Opinião: Os mandatos são para cumprir, por respeito ao povo que nos elege …

Os mandatos são para cumprir, por respeito ao povo que nos elege e ao partido que representamos!

A um ano de terminar o mandato de Vereador na CM de Benavente, estou em condições de dizer que irei até ao fim respeitando a vontade dos 2500 eleitores que votaram no PS e me deram esse voto de confiança para os 4 anos de exercício do cargo de Vereador.

Enquanto fui Presidente da Comissão Política do PS no concelho de Benavente, nunca retirei a confiança política a nenhum eleito, porque sempre achei que isso seria prejudicial para a imagem do PS aos olhos do povo que vota e para a imagem dos envolvidos neste processo, que deixa marcas políticas e pessoais, por vezes irreparáveis ou que perduram durante muitos anos, com sérios prejuízos eleitorais.  

A retirada da confiança política, a meu ver, é uma espécie de bomba atómica que estilhaça tudo em redor, destruindo o partido e as pessoas envolvidas neste processo, devendo ser evitada para bem de todos. O povo que vota não quer saber das razões que os responsáveis dos partidos e eleitos têm, porque vão olhar para essas decisões como guerras internas, luta pelo poder, ambição pessoal e política, luta de “galos” pelos lugares, “saco de gatos”, entre outros adjetivos e metáforas, que nada abonam a favor da confiança e credibilidade, que é preciso transmitirmos à população.

A imagem de um partido estilhaçado, desunido e em guerra, que demonstra não estar em condições de governar, por muito que dentro do partido achem que isso é o melhor para clarificar posições de liderança e hierarquias. Não se pode ver a liderança como um exercício de poder e de força, mas sim como um exercício de agregar vontades e de unir esforços para atingir objetivos coletivos comuns, em prole de um território seja ele local ou nacional.

Termino dizendo, tenho orgulho por nunca ter usado nenhuma bomba atômica enquanto fui Presidente de Concelhia, mesmo quando poderia ter razões que o justificavam, como por exemplo, ver um eleito do PS a votar repetidas vezes ao lado da CDU na Assembleia Municipal, na sua qualidade de Presidente de Junta. Compreendia as razões do “medo” que esse eleito tinha de ver a sua população prejudicada se votasse contra o poder instituído em Benavente, mas não acho correta a atitude para com o partido que ajudou a eleger, sobretudo por não ter o mínimo de solidariedade com o PS.

Faltou coragem a meu ver, para ter uma posição mais equilibrada que servisse a sua freguesia e população e o partido que representava. Também nunca retirámos a confiança política a eleitos que divergiam entre si internamente, mesmo quando fui visado em críticas publicadas nas redes sociais e imprensa. Podem acusar-me de muitas coisas, mas na verdade sempre tomei decisões em prol do coletivo, pensando no bem do PS, do concelho de Benavente e da sua população.

Ainda tenho esperança que o PS no Concelho de Benavente consiga dar continuidade aos resultados crescentes e positivos que trilhou desde 2013 até hoje e que possa dar o exemplo da capacidade de se unir em prol de objetivos coletivos, capazes de dar ao concelho de Benavente e população, o melhor projeto e candidatos, para bem da população. Desejo que tudo corra pelo melhor, independentemente de estar ou não nas listas em 2021. O futuro a Deus pertence!

Opinião

Pedro Pereira, Licenciado em Gestão Autárquica, Vereador da Câmara Municipal de Benavente e Autor do livro “Frases que podem mudar a sua vida”.

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