por aí, de visita à cidade algarvia de Lagos, estacionei o meu carro num parque de estacionamento quase subterrâneo. Igual a todos os parques de estacionamento subterrâneos. Mas quando subo à superfície, deparo-me com um espaço de jogo estupendo: um campo de minigolfe! Claro que ali reina o inglês e os promotores trataram logo de o designar «Pro Putting Garden», queira isso dizer lá o que quiser… que «foi desenvolvido para promover a competição e também a diversão». De facto, do seu interior vinham risos, expressões de júbilo e de contrariedade… as coisas próprias de quem compete, nem que seja a feijões! E o espaço, decorado a primor com ajardinados diversos, sebes, arruamentos empedrados, pavimentos de pedrinhas coloridas, árvores, outras sombras e estátuas ao estilo de Botero… e ainda uma pequena esplanada com serviço de bar. Estava cheio de gente… e, na verdade, nem todos cumprindo o devido distanciamento social… Era uma ideia: a nossa «eira», que jovens e crianças transformaram num espaço de treino e de demonstração de habilidades sobre rodinhas, podia ter alguns equipamentos que desafiassem a criatividade (ou, mais propriamente, a gravidade). Equipamentos que fossem amovíveis para permitir outras utilizações do espaço. Bem hajam e fiquem com SAÚDE! Opinião Mário Reis – Professor do 1º ciclo no Agrupamento D. Sancho I, PontévelMembro da Assembleia Municipal do Cartaxo e Dirigente associativo dedicado ao teatro

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Opinião: Os mandatos são para cumprir, por respeito ao povo que nos elege …

Os mandatos são para cumprir, por respeito ao povo que nos elege e ao partido que representamos! A um ano de terminar o mandato de Vereador na CM de Benavente, estou em condições de dizer que irei até ao fim respeitando a vontade dos 2500 eleitores que votaram no PS e me deram esse voto de confiança para os 4 anos de exercício do cargo de Vereador. Enquanto fui Presidente da Comissão Política do PS no concelho de Benavente, nunca retirei a confiança política a nenhum eleito, porque sempre achei que isso seria prejudicial para a imagem do PS aos olhos do povo que vota e para a imagem dos envolvidos neste processo, que deixa marcas políticas e pessoais, por vezes irreparáveis ou que perduram durante muitos anos, com sérios prejuízos eleitorais.   A retirada da confiança política, a meu ver, é uma espécie de bomba atómica que estilhaça tudo em redor, destruindo o partido e as pessoas envolvidas neste processo, devendo ser evitada para bem de todos. O povo que vota não quer saber das razões que os responsáveis dos partidos e eleitos têm, porque vão olhar para essas decisões como guerras internas, luta pelo poder, ambição pessoal e política, luta de “galos” pelos lugares, “saco de gatos”, entre outros adjetivos e metáforas, que nada abonam a favor da confiança e credibilidade, que é preciso transmitirmos à população. A imagem de um partido estilhaçado, desunido e em guerra, que demonstra não estar em condições de governar, por muito que dentro do partido achem que isso é o melhor para clarificar posições de liderança e hierarquias. Não se pode ver a liderança como um exercício de poder e de força, mas sim como um exercício de agregar vontades e de unir esforços para atingir objetivos coletivos comuns, em prole de um território seja ele local ou nacional. Termino dizendo, tenho orgulho por nunca ter usado nenhuma bomba atômica enquanto fui Presidente de Concelhia, mesmo quando poderia ter razões que o justificavam, como por exemplo, ver um eleito do PS a votar repetidas vezes ao lado da CDU na Assembleia Municipal, na sua qualidade de Presidente de Junta. Compreendia as razões do “medo” que esse eleito tinha de ver a sua população prejudicada se votasse contra o poder instituído em Benavente, mas não acho correta a atitude para com o partido que ajudou a eleger, sobretudo por não ter o mínimo de solidariedade com o PS. Faltou coragem a meu ver, para ter uma posição mais equilibrada que servisse a sua freguesia e população e o partido que representava. Também nunca retirámos a confiança política a eleitos que divergiam entre si internamente, mesmo quando fui visado em críticas publicadas nas redes sociais e imprensa. Podem acusar-me de muitas coisas, mas na verdade sempre tomei decisões em prol do coletivo, pensando no bem do PS, do concelho de Benavente e da sua população. Ainda tenho esperança que o PS no Concelho de Benavente consiga dar continuidade aos resultados crescentes e positivos que trilhou desde 2013 até hoje e que possa dar o exemplo da capacidade de se unir em prol de objetivos coletivos, capazes de dar ao concelho de Benavente e população, o melhor projeto e candidatos, para bem da população. Desejo que tudo corra pelo melhor, independentemente de estar ou não nas listas em 2021. O futuro a Deus pertence! Opinião Pedro Pereira, Licenciado em Gestão Autárquica, Vereador da Câmara Municipal de Benavente e Autor do livro “Frases que podem mudar a sua vida”.

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Opinião: Mário Reis – “Fora de Mão” Rua Luís Camões Cartaxo

Há muito que, entre o receio e o «não-sei-que-lhe-diga», que me tem feito alguma confusão o estacionamento “fora de mão” na rua Luís de Camões. Tanto quanto me informaram as autoridades, não tem havido grande número de acidentes, pelo menos que provoquem danos significativos ou que molestem fisicamente os cidadãos. Uma moradora desta rua disse-me ainda que, para além de travagens forçadas, de uns impropérios em voz alta e de algumas buzinadelas, nunca assistiu a nada de mais grave, que não uns sustos, saltos e umas correrias, até na primeira pessoa. Ainda bem. Porém, manda a boa prática governativa que as situações se evitem, em vez de se remediarem… E o que eu mais espero, é que o “diabo” seja cego e surdo, e que esteja a dormir! Tudo porque o estacionamento automóvel, na rua Luís de Camões, também se pode fazer «em espinha» no lado esquerdo da faixa de rodagem. Ora, como desse lado não existe passeio e apenas um lugar tem escapatória, pela escada de acesso ao edifício da Câmara, todos os ocupantes dos veículos que ali estacionem têm de atravessar a rua… sem passadeiras, sem sinais de perigo que informem os condutores e com pouca visibilidade na maior parte dos casos. Consultemos a este propósito o Código da Estrada: o número 4 do seu artigo 48 estipula: «Dentro das localidades, a paragem e o estacionamento devem fazer-se nos locais especialmente destinados a esse efeito e pela forma indicada ou na faixa de rodagem, o mais próximo possível do respetivo limite direito, paralelamente a este e no sentido da marcha.» Então?! Não encontrei exceções: venha de lá quem entende de leis para nos esclarecer… É verdade que o artigo 99 daquele Código, quando se refere aos lugares em que os peões podem transitar, estipula: «1 – Os peões devem transitar pelos passeios, pistas ou passagens a eles destinados ou, na sua falta, pelas bermas. 2 – Os peões podem, no entanto, transitar pela faixa de rodagem, com prudência e por forma a não prejudicar o trânsito de veículos, nos seguintes casos: a) Quando efetuem o seu atravessamento; b) Na falta dos locais referidos no n.º 1 ou na impossibilidade de os utilizar.» Nada! Mas como «não há bela sem senão» (duas coisas em que apenas acredito no sentido figurado do ditado) mais adiante, o artigo 101, atravessamento da faixa de rodagem, deita abaixo os argumentos legais: «1 – Os peões não podem atravessar a faixa de rodagem sem previamente se certificarem de que, tendo em conta a distância que os separa dos veículos que nela transitam e a respetiva velocidade, o podem fazer sem perigo de acidente. 2 – O atravessamento da faixa de rodagem deve fazer-se o mais rapidamente possível. 3 – Os peões só podem atravessar a faixa de rodagem nas passagens especialmente sinalizadas para esse efeito ou, quando nenhuma exista a uma distância inferior a 50 m, perpendicularmente ao eixo da faixa de rodagem.» Não há prevenção que aguente! E a este propósito, eu cá nunca estaciono naquele local e redobro a atenção quando circulo na rua Luís de Camões… é que «o seguro morreu de velho»! Bem hajam e fiquem com SAÚDE! Opinião Mário Reis: Professor do 1º ciclo no Agrupamento D. Sancho I, Pontével Membro da Assembleia Municipal do Cartaxo Dirigente associativo dedicado ao teatro

