Opinião/2022 Joaquim Palmela Janeiro 27, 2022 (Comments off) (224)

Opinião – Jorge Gaspar – Trinta de Janeiro

As eleições legislativas do próximo dia 30 de Janeiro são importantes como o são quaisquer outras eleições. É um dia de escolhas individuais, mas de opções colectivas, e um momento de decisões pessoais, mas de consequências comunitárias.

Mas as eleições legislativas do próximo dia 30 de Janeiro são importantes também por uma outra razão e, nesse sentido, são mais importantes do que quaisquer outras eleições. Depois de seis anos de um governo de uma esquerda apoiado e suportado por uma outra esquerda – durante os quais, aliás, beneficiou de uma extraordinária e irrepetível conjuntura internacional e europeia –, reina no ar a sensação de um tempo perdido que não volta e perpassa pelos dias do nosso quotidiano o estranho sentimento de que assim não vamos lá.

Estamos, pois, perante umas eleições legislativas nas quais são claros os caminhos alternativos e distintas as propostas políticas que são apresentadas aos eleitores.

Para lá do histórico dos últimos seis anos (e isto para evitarmos ir mais atrás no tempo), foi possível neste mês de Janeiro tornar mais nítidos tais caminhos alternativos e clarificar de modo ainda mais sensível tais propostas políticas. Os debates televisivos entre os vários candidatos, cujo modelo gerou inicialmente muita desconfiança à generalidade das pessoas, foram decisivos na afirmação das diferenças políticas e das distintas linhas de rumo para o país e os dias de campanha eleitoral na rua têm-nos mostrado, de forma muito evidente, a genuinidade de uns e o tacticismo errático de outros, coincidentes, aliás, com a vontade de fazerem andar Portugal para a frente dos primeiros e o desejo de permanecerem alapados ao poder dos outros.

Também no distrito de Santarém nos confrontamos com a necessidade de escolhas criteriosas e a pensar no futuro da região.

Com vários problemas de natureza económica, social e ambiental a assolar o território – por exemplo, de fixação de população, de criação de emprego sustentável, de acesso a cuidados de saúde de qualidade (e em tempo, já agora), de recuperação de infraestruturas rodoviárias, de melhoria das acessibilidades e de poluição ligados ao rio Tejo –, igualmente por aqui somos chamados a dizer se estamos de acordo com o que tem sido feito pelo governo da República ou se, ao invés, julgamos que está na hora de mudar.

A escolha é sua e é minha. É nossa.

Opinião – Jorge Gaspar

26 de Janeiro de 2022