Opinião/2022 Joaquim Palmela Junho 21, 2022 (Comments off) (192)

Opinião – Festas Seguras

Ir a uma festa de rua, a um arraial, a uma largada de touros ou a um jogo de futebol deve ser um momento de descontração, de diversão e de socialização. 

As organizações dos eventos públicos, autarquias e autoridades policiais devem garantir condições de segurança a quem frequenta as festas por bem e devem ser afastados todos os “artistas” que utilizam as concentrações para roubar, agredir, humilhar e até matar. 

Nas últimas semanas tivemos vários roubos e rixas com armas brancas e de fogo em eventos na região. Entre as vítimas estão inocentes que nada têm a ver com as disputas de gangues compostos por gente que não estuda, não trabalha e não acrescenta valor às comunidades onde vive. 

O uso do canivete ou da pistola vulgarizou-se debaixo de um chapéu de leis que não se adaptaram aos tempos, duma justiça permissiva e de uma clara ausência de meios de prevenção da criminalidade e da delinquência em contexto de festa e espaço público.    

 A segurança nos eventos é, em primeira linha, uma responsabilidade das organizações.  

A maioria das associações ou comissões organizadoras são voluntárias e não tem recursos para pagar gratificados à GNR ou PSP. 

Apesar de terem milhares de euros para artistas e fogo de artifício, consideram os custos de segurança uma despesa a evitar. 

E sem dinheiro para gratificado não há polícia na maioria dos eventos. 

As autarquias locais e o Governo, enquanto autoridades administrativas, têm a obrigação de garantir a segurança de pessoas e bens no espaço público. 

Os órgãos de polícia criminal têm o dever de fiscalização e de prevenção mesmo que não sejam contratados para gratificados.  

Da mesma forma que temos bombeiros nas festas para garante do socorro imediato, deveremos ter guardas ou polícias que exerçam a prevenção e a dissuasão da criminalidade.  

E deve ser o Estado, local ou central, a assumir estes custos com as receitas dos duros impostos que pagamos.   

Os criminosos sentem-se à vontade porque sabem que sem agentes de segurança no local têm tempo para fazer tudo e satisfazerem o seu ego de heróis do mal. 

Artistas com mandado de detenção e proibição de participação em eventos públicos exibem armas com a maior descontração.  

Gente conhecida das autoridades e que seriam detidos se houvesse GNR ou PSP no local e mais fiscalização nas entradas e saídas das festas. 

 Opinião – Nelson Lopes  – Jornalista desde 1990. Gestor de Comunicação