Opinião – O “último Adeus” a um amigo!

É difícil perdermos um amigo ou alguém de quem simpatizamos ou gostamos ou que temos empatia. Esta semana fui surpreendido com a notícia do falecimento de um amigo “Jorge Ganhão”, filho do ex Presidente da Câmara Municipal de Benavente. Apesar de, por vezes, ter divergido politica e profissionalmente com o seu pai, conseguimos ter uma relação de amizade. Penso que isso demonstra a abertura e separação que deve existir entre politica e amizade ou até mesmo entre a relação que temos com pessoas diferentes, mesmo que sejam da mesma família. O Jorge tinha um espirito critico e aberto relativamente aos partidos políticos e aos políticos. Tínhamos a nossa própria visão, que nem sempre coincidia, mas havia respeito mútuo. Isso diz muito, a meu ver, do que são as pessoas e torna-as grandes na sua dimensão pessoal, enquanto seres humanos. Fica uma certa frustração de que poderia ter feito algo mais para que o Jorge continuasse a lutar pela vida, mas fui apanhado de surpresa, porque semanas antes tínhamos trocado mensagens e nada me faria pensar que tal pudesse ter acontecido. Deixo um apelo a todos para darem o vosso melhor a vossa atenção para com os que os rodeiam e vos são queridos, porque ao vosso lado pode estar alguém que precise de vós, da vossa amizade, de um abraço, de uma boa e profunda conversa. Algo que dê sentido à vida e que a torne afetivamente mais rica e preenchida. No meu livro “Frases que podem mudar a sua vida” digo: O amor é a coisa mais importante na vida e não há maior pobreza do que a falta de amor. Por isso, cultivemos o Amor! Termino deixando um forte solidário abraço, aos pais, familiares e amigos. Opinião: Pedro Pereira, Licenciado em Gestão Autárquica, Vereador da Câmara Municipal de Benavente e Autor do livro “Frases que podem mudar a sua vida”.

Opinião – Agroglobal em grande segurança

Num tempo em que a Covid-19 obriga ao cancelamento de eventos por razões sanitárias, Portugal assiste a um bocadinho de tudo: Festas privadas a desafiar a doença, comícios e manifestações em formato estranho, conferências substituídas por videoconferências, festas que ninguém entende como é possível que se realizem, jogos de futebol de bancadas vazias, touradas com público… Enfim, há de tudo um pouco, para todos os gostos e desgostos. De tudo isto sobressai um exemplo extraordinário, no Concelho do Cartaxo, num setor fundamental: a agricultura. É internacionalmente conhecida, pela qualidade e pela dimensão, a Feira do Milho e das Grandes Culturas que se chama Agroglobal e que é das maiores do mundo. Realiza-se apenas de 2 em 2 anos na Lezíria Ribatejana, em cima daquelas que são as terras mais produtivas do país, juntinho ao Tejo. Em Porto de Muge, freguesia de Valada, ciclicamente, ali se ergue uma cidade de enormes tendas, com exposições de maquinaria de topo, com as novidades no campo da inovação tecnológica e dos fatores de produção. Ali se organizam conferências, encontros e debates onde se discute o futuro da agricultura com os protagonistas que interessam aos agricultores. É para eles esta grande feira, onde podem experimentar maquinaria nos campos de ensaios que, em 2018, ocuparam, em conjunto com a área de exposição, uns módicos 90 hectares. Por ali passam, nos 3 dias de semana que dura a Agroglobal, dezenas de milhares de agricultores e empresários agrícolas dos 4 cantos do mundo. Por ali se habituaram a passar os dirigentes das grandes empresas, sejam de equipamentos ou de consultoria, além dos dirigentes do setor financeiros e do setor público. Em 2020 não vamos ter Agroglobal nem as ceifeiras debulhadoras ou os tratores a levantar poeira no campo. Mas quem organiza este evento internacional não quis deixar de oferecer uma iniciativa aos agricultores. Joaquim Pedro Torres e Manuel Paim, empresários agrícolas, são os homens da Valinveste que inventaram a Agroglobal e que, ano após ano, recebem os visitantes com quem recebe amigos em casa. E entenderam que este ano o espírito que marca a Agroglobal não iria esmorecer. E se bem pensaram, melhor fizeram: Organizaram nada mais, nada menos do eu a grande cimeira da agricultura do ano 2020. Terá lugar no próximo dia 11, nos campos de Porto de Muge, concelho do Cartaxo, não uma feira mas uma grande Conferência: “Portugal no Futuro, uma visão estratégica para a Agricultura, a Alimentação e o Território”. Entre muitos convidados e oradores de topo, estará a Ministra da Agricultura de Portugal, o Ministro da Agricultura de Espanha e o Comissário Europeu da Agricultura. O espaço é enorme e os convidados são poucos, para garantir a segurança sanitária. Mas, on-line, poderemos ser tantos quantos quisermos a acompanhar esta conferência. Um exemplo, sem dúvida. Uma forma de substituir em grande uma grande iniciativa. Assim soubessem todos fazer… Opinião La Salette Marques, Consultora de Comunicação.Autarca na Assembleia Municipal do Cartaxo.

