Opinião/2022 Ana Mesquita Março 5, 2022 (Comments off) (324)

Opinião – Nuno Mário Antão – Putin que o pariu!

Tudo aquilo que se escreva pode, a qualquer momento, ser ultrapassado pela evolução dos acontecimentos. A História está a ser escrita agora, em direto. E é tudo variável, instável, imprevisível, até. Constante só mesmo a loucura de Putin e de toda a elite que o suporta, incluindo aquela dúzia e meia espalhada pelo mundo e que não consegue ultrapassar o complexo do “mas”. “Mas” o quê?! Não há, não pode haver justificação para uma guerra, para um ataque a gente inocente.

Com mais de um milhão de refugiados ucranianos (por agora), com centenas de milhares de famílias separadas e atormentadas pelo medo, o foco dos povos europeus só estar nesta gente inocente. E é essencial a nossa mobilização e capacidade de sacrífico: vamos todos sofrer. E muito.

Sim, temos, mais uma vez, de estar preparados para o pior, esperando o melhor. Há dois anos, perante aquele que terá sido um dos maiores desafios da humanidade, a COVID-19, parecia difícil surgir outro, logo a seguir, sem dar tempo à sociedade para ganhar fôlego. Mas está a acontecer. Vamos ter de inspirar à pressa e voltar a mergulhar sem pensar. E se, há dois anos, ambicionávamos mais solidariedade, mais justiça, mais igualdade, hoje resta-nos apenas isso: a ambição. Seremos algum dia capazes de alcançar esse desígnio?

Para já apenas sabemos que a guerra na Ucrânia aparenta ser (e se parece, é porque é) um prelúdio para uma segunda guerra fria ou para a terceira guerra mundial. Preparem-se, o pior ainda está por acontecer: Zaporizhzhia (Chernobyl x10) não é uma consequência, é um sintoma de que passou a valer tudo! Vamos levar décadas a derrubar este muro.

Salvaterra de Magos, 5de março de 2022

Opinião – Nuno Mário Antão

A Ponte:

A imensa solidariedade do povo português que, de imediato, se organizou para prestar auxílio ao povo ucraniano. Todos os contributos, por mais ridículos que possam parecer, vão fazer a diferença na vida de gente que é obrigada a fugir da sua terra, deixando para trás as suas famílias, as suas raízes, a sua história.

O Muro:

Quão ridículo pode ser um estado agressor, como a Rússia, ter direito de veto no Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas? Uma organização de paz jamais será levada a sério pelo mundo quando permite uma injustiça destas. Ou seja: Trump questionou a sua utilidade, Putin evidencia essa realidade.