Opinião Mário Reis – Saúde… Mental

Ou “Se não morremos da cura, morremos da doença!”

A história da doença provocada pelo novo coronavírus, SARS-COV-2, a que a Organização Mundial de Saúde atribuiu o nome de Covid-19, vai ficar muito mais marcada nos nossos organismos do que a infeção respiratória grave que pode causar.

Este raio deste coronavírus tem justificado uma série de procedimentos preventivos e profiláticos, na medida em que a sua propagação originou a pandemia que estamos a viver:  uma epidemia que se alastra ao mesmo tempo em vários países… atingindo em pouco mais de um ano, um número assustador de óbitos por todo o mundo: 1 314 904 (quando escrevo estas linhas)!

É muito grave.

E, de certeza que é bem pior do que nós sabemos.

Nós, os cidadãos apenas informados pelo que os meios de comunicação social querem: é que para um governo ter a coragem de confinar um país… é porque a coisa é mesmo muito má.

Se não, pensemos na Áustria: é um pequeno País alpino com 8,9 milhões de habitantes, mas um dos países mais ricos no mundo, com um PIB nominal per capita de 43 570 dólares (quase o dobro do que em Portugal) e com um alto padrão de vida, que já mereceu posição de destaque mundial no Índice de Desenvolvimento Humano.

Agora, confinou!

Voltemos à pandemia, ou melhor, aos seus perversos efeitos para além da infeção.

Por algum motivo, de que todos desconfiamos, o Ministério da Saúde alterou as suas rotinas no que diz respeito à disponibilidade de apoio psiquiátrico.

Lê-se em https://saudemental.covid19.min-saude.pt/como-cuidar-de-si/:

«É normal que durante uma crise como esta possa sentir-se assustado, ansioso ou aflito. O fluxo contínuo de notícias na televisão e na internet sobre a pandemia, o vírus e todos os acontecimentos que se sucedem de forma rápida podem ser perturbadores. Com grande facilidade podemos ficar demasiado envolvidos no que se está a passar.»

«Somos mais fortes do que julgamos»

«Recorra a capacidades e competências que já o ajudaram no passado a lidar com situações adversas. Use-as para lidar com as suas emoções nos momentos mais desafiantes deste surto e siga as orientações das autoridades.»

Disponibilizando grande número de contactos: «para que não se sinta só», lê-se!

Ora eu, mero ateu e agnóstico de costela comunista, que não sou nada de «natais»: nem do natal capitalista que nos convence da necessidade de comprar… para oferecer, claro está; nem do natal religioso que pretende o nascimento de um filho de um deus, mesmo que depois afirme que somos todos filhos de deus; vou-me distraindo com a comemoração da alegria de estarmos juntos, de partilhar… e de uma bela jantarada com a família… também gosto muito de bolo rei… o que é uma chatice para o meu republicanismo… mas, à gula, compensa!

Pois, inspirado na carta de Fernando de Carvalho, publicada em «O Mirante dos Leitores» de 5 do corrente, que muito agradeço, aproveito estas linhas para desafiar as Entidades públicas e privadas, os Cidadãos organizados ou individualmente, a contratarem as decorações públicas natalícias: já chega!

Estamos cada vez mais confinados, por questões de saúde pública, mas que a alegria de estar vivos não seja menosprezada, em prol da alegria de não estarmos contaminados.

O Município só daria uma ajuda: talvez a partir da verba adiada pela moratória do FAM, ou do saldo de gerência positivo de 2019…

Para mais, os lojistas e outros empresários, e os cidadãos menos prejudicados pela crise económica instalada, como eu, funcionário público, demonstrando a nossa solidariedade faríamos um depósito conforme a nossa disponibilidade: tipo angariação de fundos, estão a ver?

Sem populismos, nem protagonismos: tudo pela alegria de sermos uma comunidade viva… ainda!

Bem hajam e SAÚDE!

Opinião: Mário Reis:        

Professor do 1º ciclo no Agrupamento D. Sancho I, Pontével

Membro da Assembleia Municipal do Cartaxo

Dirigente associativo dedicado ao teatro

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