Opinião – Debates na Assembleia da República

A semana fica marcada por uma decisão parcialmente estranha. O maior partido de oposição, fez uma proposta para a diminuição do único momento que tem, para de forma mais visível e por vezes mais esclarecedora para os portugueses, escrutinar e fiscalizar a ação do governo que é liderado e sob a responsabilidade máxima do Primeiro Ministro. É verdade, terminaram os conhecidos debates quinzenais com o Primeiro Ministro. A parte estranha é esta. A parte não estranha é que o partido que está no poder e o Primeiro Ministro concordaram.  Outra coisa não era de esperar. Argumentos como, os debates são puros momentos de espetáculo, os debates não são esclarecedores e são uma perda de tempo, os debates retiram tempo de trabalho ao governo, foram alguns dos argumentos invocados pelo proponente da proposta e pelo maior interessado na mesma.  Não só, a maioria dos portugueses discordou desta proposta, como aqueles, com poder para a votar e decidir, os deputados, pelos vistos, também não concordaram.  O Partido Socialista maior interessado, a que o exercício do Primeiro Ministro e do Governo tivesse o seu escrutínio atenuado, deu liberdade de voto à sua bancada. O Partido Social Democrata, partido de oposição, maior interessado em fazer esse escrutínio, não só foi o proponente da proposta, como determinou a disciplina de voto aos seus deputados, não fossem eles discordar de algo que propunham mas que discordam.  Sim é esquisito e confuso eu sei. Mas foi isto que aconteceu. Após a votação, assistimos a um chorrilho de justificações e declarações de voto, em discordância com a proposta apresentada, sobre o fim dos debates quinzenais com o Primeiro Ministro, justificando o voto favorável pela imposição da disciplina de voto.  Em democracia quando o escrutínio é fraco ou inexistente por parte das oposições, o poder torna-se absoluto, autocrático e livre de qualquer fiscalização.  O escrutínio ativo e efetivo é condição necessária para uma democracia plena. O exercício da democracia representativa deve ser levada, por aqueles que nos representam, de forma séria, leal e transparente, despida de qualquer acordo bilateral entre dois homens com funções distintas, que não se devem misturar. Um deve governar e outro deve fiscalizar.  Quando assim não é, dá-se o romper do contrato entre os eleitos e eleitores, cavando ainda mais uma confiança e o descrédito que existe, naqueles que nos deviam representar. As taxas de abstenção, não são o resultado apenas da falta de interesse das pessoas na causa pública, mas também na falta de responsabilidade, trabalho e credibilidade daqueles que elegemos e que nos devem representar em juízo na casa onde são feitas as leis e onde é feito o escrutínio necessário é imperativo é um pilar no nosso estado de direito democrático. Mas não foi isso que aconteceu. Já dizia o poeta, tudo isto existe, tudo isto é triste tudo isto é fado. É caso para dizer, o escrutínio confinou de vez. O alerta está enviado. 

Opinião “O Sol quando nasce deve ser para todos

Na última reunião de Câmara Municipal, na qualidade de Vereador propus que os campos de ténis públicos estejam abertos nas manhãs de Sábado e Domingo ou na pior das hipóteses numa dessas manhãs. Questionei ainda o executivo CDU se pensa abrir as piscinas municipais em Setembro. Não se compreende como é possível equipamentos desportivos estarem fechados ao fim de semana, quando as pessoas têm mais tempo livre, para deles usufruir. Também não se pode aceitar que exista determinado eleito da CDU que seja visto várias vezes a jogar ténis ao fim de semana, quando mais nenhum outro cidadão o faz. Outro tema que abordei é a isenção de pagamento da utilização dos cortes de ténis com luz incluída, para uma escola de ténis que cobra mensalidades. Não pode haver regimes de exceção, pois a utilização das piscinas por exemplo, é paga pelas coletividades do concelho. Dualidade de critérios e regimes de exceção, que fazem parte dos abusos do sistema que tem vícios de muitos anos, os quais só serão possíveis de acabar com uma mudança na gestão da autarquia, protagonizada por pessoas com coragem, princípios e valores de igualdade e imparcialidade. A política deve ser feita para defender os interesses coletivos e não os individuais. O Sol quando nasce deve ser para todos, mas gestão CDU em Benavente é discriminatória! Opinião Pedro Pereira, Licenciado em Gestão Autárquica, Vereador da Câmara Municipal de Benavente e Autor do livro “Frases que podem mudar a sua vida”.

Opinião Mário Reis – O Planeta não nos merece (?)

Andei por aí, escolhi o centro montanhoso do país para “lavar a cabeça” e pôr umas quantas contas em ordem: umas caminhadas junto de rios, umas terras antigas, uns costumes ancestrais e, o melhor, uns Amigos. Por toda a parte cicatrizes negras deixadas pelos fogos de há anos, e deste ano… Onde antes os pinhais não nos deixavam ver a paisagem, surgem agora vistas a perder até ao horizonte das altas serranias. Mimosas e eucaliptos ocupam agora muitos espaços onde arderam outras árvores mais ou menos autóctones. E o ciclo da história põe-se a jeito para se repetir: umas quantas replantações de pinheiros, muitos eucaliptais novos… Que raio: que o monarca chamado Afonso III e o seu sucessor, Dinis, que algum historiador resolveu cognominar de «Lavrador» não percebessem nada de ecologia, eu até desculpo: os homens viveram há 700 anos… A sua responsabilidade sobre o início da monocultura do pinheiro no nosso país, desculpa-se por muitos motivos, até pela natureza dos solos, mas no século 21 já não há desculpas para se cair nos erros que o tempo nos ensinou serem desastrosos, sobretudo se nos lembrarmos do que aconteceu em outubro de 2017… Bem, alegadamente a «Máfia do Pinhal» terá tido muito a ver com este tenebroso acontecimento, porém o ordenamento e a continuidade da espécie foi o rastilho para que ardessem nove mil e quinhentos hectares (86%) do Pinhal de Leiria! Todos ouvimos falar nas causas naturais, nos descuidos, nos acidentes e na má intenção que “responsabilizam” a origem dos fogos, a que se acrescenta sempre o ordenamento do território, o tipo de plantas, etc. etc. Mas nunca mais aprendemos! Bastava consultarmos «A árvore em Portugal», do arquiteto paisagista e ecologista Gonçalo Ribeiro Telles (por diversas vezes ministro), os seus muitos artigos e a legislação que deixou para percebermos que: «A limpeza da floresta é um mito. O que se limpa na floresta, a matéria orgânica? E o que se faz à matéria orgânica, deita-se fora, queima-se? Dantes era com essa matéria que se ia mantendo a agricultura em boas condições e melhorando a qualidade dos solos. E, ao mesmo tempo, era mantida a quantidade suficiente na mata para que houvesse uma maior capacidade de retenção da água. Com a limpeza exaustiva transformámos a mata num espelho e a água corre mais velozmente e menos se retém na mata, portanto mais seco fica o ambiente. A limpeza tem que ser entendida como uma operação agrícola. Mas esta floresta monocultural de resinosas e eucaliptos, limpa ou não limpa, não serve para mais nada senão para arder. Aquela floresta vive para não ter gente.» Acho que há muito que sabemos tudo, bastará que se ponha em prática… nem que seja a fugir do Reinaldo (lembram-se os mais velhos?) quando arrancávamos os eucaliptos que nos retiraram o Ripilau… E a este propósito, lembro-me de um provérbio atribuído ao povo Aborígene: «Somos todos visitantes deste tempo, deste lugar. Estamos só de passagem. O nosso objetivo é observar, crescer e amar… E depois, vamos para casa!» Bem hajam e fiquem com SAÚDE! Opinão: Mário Reis – Professor do 1º ciclo no Agrupamento D. Sancho I, Pontével Membro da Assembleia Municipal do Cartaxo Dirigente associativo dedicado ao teatro

