Opinião/2022 Joaquim Palmela Janeiro 22, 2022 (Comments off) (257)

Opinião – Mário Júlio – Quo vadis Associativismo

Pandemia, confinamento, restrições, máscaras, testes, certificados, vacinação… até zaragatoa! São palavras que inundaram o nosso léxico há dois anos.

E não é para menos: o número de infetados, mais ou menos muito graves, as sequelas com que esses doentes ficaram e o número de óbitos, bem justificam a preocupação quase alienada por este raio desta infeção.

Os grupos de «pessoas voluntariamente organizadas em torno do mesmo objetivo», normalmente chamadas de associações, não tiveram outra hipótese, se não acompanhar todo o fenómeno social que se gerou a partir de março de 2019: fecharam!

Sem atividades, a maior parte dos associados deixou de pagar quotas, deixou de frequentar os edifícios, deixou de participar nos órgãos sociais, motivando uma crise sem precedentes na vida associativa, já muito depauperada, nas últimas décadas, com o advento de muitas outras ofertas recreativas, culturais e desportivas e, sobretudo, prejudicada pelo emergir de um comodismo sem paralelo na História recente.

Na maior parte dos casos que tive oportunidade de contactar entretanto: portas fechadas, direções demitidas, um carola lá vai pagando a água e a energia elétrica, outros nem isso, poucos timidamente vão remando contra a maré.

O que fazer?

A pandemia veio para ficar, agora os técnicos irão inventar outra palavra qualquer para justificarem comportamentos defensivos e preventivos, mas a nossa vida tem de recomeçar definitivamente! E é necessário que, o que tem de mais diferenciador entre as Espécies, a capacidade associativa, retome níveis justificativos desta nossa vida em sociedade.

Há um ano atrás ouvimos falar com ponta, circunstância e apresentação formal, num programa qualquer que distribuiria algumas centenas de milhares de euros pelas associações e outras entidades voluntárias do Concelho: volvidos meses, continuamos (e eu pertenço a órgãos sociais de quatro associações) à espera… do regulamento! Não passou de uns slides bonitos!

Mas será disso que precisamos? Não dos slides, claro! Dos subsídios!

Não sei, conheço mais ou menos muito bem, quatro realidades muito diferentes, quatro situações que carecem de alguns procedimentos diversos, outros serão mais comuns.

Opinião – Mário Júlio