Opinião/2022 Joaquim Palmela Agosto 1, 2022 (Comments off) (432)

Opinião – Verão trágico nas praias portuguesas 

David Nogueira, 28 anos, bombeiro, vivia o sonho de ter sido pai. 

Morreu no rio Zêzere na Foz do Alge, quando se divertia com amigos. 

No Tejo, em Santarém, um canoísta de 56 anos, caiu à água perto da ponte e não voltou a ser visto até ser retirado da água sem vida. 

Em Oeiras, um jovem de 21 anos morreu após ter mergulhado na Praia de Santo Amaro, ao lado da namorada. 

Estes três casos foram notícia este fim de semana e devem lançar uma reflexão sobre o reforço da segurança e da informação nas praias, especialmente, nas não vigiadas. 

Neste fim de semana passei por várias praias e tive oportunidade de me aperceber dos perigos dos agueiros no mar da Costa da Caparica e dos fundões nas praias fluviais de Valada do Ribatejo e Praia Doce em Salvaterra de Magos.  

Neste ano de 2022, registaram-se 75 mortes em meio aquático. Este é um número que constitui um recorde dos últimos cinco anos. 

Mais de 70% das vítimas são homens (72,1%) e cerca de 97% das mortes aconteceram em locais não vigiados. 

O Observatório do Afogamento da Federação Portuguesa de Nadadores Salvadores FEPONS confirma que há um aumento de mortes entre os jovens com menos de 25 anos e há também mais mortes nas praias doces do interior. 

Com um calor tórrido a desafias os banhistas há falta de vigilantes e nadadores-salvadores.  

 Os jovens consideram ser mal pagos e as entidades concessionárias responsáveis pelo pagamento, alegam que não podem alargar as despesas sob pena de se afogarem após um duro ciclo da pandemia. 

A prevenção começa em cada um de nós. 

Vá a banhos, mas não arrisque. 

Antes de entrar no espelho de água que desconhece certifique-se se é seguro. 

No rio ou no mar, há ir e voltar. 

Bons Banhos! 

 Opinião – Nelson Lopes  – Jornalista desde 1990. Gestor de Comunicação