Opinião – “Ser oposição em Benavente

Ao longo de 40 anos, a CDU tem governado a Câmara Municipal de Benavente com maioria absoluta, apenas interrompida na Assembleia Municipal, neste mandato 2017-2021, graças ao PS e PSD, que capitalizaram o voto dos descontentes. O PS que lidero neste mandato, conseguiu um dos melhores resultados de sempre desde 1976, que nos poderia ter dado a presidência da Assembleia Municipal de Benavente, caso um dos eleitos do PS ou PSD não tivesse votado na eleita da CDU, por voto secreto. E por aqui começo a descrever o que é ser oposição neste concelho ? É dedicares vários anos de vida a uma causa, em nome de convicções políticas, princípios e valores de justiça social e fiscal, de igualdade, imparcialidade, isenção, desenvolvimento e progresso do Concelho de Benavente. é lutar contra uma rede de poder instituído com fortes ligações ao movimento associativo e instituições de solidariedade social, que merecem todo o respeito e consideração, pelo trabalho comunitário que desenvolvem, mas que ao ser subsidiado pela Câmara Municipal, fica muitas vezes comprometido eleitoralmente com essa força política, na hora de votar. É lutar contra certa comunicação social subsidiada pela Câmara Municipal, que faz oposição ao PS e principal adversário do Presidente da Câmara Municipal, para que os subsídios pagos com o dinheiro dos impostos do povo, não lhes falte e se possível sejam aumentados. É lutar contra os favores e interesses individuais instalados, dos que comem à mesma mesa do anexo ilegal da casa do Presidente da autarquia. É observar na praça pública, por vezes, alguns militantes do próprio partido, a fazerem oposição aos seus eleitos. É ouvires o Presidente da Câmara Municipal, gabar-se de receber no seu gabinete, alguns dos militantes do PS, que vão fazer queixas dos eleitos do partido. É assistires nas redes sociais, alguns que fazem parte do sistema e da rede de poder instituído ou que dela beneficiam, a tentar denegrir e descredibilizar a tua imagem, umas vezes com perfis falsos, outras com perfis verdadeiros. É assistires, por vezes, à incompreensão de alguns, que não entendem que estás na política para servir o bem coletivo, em vez dos interesses individuais. É teres de pagar do teu bolso para fazer política. É perderes anos de vida por uma causa e missão pública. É uma luta de David contra Golias, onde os meios que tens são escassos para o desafio hercúleo que tens e que só o fazes porque acreditas e confias nos teus princípios, valores e capacidade, os quais achas necessários para o bem da democracia e do desenvolvimento e progresso do concelho de Benavente. Por tudo isto e muito mais que não me é possível descrever, digo ” ser oposição em Benavente, é uma luta de David contra Golias”. Opinião Pedro Pereira, Licenciado em Gestão Autárquica, Vereador da Câmara Municipal de Benavente e Autor do livro “Frases que podem mudar a sua vida”.

OPINIÃO: MÁRIO REIS – A MEMÓRIA

Nas duas décadas em que venho acompanhando mais proximamente a atividade autárquica, constato que a preservação da memória do Concelho tem sido utilizada por todas as forças políticas como promessa eleitoral, sob a forma de um «Arquivo Municipal». Parece que este é um assunto de grande peso para convencer o eleitorado. Começou com a Coligação Democrática Unitária, ideia nascida do historiador Dr. Rogério Coito com o patrocínio do candidato Eng. Carlos Santos… «Compreende-se!» Depois, popularizou-se, a ideia, porque no concreto, nada! Avanços e recuos, sempre foi a «ovelha ranhosa» das promessas eleitorais, malgrado até ter tido obras prometidas… Mas nestas andanças, eu gosto muito do trabalho arejado dos mais novos e, por isso, fui ler a Dissertação de Mestrado em Política Cultural Autárquica de Ricardo Moreira, de 2014: «Na perspetiva de uma autarquia, o arquivo é compreendido como a unidade de serviço administrativo especializado cuja missão consiste em receber, organizar, guardar, tratar e preservar a documentação relativa à memória do município. Deve também promover a gestão integrada dos documentos produzidos pela autarquia, desenvolvendo produtos e serviços de informação com o objetivo de satisfazer todas as necessidades das diversas partes interessadas.» Pronto, não precisava de mais nada. E à minha memória veio a exposição «200 anos de Teatro», onde a Área de Serviço reuniu, pela mão do seu presidente, Frederico Corado, as paredes do Centro Cultural cheias de informação sobre o que foi esta arte no nosso concelho… depois: caixotes! (literalmente) Pensei no trabalho do Telmo Monteiro e do Rui: o projeto «Memórias Fotográficas» do Cartaxo… agora, onde está? E do «Arquivo de Imagem do Cartaxo» que chegou a ser concretizado ao nível da organização, mas que se ficou pelas reuniões… E lembrei-me ainda das minhas muitas caixas cheias de trinta anos de recortes de jornais sobre o Concelho: nos primeiros cinco ou seis anos, ainda fui arquivando… agora, vou amontoando! Algum dia, «lá para o ano três mil e tal». Mas, voltemos ao Mestre Ricardo (desculpe lá o abuso de confiança): «Na sociedade atual, deverá esquecer-se a ideia do arquivo como simples depósito ou coleção de documentos. Uma mudança de paradigma é fundamental, e a evolução conhecida nos últimos tempos remete-nos para uma visão do arquivo municipal como um serviço altamente especializado, procurando implementar as melhores práticas de gestão integrada da documentação e informação, orientadas para o cidadão, num esforço de melhoria contínua, com vista à satisfação e mesmo superação das suas expetativas de qualidade, com objetivos de eficácia e eficiência.» Quando me caíram-me os olhos na última citação deste capítulo: «Note-se que o arquivo espelha a instituição no seu funcionamento, na sua estrutura organizativa e nas atividades que desenvolve.» Ah! Eu sabia que a ausência de esforço para concretizar o Arquivo Municipal, tinha qualquer coisa a ver com a realidade… E , ale uma aposta? Nos programas eleitorais que os partidos farão sair lá mais para o ano, lá voltaremos à promessa do Arquivo Municipal. Mas, vêm mesmo a propósito os versos de António Gedeão, no Poema do Alegre Desespero: «Compreende-se que lá para o ano três mil e tal ninguém se lembre de certo Fernão barbudo que plantava couves em Oliveira do Hospital, ou da minha virtuosa tia-avó Maria das Dores que tirou um retrato toda vestida de veludo sentada num canapé junto de um vaso de flores. Compreende-se. (…) Compreende-se Lá para o ano três mil e tal. E o nosso sofrimento para que serviu afinal?» Bem hajam e fiquem com SAÚDE! Opinião Mário Reis: Professor do 1º ciclo no Agrupamento D. Sancho I, Pontével Membro da Assembleia Municipal do Cartaxo Dirigente associativo dedicado ao teatro

