Governo questionado sobre investimentos e renovação da frota da GNR de Santarém

Publicado em 12 Nov 2018
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O Ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, foi questionado pela deputada do CDS-PP, Patrícia Fonseca, eleita pelo círculo de Santarém, acerca da necessidade de investimentos no Comando Territorial da GNR de Santarém.

O confronto deu-se durante a audição do Ministro, no âmbito da especialidade do Orçamento do Estado para 2019.

Eduardo Cabrita foi questionado sobre quantos dos 950 formados anunciados este ano irão reforçar os efetivos de Santarém, questão que ficou sem resposta.

O Ministro da Administração Interna anunciou um reforço de 364 viaturas para a GNR, tendo a deputada questionado ainda o Ministro sobre quantas destas 364 viaturas virão para Santarém, o que ficou também sem resposta.

Patrícia Fonseca destacou que o Comando Territorial da GNR de Santarém “tem a seu cargo uma área de cerca de 6000 km2 e 300 km de autoestradas e depara-se com grandes constrangimentos, críticos em algumas situações”.

Patrícia Fonseca declarou que o “Destacamento de Trânsito da GNR de Santarém tem menos 44 militares do que há quatro anos e viaturas com uma média de 14 anos e 400 mil km”. Segundo a deputada, o Destacamento de Santarém “tem uma falta gritante de militares para assegurar todo o patrulhamento”.

“O concelho há muito que reclama também um Posto Territorial para Alcanede, que foi já autorizado pela tutela, sendo que a anterior Ministra da Administração Interna, Constança Urbano de Sousa, no debate do Orçamento de Estado de 2018, afirmou que estava inscrito na Lei de Programação das Infraestruturas das Forças e Serviços de Segurança, uma vez que havia instalações disponíveis, mas, como todos sabemos, esse investimento não teve ainda início”, afirmou Patrícia Fonseca, acrescentando que “mesmo que existissem instalações, um Posto Territorial não funciona sem efetivos e esse é um outro problema tão mau ou pior que o das infraestruturas”.

Para a deputada, “a freguesia de Alcanede não pode ser assegurada pelo Posto Territorial de Pernes, que é assegurado pelo Posto Territorial de Santarém, cujos militares chegam a demorar uma hora de caminho, dadas as condições da estrada, o que condiciona a intervenção atempada das forças de segurança”.

Foram também mencionados os Postos Territoriais de Alpiarça e de Coruche, que segundo o CDS, “não têm as mínimas condições nem de dignidade nem de segurança para os militares, sendo que o de Coruche está identificado como de primeira prioridade na Lei de Programação das Infraestruturas das Forças e Serviços de Segurança e as respetivas obras deveriam ter tido início em 2017”.

A resposta do Governo, pela voz da secretária de Estado Isabel Oneto, foi de que estão em curso os projetos de execução das respetivas obras.

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