Opinião/2022 Joaquim Palmela Março 12, 2022 (Comments off) (241)

Opinião – Nuno Mário Antão – O mundo mudou. O mundo está sempre a mudar.

Já assim tinha sido com a queda do muro de Berlim, com o 11/09 ou com o 11M… Mas talvez os anos 20 do século 21 sejam mesmo os mais loucos da História deste mundo. E ainda só vamos em 22.

Esta semana assinalamos dois anos passados desde a declaração de pandemia. A Covid-19 veio para ficar, devastou e desgastou comunidades. E transformou-nos. Apesar de sinais contraditórios, estamos hoje mais atentos aos nossos vizinhos, às dificuldades dos mais desprotegidos e muito mais disponíveis para construirmos respostas coletivas. Tem sido assim das aldeias às cidades, de Salvaterra de Magos a Bruxelas, com passagem por Lisboa, envolvendo os diversos poderes: local, nacional e europeu. Todos despertaram, de vez, para as “politicas comuns” e para as vantagens dos ganhos de escala. Na Europa, só juntos fomos mais fortes, só assim conseguimos vergar o vírus.

É agora, infelizmente, tempo de, mais uma vez, evidenciarmos a bondade da cooperação, da partilha e dessas tais políticas públicas comuns, sem fronteiras. A Europa e, logo, Portugal têm de se preparar para fazer ganhar a paz. É por demais evidente que Putin apenas ambiciona a vitória da guerra.

Essa paz alcança-se com respostas coletivas, semeadas de mãos dadas e que garantam a nossa capacidade de produção energética, a nossa segurança interna e externa e, fundamentalmente, a nossa soberania alimentar e capacidade produtiva (aqueles que desdenharam o acordo alcançado por Maria do Céu Antunes, Ministra da Agricultura, em nome de Portugal, deviam agora reconhecer o mérito do trabalho e os resultados alcançados).

Pois é… Se a pandemia nos alargou os horizontes de esperança num mundo mais justo e equitativo… Se a guerra na Ucrânia nos limita essa capacidade de sonhar… Só esta Europa, que nos une e inspira, nos permitirá construir o futuro.

Opinião – Nuno Mário Antão

Salvaterra de Magos, 12 de março de 2022

A Ponte

A capacidade de reconhecermos em vida tem de passar a ser regra e não exceção. As pessoas que nos marcam e que marcam as comunidades têm de o saber em tempo útil, em vida. Constrói esta ponte o Município de Salvaterra de Magos, ao atribuir o nome do Professor Carlos Matias ao Ginásio de Trampolins. Há mais e em mais áreas, mas ainda temos tempo. Assim como o temos para recuperar o nome do Professor António Lopes para a Escola. Se há defeito que magoa numa sociedade, é o esquecimento dos seus.

O Muro

Aquele que está a ser construído pelos estilhaços das bombas e pelos restos dos corpos de inocentes. Sim, inocentes. Crianças, recém-nascidos, grávidas, idosos… Mas também aquele com que, alarmistas e profetas da desgraça, conquistam os seus 15 segundos de fama e mediatismo. Nomeadamente os que, por dever especial de representação corporativa, deveriam encontrar soluções para os problemas e não problemas para as soluções.