Opinião: Pedro Pereira – População de Benavente dá exemplo democrático!

População de Benavente dá exemplo democrático! A crescente participação da população de Benavente nas reuniões de Câmara Municipal e Assembleia Municipal, são uma das maiores conquistas deste mandato autárquico 2017-2021. A população perdeu o medo de participar nos locais de decisão e de confrontar o executivo CDU sobre os problemas da terra e comunidade. Na última assembleia municipal, a problemática da insegurança da população para com a comunidade cigana, levou cerca de 100 pessoas a participar. Na última reunião de Câmara Municipal, cerca de 15 pessoas, confrontaram o executivo sobre vários assuntos, um dos quais “a falta de dinâmica da vila de Benavente”. Parece que a população acordou e percebeu que tem uma palavra a dizer no desenvolvimento da sua terra, fruto da incapacidade do executivo cdu em dar resposta aos anseios da população. A população inconformada tem contribuído positivamente para o debate democrático no município de Benavente. Opinião Pedro Pereira, Licenciado em Gestão Autárquica, Vereador da Câmara Municipal de Benavente e Autor do livro “Frases que podem mudar a sua vida”

Opinião – ECONOMIA PORTUGUESA VAI RECEBER CHOQUE VITAMÍNICO

Vem aí o Next Generation, o super-mecanismo financeiro da União Europeia criado especificamente para apoiar os Estados-Membros a saírem da crise provocada pela pandemia de Covid-19. A ideia é aplicar este dinheiro até 2026, dando à economia europeia uma espécie de choque vitamínico, que a dinamize e que a recoloque numa trajetória de crescimento. Dentro do Next Generation estão diversos instrumentos, sendo o Instrumento de Recuperação e Resiliência (IRR) o mais falado: são 12 974 milhões de euros de subsídios a fundo perdido para Portugal, a que acresce a possibilidade de o país aceder a mais 13 196 milhões de euros em empréstimos. Chamam-lhe bazuca, tiro de canhão, pipa de massa e até orgia (não sei onde Durão Barroso foi buscar a ideia…), para logo de seguida surgirem os problemas e os medos de não conseguirmos gastar tudo. Em linguagem mais técnica, há o receio de não se conseguir executar todo este dinheiro. Para ser executado – e estou só a referir-me à componente de subsídio (os tais “grants”) – este dinheiro precisa de uma tutela, de um modelo de governação e de um bom Plano de Recuperação e Resiliência, aprovado pela Comissão Europeia. É nessa tarefa que anda concentrado o Ministro do Planeamento por esta altura. E o que é “executar” este fundo? É ter o tal “bom Plano”, um plano consistente devidamente aprovado, ter uma Autoridade de Gestão, e ter bem noção dos timings. Entre 2020 e 2026, a economia nacional tem muito que fazer: até 2023 estará a executar os projetos aprovados no âmbito do Portugal 2020, cuja dotação é para aproveitar até ao último cêntimo; de 2021 para a frente é tempo de preparar os projetos que vão ser enquadrados pelo próximo Quadro Financeiro Plurianual, os fundos comunitários a que Portugal tem direito entre 2021 e 2027; e entre 2021 e 2026 haverá um instrumento financeiro excecional ao serviço de reformas estruturais que devem constituir a alavanca para que Portugal ultrapasse definitivamente as suas debilidades e vícios de funcionamento. São reformas em muitas áreas, que vão exigir capacidade de resposta ao desafio, que tanto é um desafio do setor público, como do setor privado. É certo que o Plano tem de ser bom e a metodologia adotada para o materializar tem sido adequada. Mas também é certo que vamos ter de estar todos a remar para o mesmo lado, sem ideias cristalizadas num tempo que já não existe. É aqui que contamos com o contributo das novas gerações, porque acreditamos que temos nas mãos a oportunidade de fazer um país melhor para os nossos filhos e para os filhos dos nossos filhos. Contamos com a vossa participação num processo de construção: precisamos de novos paradigmas sociais, urbanos e económicos, precisamos de novos postos de trabalho que absorvam as novas qualificações e precisamos que a requalificação profissional seja uma realidade, para que ninguém fique para trás num mercado de trabalho que está a modernizar-se de dia para dia. Precisamos de preencher o nosso território com projetos válidos e sustentáveis. Opinião La Salette Marques, Consultora de Comunicação.Autarca na Assembleia Municipal do Cartaxo.

