Opinião/2022 Joaquim Palmela Janeiro 7, 2022 (Comments off) (576)

Opinião – Miguel Ribeiro – Orçamento da Câmara do Cartaxo 2022

O Partido CHEGA no Cartaxo através da sua Bancada Parlamentar, considera que este é um ano de mudança, dado o pouco tempo para preparar o orçamento e submetê-lo à aprovação na Assembleia Municipal, o PSD, manteve muito do que eram as linhas orientadoras do PS nas governações anteriores, estabelecendo algumas prioridades diferentes, mencionou isso mesmo o Presidente da Camara do Cartaxo na sua apresentação do Orçamento.
Dando destaque à reparação da rua Serpa Pinto e das Obras nas Escolas.

Consideramos que mesmo que as linhas orientadoras sejam as mesmas que as anteriores, a execução das mesmas pode ser completamente diferente. Isso é algo que o Partido CHEGA espera ver deste actual executivo.
O Partido CHEGA, considera que este Orçamento, é um Orçamento Realista mas também desse modo pouco Ambicioso. O Partido CHEGA apresentou várias Propostas para o este Orçamento, entre as quais um Sistema de Vídeo Vigilância para o Concelho, A criação de uma Casa de Pernoita, a Redução de Taxas Municipais, a Sinalização Vertical e Horizontal do Concelho, entre outras…
O atual executivo, liderado pelo PSD, respondeu-nos que eram todas excelentes propostas, mas que muitas não iriam ser já implementadas, e que outras, em parte, seria já neste Orçamento. Mas ao especificar os valores incluídos no orçamento, que comtemplavam algumas das propostas do CHEGA e por insistência do CHEGA no dia da Votação do Orçamento, foi nos dito que o Sistema de Vídeo Vigilância seria implementado para proteger equipamentos Municipais…
A nossa questão imediata foi saber, se para o executivo os equipamentos eram mais importantes que as pessoas (Segurança das Pessoas era a génese da nossa proposta).
E quando se poderia pensar, que aumentar o nível de segurança do Concelho e dar mais meios às forças de segurança do cartaxo, seria um gasto exagerado, desproporcional, podemos dizer que o Sistema de Vídeo Vigilância para todo o Concelho, conforme a nossa proposta, já orçamentada, custava 0.0001% do Orçamento Municipal do Cartaxo para 2022.

O Partido CHEGA considera que as suas propostas apesar de terem sido levadas em conta pelo actual executivo, em nosso entender, a execução das mesmas depende muito da vontade política do próprio executivo agora em funções. Iremos estar atentos e insistentes no que é o nosso programa eleitoral e na fiscalização das actividades do executivo.

Este Orçamento, é um Orçamento com um enorme aumento das Taxas, um enorme aumento dos Custos com o Pessoal, e um enorme gasto pouco explicito em Equipamentos e Serviços.
Muito por certo, este Orçamento vai ter que ser retificado em breve, pois contempla receitas imprevisíveis, e gastos não considerados. A verdade é que o executivo tem alguma margem de manobra, o dinheiro deixado pelo executivo anterior, através das receitas extraordinárias que obteve recentemente, servirá para colmatar algumas das necessidades mais urgentes do município e do concelho.
Notamos a vontade do executivo em desburocratizar os processos internos e contratar elementos onde eles fazem falta, sendo que ao mesmo tempo devia ter apresentado alguma solução para o excesso existente. Também não o fez…

O actual executivo mostra para já, alguma vontade em resolver os vários problemas que tem em mãos, tendo em conta a desgovernação do partido socialista durante de mais de 4 Décadas… e que levaram o Cartaxo a um dos Concelhos mais endividados do país, mais degradado, mas abandonado por quem se compromete perante os outros em “Fazer”, sobretudo em altura de eleições.

Desse modo acreditando que este é um ano de mudança, o Partido CHEGA mesmo vendo as suas propostas para o Orçamento Municipal de 2022, sem a confirmação da vontade politica necessária, que iram ser executadas ainda este ano de 2022, mas com a promessa que serão no próximo 2023. Dito assim pelo actual executivo em Assembleia Municipal. Tendo isso em conta, o Partido CHEGA decidiu não votar Contra o Orçamento, mas também decidiu não votar a Favor, pois sem a concretização das nossas propostas, com aumentos de custos com o pessoal e sem redução de Taxas Municipais, nunca poderíamos votar a favor. O nosso único voto possível para este Orçamento era a abstenção. Daremos a oportunidade a este executivo de mostrar quais são as suas vontades políticas ao longo do próximo ano, com o Orçamento que decidiu apresentar aos Cartaxeiros. Sendo que cá estaremos para manter a fiscalização e a dar o nosso contributo com propostas e Moções que possam beneficiar a vida dos nossos munícipes.

Não queria terminar, sem mencionar o abandono dos partidos da agora oposição às suas responsabilidades políticas e morais, sobretudo para quem votou neles e acreditou que as pessoas os iriam defender nos órgãos para as quais foram eleitos. Falamos da debandada dos candidatos eleitos do PS nos lugares de vereadores de camara (Chegou a ser triste ver o único vereador presente do PS, sozinho a debater o Orçamento em reunião de camara, os outros dois nem em fazer se substituir, preocuparam-se, nem que fosse para terem mais vozes a discutir o orçamento, tal é o estado do partido socialista no Cartaxo. O mesmo verificou-se na Assembleia Municipal com o principal cabeça de lista do PS à mesma, também ter abandonado o partido e quem votou/acreditou nele. Abandono este extensível ao bloco de esquerda, que na votação sobre a aprovação das Taxas Municipais, também não marcou presença, nem tido conseguido fazer-se substituir (Lembrar que concorreram com 21 nomes para Assembleia Municipal).

Também na votação do Orçamento, não estiveram pressentes 2 Presidentes de Junta do PS, que também na se fizeram substituir em tão importante votação, foi o caso do Presidente da Junta de Vale da Pedra e de Vila Chã de Ourique.
Achamos que os partidos devem ter nas suas listas pessoas responsáveis e que cumpram com as promessas que fizeram aos eleitores. E com os seus compromissos como autarcas eleitos. A política, não pode ser um qualquer concurso para obter emprego, ou para promoção de imagens e egos pessoais. O Povo está cansado de políticos que defraudam os compromissos que assumem. Nesse aspeto o Partido CHEGA rege-se pela integridade das suas propostas e orgulhamo-nos de honrar os nossos compromissos com quem deposita a sua confiança em nós e num futuro melhor.

O Presidente da Concelhia do Partido CHEGA e Deputado Municipal pelo Partido CHEGA.

Opinião – Miguel Ribeiro