Reduzir a Sinistralidade Rodoviária em 2018 disse Eduardo Cabrita

O ministro da Administração Interna disse hoje,(dia 23 janeiro) em Santarém, que existe “espírito aberto” para estudar experiências de outros países para reduzir a sinistralidade rodoviária e que, no primeiro semestre do ano, serão tomadas “medidas efetivas” para que 2018 apresente “melhores resultados”.

Eduardo Cabrita falava, em Santarém, no final da assinatura de um protocolo “precursor” entre a Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária e a Comunidade Intermunicipal da Lezíria do Tejo (CIMLT), para a Promoção da Segurança Rodoviária nos 11 municípios que integram a CIMLT, iniciativa que afirmou querer ver replicada noutras regiões do país.

Questionado sobre a possibilidade de ser introduzida fiscalização aérea da velocidade rodoviária, hoje referida pelo secretário de Estado da Proteção Civil, o ministro afirmou que essa “é uma possibilidade” que existe em alguns países e que Portugal vai “estudar e seguir com muita atenção” experiências em curso, dando ainda como exemplo a decisão francesa de redução da velocidade máxima nas estradas nacionais de 90 para 80 quilómetros/hora.

“Não vamos adotar, mas vamos estudar e seguir com muita atenção aquilo que vai ser feito em França. Queremos trazer o conhecimento e trazer a melhor experiencia técnica, académica e cientifica para as soluções que é necessário implementar”, declarou, acrescentando que existe “espírito aberto” e, para já, o compromisso de fazer no resto do país o que hoje foi acordado em Santarém.

Eduardo Cabrita afirmou que, além do trabalho com as autarquias, vai ouvir “brevemente” todas as associações do setor e face “aos elementos críticos”, como os acidentes dentro das localidades e os acidentes com motociclos, adotar, durante o primeiro semestre deste ano “medidas efetivas para que já em 2018 haja melhores resultados” que os registados em 2017.

Eduardo Cabrita saudou o trabalho feito pela CIMLT, dando como exemplo o caso da Estrada Nacional 118, que atravessa grande parte dos municípios da região e com número significativo de acidentes, e que, graças ao protocolo hoje assinado, terá uma abordagem conjunta.

O ministro destacou a identificação de problemas e a procura de “respostas muito concretas às situações identificadas”, como os riscos dentro das localidades ou as zonas de particular perigosidade, em parceria entre as estruturas da Administração Central e as autarquias, um trabalho “precursor a nível nacional” que quer alargar ao resto do país até 2020.

Lusa

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