Opinião: Mário Reis – NÃO PASSOU NA INSPEÇÃO…

Há uns dias, aí pelo Facebook ou outra rede qualquer, tivemos a notícia do encerramento da rua do Quintino para obras. Exultámos de alegria, finalmente! Não voltaríamos a ver as portas envidraçadas do Centro Cultural todas sujas, malgrado as diligências das funcionárias, não voltaríamos a pisar poças lamacentas, não voltaríamos a tropeçar… Ingénuos! Em cinco dias, com um fim de semana de permeio, querias um piso novo! Vai lá, vai! «Mas ficou muito melhor!» Dirão os “amigos do peito”. «São só remendos.» Dirão os outros… E o meu carro… não passou na inspeção periódica: que tinha não sei que folga nos rolamentos não sei de onde e mais os foles de não sei quê, cheios de uma coisa qualquer esquisita! Bolas! – Ó vizinho, disse eu com aquele ar de condenado à forca, mas isso é só assim um barulhinho… mais quando viro para a direita (raios me partam!). – Pois é, responde um jovem sorriso de “já me deram essa desculpa quinhentas vezes”, você vive no Cartaxo, não é? E está lá na Câmara, não é? Olhe, mande arranjar as ruas! – Isto é que o gajo é parvo (esta parte fui eu só a pensar antes que o tipo me encontrasse mais uma data de folgas): não são as ruas é o PAVIMENTO!! Lembro-me bem de o Município indemnizar cidadãos pelos estragos provocados nas suas viaturas por causa do mau estado das estradas, ruas e demais artérias: isto é, o problema é «pandémico», como se diz agora, ou será «congénito» (politicamente falando), como dizíamos há uns anitos? O mau estado das ruas do Cartaxo, já não é digno sequer de comentários nas “redes sociais”, porém, foi merecedor de uma verba (geral) de cerca de 410 mil euros, em sede do Orçamento para 2020, englobando obras diversas com «passagens hidráulicas» (são pequenas pontes), beneficiação do acesso à ponte Rainha D. Amélia… ficando com 190 mil euros para a beneficiação da rede viária. Não sei se é muito, se chega, ou se é pouco dinheiro. O que sei é que, até à data, quase nada! Só falta saber o significado político disto tudo: os buracos da rua do Quintino, estão tapados! É verdade: ninguém publicou fotografias e vídeos no Facebook… está tudo na praia… Para o “poder”, 2,15% do orçamento para benefício das estruturas públicas rodoviárias, foi a parte cheia do copo, para o cidadão comum, trata-se de uma despesa adicional, no seu próprio orçamento familiar, de contas com as oficinas de reparação automóvel. Para a segurança, em geral: o copo está seco! Lembrei-me do poeta popular mais conhecido entre nós, António Aleixo: «Vós que lá do vosso império Prometeis um mundo novo. Calai-vos, que pode o povo Querer um mundo novo, a sério!» Bem hajam e fiquem com SAÚDE! Opinião Mário Reis: Professor do 1º ciclo no Agrupamento D. Sancho I, Pontével Membro da Assembleia Municipal do Cartaxo Dirigente associativo dedicado ao teatro

Opinião: As promessas de um Oásis no município de Benavente!

Nas últimas semanas, no município de Benavente, a um ano das eleições autárquicas, um conjunto de “projetos”, que estavam na gaveta há mais de um mandato, que já oiço falar há mais de 4 anos, parecem inundar certa comunicação social regional e redes sociais. Espero que não sejam apenas mais promessas eleitorais para enganar o povo. O presidente está em plena campanha eleitoral, utilizando certa comunicação social subsidiada pela Câmara Municipal de Benavente, ou seja, com o dinheiro dos impostos de todos os concidadãos. São milhares e milhares de euros todos os anos para propaganda, grande parte dela enganosa, ora para tentar atacar e descredibilizar a oposição socialista, ora para tentar promover o presidente. Nada disto é novo, é apenas a continuidade da propaganda publicitária com pouca obra feita, promovida por certa imprensa que teima em fazer assessoria de imprensa à Câmara Municipal de Benavente, em vez de fazer jornalismo com isenção, imparcialidade e verdade. A novidade é que as promessas e publicidade, coincidem com uma previsível crise económica e social sem precedentes em Portugal e na Europa, o que torna as coisas mais descaradas. Em plena crise, o Presidente Coutinho promete o Oásis no município de Benavente e perdeu a noção da realidade, tudo para se auto promover e dar balanço à sua recandidatura. Opinião – Pedro Pereira, Licenciado em Gestão Autárquica, Vereador da Câmara Municipal de Benavente e Autor do livro “Frases que podem mudar a sua vida”.

Opinião: INFELIZMENTE, NÃO FICAMOS TODOS BEM… Más notícias: A FLEXIMOL VAI ENCERRAR!

Em bom abono da verdade, foi declarada insolvente pelo Tribunal. No próximo dia nove de setembro, realizar-se-á uma Assembleia de Credores e podem decidir celebrar um acordo para a empresa continuar a funcionar…

Opinião: Pedro Pereira – República das Bananas

A manutenção do cargo do coordenador da proteção civil municipal de Benavente, por parte do Presidente da Câmara Municipal, é um caso de República das Bananas. Porquê ? O cargo de coordenador municipal da proteção Civil, é de confiança pessoal e política. O Presidente da Câmara Municipal é o responsável máximo pela proteção civil e pela nomeação do coordenador. Este, por sua vez, com atos e factos, quebrou a confiança e lealdade, que são exigíveis ao exercício do cargo. Mas, o Presidente da Câmara Municipal de Benavente, continua a mantê-lo no cargo. Um sinal de falta de autoridade e de liderança, por parte do Presidente, só possível num município com um caso típico de uma República das Bananas.

Opinião: La Salette Marques – Chega – PSD

A política portuguesa viveu um episódio complicado nos últimos dias, episódio esse que carece de clarificação, sob pena de virmos muito em breve a assistir à morte de um dos partidos fundadores da nossa democracia, o PSD. O líder do PSD, Rui Rio, tem vindo a assumir uma postura de Estado, mostrando que o seu partido quer ser parte da solução para Portugal, muito especialmente no momento de pandemia que o Mundo está a atravessar. Rui Rio tem explicitamente recusado a demagogia, mesmo quando fala apenas para dentro do seu partido, como tantas vezes tem acontecido. Alcançou um estatuto que lhe valeu elogios internacionais. Foi por isso que se ouviram com enorme espanto as suas palavras de disponibilidade do PSD para se aliar ao Chega: “se o Chega evoluir, apesar de estar muito à direita, para uma posição mais moderada, eu penso que as coisas se podem entender”. É verdade que o PSD foi a incubadora política de André Ventura. O líder do Chega é a criatura e o PSD o seu criador. Mas esta não é forma de o criador lidar com a criatura, que degenerou, indo para a extrema direita do espectro político! O Chega representa em Portugal as políticas extremistas, xenófobas e racistas que proliferam pela Europa e pelo resto do Mundo, assentes numa cultura de falsos nacionalismos, de ignorância e de superficialidade no debate, fazendo uso da manipulação da realidade e da informação, desinformando e assustando. André Ventura personifica tudo isto, ora vitimizando-se, ora apresentando-se como o messias. Mas que projeto tem para o país? O que conhece do país? O que fez pelo país? Talvez André Ventura conheça bem certas realidades, já que tão bem incorpora no seu discurso as reivindicações populares de mesa de café. E também sabe falar de futebol! E sabe usar a oratória, a retórica e gesticula como se estivesse na barra do tribunal. Portanto, não tem dificuldades na articulação das palavras, nem nas articulações dos ombros ou dos braços, mas é portador de ideias desarticuladas, incompatíveis com o Estado de Direito, com a Constituição e com a Democracia. É esta a força política com que Rui Rio está disponível para se entender, desde que evolua “para uma posição mais moderada”. Mas de que espécie de moderação fala o líder social democrata? É que nós já temos um partido da direita moderada, o CDS, aliado tradicional do PSD, que Rui Rio poderia ter considerado na resposta à pergunta que o jornalista lhe colocou, sobre uma eventual parceria com o Chega. Em vez disso, o presidente do PSD preferiu colocar ao Chega condições inaceitáveis, como deixar a demagogia e o populismo, que são precisamente as ferramentas que esta força política usa para atrair o seu eleitorado. Para termos uma ideia de como esta disponibilidade do PSD para um eventual entendimento com o Chega pode ter um resultado catastrófico para os social democratas, e certamente muito mau para Portugal, a resposta de André Ventura foi elucidativa: “ou o PSD muda ou o Chega, que já é a terceira força política nas sondagens, será a segunda e acabará com o PSD”. Esta é a relação que existe neste momento entre o criador e a criatura, que degenerou e que está disposta a canibalizar o eleitorado laranja à custa sabe-se lá de que argumentação ou de que projeto. Rui Rio, depois da resposta que deu, tem agora que dar muitas outras respostas e clarificar muito bem o espaço político que pretende ocupar. Como está bem de ver, os portugueses que habitam a área da social democracia não vão querer envolver-se com um partido que está disposto a ser uma ponte para o Chega.  Opinião: La Salette Marques, Consultora de Comunicação.Autarca na Assembleia Municipal do Cartaxo.

