Opinião/2022 Joaquim Palmela Abril 19, 2022 (Comments off) (266)

Opinião – Tendências… à direita.

Tem sido França a ditar as modas na Europa. As ditas, em concreto e que percorrem a passarela, e todas as outras, nomeadamente as políticas. É, por isso mesmo, momento de obrigatória reflexão sobre essas mesmas tendências. Os partidos, ou seja, as organizações políticas tradicionais, foram praticamente varridas do espetro político francês. Ora, por cá, tal como por lá, o CDS-PP já era e o PPD-PSD para lá caminha. E isso deve preocupar todo e qualquer democrata moderado neste país.

A direita está em reconfiguração e o que lá vem não se perspetiva melhor. Não apenas porque é desconhecido, mas, essencialmente, pelos sinais de nacionalismo que nunca rimaram com a tradição integradora e globalista de Portugal. Forrados de defensores da tradição e liberais, são mais vocais do que programáticos e não se lhes conhece uma ideia que seja de convergência. Tudo neles é protesto em relação a qualquer coisa, seja no serviço nacional de saúde, na proteção social, na educação… Resumindo: em tudo que seja função de soberania do Estado.

É, pois, tempo de a direita (a que não se arruma nos extremos) se organizar. Terá de deixar para trás o saudosismo sebastiânico (que é como quem diz “passiânico” e “portiânico”) e, depois, terá de construir um projeto alternativo, essencial para conservarmos a Democracia tal como a conhecemos há 48 anos. A Democracia que queremos cada vez mais forte para responder aos desafios de cada tempo e que, muito em breve, vamos celebrar. Porque, sim, a Democracia é a resposta.

Salvaterra de Magos, 18 de abril de 2022

Opinião – Nuno Mário Antão

A Ponte

Os 80 anos de carreira de Eunice Muñoz. Tivéssemos todos a capacidade de ser tão apaixonados, competentes e versáteis na vida… E o mundo seria, certamente, um palco mais bonito para todos.

O Muro

A guerra, a destruição e a perda de centenas, milhares de vidas inocentes. Independentemente da propaganda e da excelência da comunicação, é evidente que já foram cometidos demasiados crimes de guerra. Bastaria um, aliás, para serem demasiados. Está aberta, na Europa, uma ferida que vai levar décadas a sarar.