Opinião/2022 Joaquim Palmela Janeiro 8, 2022 (Comments off) (491)

Opinião – Nelson Silva Lopes – Fazer mais com menos na Região

Fazer mais com menos na Região  

A integração da Comunidade Intermunicipal da Lezíria do Tejo (CIMLT), onde se inclui o concelho do Cartaxo, na nova Nomenclatura de Unidade Territorial NUT II ao lado das comunidades do Oeste e Médio Tejo foi uma das melhores novidades de 2021. 

Ainda falta a aprovação da Comissão Europeia mas o mais difícil está alcançado graças ao empenho de um ex-autarca e atual Secretário de Estado Adjunto e do Desenvolvimento Regional, Carlos Miguel, o primeiro governante de origem cigana em Portugal. Relevo ainda o incentivo e apoio de autarcas como Pedro Ribeiro de Almeirim, um dos mais ativos Presidentes de Câmara da atualidade. 

O tema passou ao lado da maioria dos cidadãos e eleitos das regiões envolvidas mas é de relevante interesse para mais de 3 milhões de pessoas e entidades.  

É fundamental para o concelho do Cartaxo, para os distritos de Santarém, Leiria e Lisboa e para todo o país. 

Estamos perante uma reorganização do sistema de distribuição dos fundos comunitários com base nos indicadores dos territórios a beneficiar. 

Haverá maior justiça na distribuição dos fundos e todos teremos a ganhar. 

Os cidadãos, as empresas, os trabalhadores, as escolas, as instituições particulares de solidariedade social, as freguesias, os municípios.  

O combate às alterações climáticas, a criação de emprego, a redução da pegada energética, a redução de impostos, dependem da boa aplicação dos fundos comunitários. 

A valorização dos cidadãos, a melhoria das suas condições de saúde, da segurança, da justiça só será efetiva se tivermos sucesso na captação e na execução dos fundos com rigor e transparência. 

Com esta alteração as três regiões envolvidas recuperam identidade territorial e capacidade de decisão. 

Portugal é um país com várias realidades distintas e não podemos tratar da mesma forma o que é realmente diferente. 

O Ribatejo, Oeste e Médio Tejo têm identidades semelhantes e relações de complementaridade. 

O que pretendemos para o Cartaxo não é diferente do que ambicionam os munícipes da Lourinhã ou de Vila Nova da Barquinha. Mas é seguramente diverso do que ambicionam os cidadãos do Alvito ou de Arraiolos no Alentejo, ou do Seixal, Mem Martins ou Sacavém.  

Este é o momento de criar sinergias, promover os projetos intermunicipais. 

É o momento de eliminar os feudos e quintas e de pensar global para esta nova região. 

É agora ou nunca. 

Não sei se é o embrião para a regionalização mas estou convicto que é um passo gigante para uma melhor organização territorial e administrativa desta região. 

Se conseguirmos fazer mais com menos, todos ganhamos. Ganha o Cartaxo. Ganha Portugal!  

Nelson Silva Lopes