Opinião: Mário Reis – Como vamos ficar de Vinhos?

Na semana passada terminei a minha reflexão, publicada neste «lugar», com uma pergunta: Com os toneis, pipas e armazéns cheios. Com uma vindima à porta… que soluções? Escrevia sobre o setor vitivinícola, porque tinha saído muito apreensivo de uma “Audição Pública” promovida pelo Partido Comunista Português, sobre o tema «O impacto da pandemia nos pequenos produtores de vinho», que contou com a presença de alguns curiosos, de pequenos produtores locais e do deputado à Assembleia da República, Dr. António Filipe. E o mais curioso é que não faltaram críticas e elogios ao setor, apoios e sugestões, soluções radicais e todas as certezas do mundo… «É um fenómeno curioso: O país ergue-se indignado, Moureja o dia inteiro indignado, come, bebe e diverte-se indignado, mas não passa disto. Falta-lhe o romantismo cívico da agressão. Somos socialmente, uma coletividade pacífica de revoltados.» Miguel Torga, Diário XIV Desde o fechar das fronteiras à importação de vinhos e uvas (como se os franceses não estivessem também com graves problemas), até à obrigação de as adegas cooperativas e os grandes armazenistas e produtores serem obrigados a receber a produção nacional possível (como se fosse um ato democrático a imposição de posturas públicas a entidades privadas), houve um pouco de tudo: Apoiar o armazenamento, revitalizando as estruturas do Instituto do Vinho e da Vinha; Apoiar o preço de venda; Valorizar o preço do «pé» para a destilaria; Legalizar a venda de vinho a copo, com petiscos, nas adegas dos pequenos produtores; Ou, em último caso, melhorar o subsídio de 40 cêntimos por litro para transformação em álcool gel. O Deputado do Círculo de Santarém, Dr. António Filipe, levou uma mão cheia de recados, esperemos que façam sentido e que os pequenos produtores de vinho consigam “arribar” desta situação. Bem hajam e fiquem com SAÚDE! Opinião; Mário Reis: Professor do 1º ciclo no Agrupamento D. Sancho I, Pontével Membro da Assembleia Municipal do Cartaxo Dirigente associativo dedicado ao teatro

Opinião: Pedro Pereira – “Bruno de Carvalho, volta estás perdoado”

Sempre assumi ser defensor do presidente Bruno de Carvalho, apesar de alguns excessos e erros cometidos. Nunca fui atrás da onda mediática que o dava como autor moral ou culpado do ataque à academia. Sempre disse que Frederico Varandas não tinha perfil para presidir um clube de futebol como o Sporting, tendo em conta a realidade do sistema de poder que gere o futebol português. E pelos vistos tenho razão. O Sporting ficou afastado das competições europeias e cava ainda mais o fosso que o separa dos dois rivais. O Sporting perde receitas importantes e gastou 10 milhões de euros num treinador inexperiente e sem provas dadas, que não conseguiu os objetivos mínimos. São dois falhanços: desportivo e financeiro. Com Bruno de Carvalho, o Sporting lutava, taco a taco, com os dois rivais. E ganhava títulos nas restantes modalidades. O Sporting tinha devolvido a esperança aos adeptos de poder conquistar títulos no futebol a qualquer momento. Agora estamos condenados a lutar pelo 3.° lugar com o Sporting de Braga. Esta é a realidade dos factos. Por isso digo, “volta Bruno de Carvalho, estás perdoado”.

Opinião: Mário Reis – Como estamos de Vinhos?

O setor vitivinícola, não é propriamente a área onde estou mais à vontade, por duas razões: não gosto de bebidas alcoólicas (como não gosto de sushi, nem de couve flor) e, para além do que vou lendo na comunicação social

Opinião: Diz o provérbio que o copo está meio cheio ou meio vazio, conforme o ponto de vista.

Ora vejamos: deu motivo de grandes parangonas em toda a comunicação social local, o facto de a Câmara do Cartaxo ter reduzido o «passivo em mais de dois milhões de euros em 2019» (sic).

Opinião: La Salette Marques – A Politica Europeia também tem Bastidores

Uma Europa mais próxima dos cidadãos, fomentando um desenvolvimento sustentável e integrado das zonas urbanas, rurais e costeiras, e as iniciativas locais.

Opinião: Gonçalo Ferreira Gaspar – Em política o que parece é.

Um órgão político, comunicou a retirada de pelouros de uma vereadora de um órgão autárquico. Tudo isto até podia ter uma réstia de normalidade discutível, se ambos os órgãos fossem liderados pela mesma pessoa, o que não são.

Espaço de Opinião – Sexta-feira com Miguel Ribeiro

Toda esta pandemia, fez de facto uma mudança enorme na vida de cada um nós.. O Teletrabalho, as compras e vendas online, os serviços públicos, as actividades desportivas e culturais.

Uma coisa é bater palmas à varanda, outra é pretender uma iniciativa legislativa

Aconteceu na última Assembleia Municipal: uma moção da CDU, sobre o Serviço Nacional de Saúde, mereceu um tom exaltado de crítica da bancada do PS, por «vir do partido».

