Opinião/2022 Joaquim Palmela Abril 18, 2022 (Comments off) (157)

Opinião – Esperança Renascida

A “Grande Caravana pela Justiça Climática” terminou, no passado sábado a sua longa caminhada pelo país. Partindo de Leirosa (Figueira da Foz), a 2 de abril, chegou a Lisboa, ao Parque das Nações, na tarde do dia 16, após ter percorrido mais de 400Km, a pé e de comboio.

A Caravana passou por Montemor-o-Velho, Coimbra, Pedrógão Grande, Proença-a-Nova, Vila Velha do Ródão, Abrantes, Vila Nova da Barquinha, Vale de Santarém, Cartaxo e Alhandra e muitas outras localidades onde dialogou com as populações para conhecer, no local, os impactos reais das alterações climáticas, adquirindo e transmitindo informação.

À chegada Lisboa, a caravana foi recebida por uma manifestação de apoio, no Jardim do Passeio dos Heróis do Mar, no Parque das Nações, onde se lhe juntou a Caravana Sobre Rodas, marchando até à assembleia final, no Jardim das Ondas, em frente ao Oceanário.

Ali os participantes partilharam as suas experiências e foram apresentados alguns eixos estratégicos para intervenção futura das mais de quarenta organizações subscritoras.

Nasceu um movimento que pretende travar o colapso climático e participar na criação e adoção de soluções cimentadas na solidariedade, no conhecimento, na justiça, na fraternidade, garantindo a sobrevivência Humana, enquanto espécie.

São os Jovens a dizer BASTA!

No próximo dia 23 de abril: FESTA – aventuras da Caravana pela Justiça Climática ao jantar

A 30 ainda deste mês: formação em Ativismo Climático

Em julho: Acampamento 1.5

Em setembro: Fim ao Fóssil: OCUPA! As escolas secundárias e as universidades em Lisboa vão ser ocupadas pelo fim aos combustíveis fósseis!

Tudo porque o momento é duma gravidade extrema. Temos de reagir e travar a ação de responsáveis económicos e políticos dopados no crescimento infinito e na arrogância ideológica do pensamento único. Avolumam-se as notícias constantes de “secas, cheias, tempestades fora de época, subida do nível médio dos oceanos, sua acidificação e alteração das complexas correntes marítimas, incêndios florestais, libertação de metano pelo degelo das regiões árticas, perda irreversível da biodiversidade e degradação do ar, dos solos e das massas de água” (Manifesto da “Caravana”).

Mas foi bonito: os jovens a tomar as rédeas, a conhecer, a refletir, a procurar soluções.

Tudo porque, como cantavam na Caravana, NÃO HÁ PLANETA B!

Assim, até a esperança renasceu…

Mário Júlio

Mário Júlio: Professor do 1º ciclo no Agrupamento D. Sancho I, Pontével

Dirigente associativo dedicado ao Teatro