Gonçalo Ferreira Gaspar – Opinião: Cartaxo – Capital do Confinamento

(Publicado em: 7 Julho, 2020)

Num período em que os Municípios, um pouco por todo o país, começam a desconfinar os seus serviços, mas em especial os seus eventos, a sua cultura e identidade, os seus espaços desportivos e o turismo, sob o normativo vá de férias cá dentro, o concelho do Cartaxo continua a manter uma regularidade que a todos nos tem habituado.

O desprezo pelo espaço público, pelos jardins e pelos espaços desportivos tem sido uma regularidade a que o Município do Cartaxo nos tem habituado. Razões de ordem financeira, de falta de recursos humanos são sempre razões legítimas   e aceitáveis, o que não é aceitável é o tempo que esta situação dura.

Já era tempo mais do que suficiente para que os espaços verdes do concelho do Cartaxo, em particular na cidade do Cartaxo, estivessem cuidados, embelezados e que fossem mais um motivo de atração a quem nos visita.

Já era tempo mais do que suficiente para que o Município do Cartaxo olhasse para a freguesia de Valada numa perspectiva turista e numa perspectiva cultural.

A promoção turística do concelho do Cartaxo tem de obrigatoriamente passar pelo vinho, pela gastronomia, pelo touro e pelo cavalo, pelo folclore, pela Palhota e pelo Tejo.

Nós no Cartaxo queremos receber turistas, turistas de concelhos confinantes e próximos do nosso, mas também  turistas no norte e do sul de Portugal, mas para isso precisamos de cuidar das nossas ruas e dos nossos espaços sociais, de promover o que de melhor aqui produzidos ao nível gastronómico e vínico, as nossas paisagens naturais como é o caso de Valada. É preciso fazer muito, ou quase tudo pelo turismo do concelho do Cartaxo.

Se alguma coisa tivesse feita, hoje provavelmente estaríamos a competir com outros concelhos do Ribatejo e seríamos um destino de turismo interno que não só colocava o concelho do Cartaxo no mapa de turismo e lazer, como ajudava os nossos empresários e investidores a fortalecer o seu tecido empresarial, seja na área da restauração, na área do alojamento e da hotelaria, ou até mesmo na área das atividades pedestres e aquáticas.

Mas não, estamos muito atrasados e ainda nem sequer arrancámos. Está tudo por fazer e nada tem sido feito. O alerta está enviado.

Opinião:Gonçalo Ferreira Gaspar, Advogado e eleito na Assembleia Municipal do Cartaxo. “O Correio do Alerta”