Opinião: Pedro Pereira – “Heróis só nos filmes”

Em Portugal, uma parte da população tem o hábito de chamar de heróis, a humanos dedicados e que cumprem a sua missão.

Opinião: La Salette Marques – Teletrabalho : porque sim e porque não

O conceito não é novo, embora para os portugueses seja uma novidade que se concretizou com a pandemia. E veio para ficar, naquele que é chamado o “novo normal”.

Gonçalo Ferreira Gaspar – Opinião: Cartaxo – Capital do Confinamento

A promoção turística do concelho do Cartaxo tem de obrigatoriamente passar pelo vinho, pela gastronomia, pelo touro e pelo cavalo, pelo folclore, pela Palhota e pelo Tejo.

Espaço de Opinião – Sexta-feira com Miguel Ribeiro

Uma das primeiras coisas que a internet nos trouxe foi a partilha de informação, de uma forma fácil, eficaz e acessível a praticamente toda a população mundial no seu geral.

A Conversa nas Redes Sociais sobre a Limpeza do Espaço Público no Cartaxo

Sem poder retornar a essa «conversa», por falta de domínio das redes, ditas, “sociais”, acompanhei há uns dias uma troca de opiniões, por sinal muito educada e sem qualquer exaltação, contrariando o que normalmente oiço.

Opinião: Pedro Pereira -” Governo e o país, entre a espada e a parede”

O governo, começou bem na prevenção do covid 19, pedindo recolhimento às pessoas, dando prioridade à saúde da população e prejudicando a economia.

Opinião: La Salette Marques – Trabalho Igual, Portugal Desigual

A semana começou com notícias sobre o nosso Portugal desigual em matéria de rendimentos: as mulheres ganham 16% menos do que os homens; os gestores das empresas cotadas em bolsa ganham, em média, 30 vezes mais.

Opinião: Gonçalo Gaspar – Há oportunidades com o Covid-19

O Cartaxo não é exceção, logo terá que criar uma estratégia que absorva algumas das suas necessidades mas também alguns dos anseios do país que cada vez estará mais virado para si.

Miguel Ribeiro

Opinião – Sexta-feira com Miguel Ribeiro, Consultor de Cibersegurança

Cidades Inteligentes e outras menos..

Há muito tempo que o Cartaxo podia ter apostado em automatizar e rentabilizar os processos de limpeza e manutenção dos espaços públicos e das vias publicas…

Opinião: Mário Reis-Irresponsáveis! Idiotas! Egoístas!

Estão fartos de estarem fechados? Fartos de não irem passear? Fartos de andarem de máscara? Fartos de não estarem com as pessoas de quem gostam?

Opinião: Pedro Pereira A maior luta que travas é contigo próprio!

A morte do ator Pedro Lima, remete-me para uma frase do meu livro “a maior luta que travas, é contigo próprio”. E todos os dias, tens de lutar para sobreviver e viver.

Opinião: La Salette Marques O FUTURO É AGORA

Mesmo que ainda em luta contra a Covid, Portugal dá passos no sentido da prevenção de uma crise anunciada, cuja extensão de danos não é conhecida, mas que se prevê grande.

Espaço de Opinião – Sexta-feira com Miguel Ribeiro, Consultor de Cibersegurança

Se há uns anos atrás o grupo de amigos de uma criança eram os seus vizinhos com quem jogava há bola na rua, hoje em dia eles podem ser um pouco de toda a parte do mundo..

Opinião: praça de touros (assim mesmo: Mercado Municipal com letra maiúscula

Pelas constatações, se dúvidas havia, cai por terra desamparado o argumento de que não havia ali espaço para os feirantes do mercado semanal como estes exigiam, apoiados em grande maioria pelos vendedores da Praça e lojas das redondezas.

Opinião: Pedro Pereira Passados 13 anos, o mistério continua, sobre desaparecimento de Maddie

Passados 13 anos, o mistério continua, mas esta hipótese parece ter caído por terra. A ser verdade que os pais são inocentes, são 13 anos de sofrimento, culpa e injustiça. Sofrimento pelo desaparecimento da sua filha.

Opinião – La Salette Marques, Vivemos tempos inesperados, angustiantes e tristes

Um ano letivo atípico, com alunos em casa e ensino à distância; famílias com quebras de rendimento que as colocam no limiar da pobreza; desemprego aumentado; empresas em rutura financeira…

Opinião – As associações culturais e desportivas são um sector que vive do voluntariado dos seus dirigentes

O poder político tem o dever de informar e apoiar o movimento associativo, através da transferência de algumas competências e no apoio técnico e administrativo, no acesso a fundos e a financiamento que permita garantir as condições necessárias…

Miguel Ribeiro

Espaço de Opinião – Sexta-feira com Miguel Ribeiro, Consultor de Cibersegurança

Informática em tempos de Covid-19..

Nos dias que correm , com o ensino à distancia, trabalho à distancia e aumento exponencial de compras online, nunca a nossa preocupação em Segurança Informática foi tão grande..

Espaço de Opinião – Mário Reis – “O PAI TIRANO”

O Governo da Nação é o pior exemplo de PAI que se pode utilizar nos anais da educação parental: perante uma grave necessidade dos seus FILHOS, reforça-lhes a semanada.

Espaço de Opinião – Pedro Pereira – “De vilão a inocente”

Quando um inocente é acusado na praça pública e o transformam em vilão e quando um tribunal o absolve dos crimes de que foi acusado e o transforma em inocente, o mínimo que devemos pedir é desculpas.

Espaço de Opinião – Quinta-feira com Mário Reis, Professor do 1ºciclo

AFETADOS, ESTAMOS TODOS!

Pertenço ao grupo de privilegiados que, face à epidemia Covid-19, sofreu apenas os efeitos da ausência: ausência de convívio, ausência de contacto, ausência

Espaço de opinião –com – Pedro Pereira

Marcelo e Costa “Um casamento por conveniência” À beira das eleições presidenciais, que se realizam em Janeiro de 2021

Gonçalo Ferreira Gaspar – Opinião: O desconfinamento

Apanhados desprevenidos, sem perceber a verdadeira dimensão dos danos económicos e sociais, a obrigação de uma reação e de uma adaptação quase espontânea

Opinião – “O Correio do Alerta” Com Gonçalo Ferreira Gaspar – Advogado.

Gonçalo Ferreira Gaspar, Advogado. O Correio do Alerta é um espaço de opinião sobre matérias políticas de âmbito local, regional e nacional que visa transmitir um olhar critico  sobre a atualidade semanal, enviando alertas para reflexão dos ouvintes. Para ouvir na Rádio 102.9 fm Segunda-feira, 07h20 – 10h40 – 18h40 Sábado 11h40 Domingo 19h30